<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-14096935</id><updated>2012-01-29T01:44:05.166-02:00</updated><title type='text'>Meu reino por uma palavra!</title><subtitle type='html'>A palavra sempre foi meu instrumento de trabalho, mas, com o tempo, o que eu queria dizer passou a não caber mais na palavra do texto jornalístico, e por isso passei a procurá-la em outros lugares. Ainda não sei o que vou encontrar, nem onde, mas espero que seja uma grata descoberta.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Ferdibrand</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17962609427698828895</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_Do2GneSuSqM/RkUyZrlcAxI/AAAAAAAAAAc/QG6Uh6KFg10/s320/Foto3.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>139</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14096935.post-8599818071743161617</id><published>2011-11-29T23:55:00.005-02:00</published><updated>2011-11-30T00:28:59.264-02:00</updated><title type='text'>Still his guitar gently weeps</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-iLsWwSRKkbc/TtWULXrX8cI/AAAAAAAAAT8/-eiCIGmw-qI/s1600/george-harrison.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; width: 300px; height: 300px; text-align: center; display: block; cursor: pointer;" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5680609428053160386" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-iLsWwSRKkbc/TtWULXrX8cI/AAAAAAAAAT8/-eiCIGmw-qI/s400/george-harrison.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2" face="georgia"&gt;Passavam poucos minutos da meia-noite de ontem quando o André Grassi, colega de faculdade, turma de formandos e peripécias, incluindo um programa de rádio, uma animação em super-8 e uma pretensa banda inspirada nos Beatles, publicava em meu Facebook e no de uma porção de amigos nossos uma foto de George Harrison. A imagem, que para alguns já dizia tudo, foi complementada pela legenda: “Já faz 10 anos...”.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2" face="georgia"&gt;Porque ontem, 29 de novembro de 2011, completou dez anos a morte de George, o “beatle tímido”. Apesar da predominante dicotomia Lennon/McCartney nos “Fab Four”, o guitarra solo da banda fez por merecer também um lugar entre os gênios da música. Quando fui apresentado à discografia dos Beatles por um colega do então Segundo Grau, descobri, simultaneamente, “All things must pass”, o primeiro álbum triplo da história do rock, resultado do represamento da genialidade de George Harrison durante os anos como beatle. Dessa maneira, conheci minha banda favorita ciente desse talento mal aproveitado de seu guitarrista, oculto em sua timidez à sombra dos mais prolíficos e falantes John Lennon e Paul McCartney. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2" face="georgia"&gt;Em outras palavras, aprendi a gostar das canções de todos eles em pé de igualdade – apesar de, em nossa pretensa banda, eu ter me tornado Paul McCartney, uma vez que George sempre foi o beatle favorito do Leandro Steiw. Assim, algumas composições de George ganharam valor especial. A começar pela genial “While my guitar gently weeps”, do “White Album”, que tocamos e cantamos entrando de surpresa na casa do Leandro no dia de seu aniversário. Tenho ainda um carinho particular por “Revolver”, álbum dos Beatles de 1966, por ter indicado que uma importantíssima transição terminava, deixando a beatlemania no passado, e por ser o único com três músicas de George (“Taxman”, “Love you too” e “I want to tell you”). Talvez por isso ele seja tão bom.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2" face="georgia"&gt;Costumo dizer que os Beatles estavam gravando “Within you without you”, que George compôs para “Sgt. Peppers”, no momento em que eu nasci – eles entraram no estúdio para o primeiro &lt;em&gt;take&lt;/em&gt; na véspera do meu nascimento. E o que falar de “Here comes the sun” (a melodia favorita de George) e “Something”? O último álbum dos Beatles foi justo aquele em que as duas músicas que ficaram para a eternidade foram compostas por Harrison, provando que o terceiro gênio da banda não havia sido devidamente reconhecido. Foram apenas 26 as músicas de George nos tempos de Beatles. Menos era mais.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2" face="georgia"&gt;Não conheço até hoje todo o trabalho de George pós-Beatles. Mas o álbum triplo valeu uma pesquisa musical para nosso programa na Rádio da Ufrgs, e canções como “Isn’t it a pity”, que termina com um refrão interminável, feito um mantra de tristeza, ainda me emocionam. Tanto que chorei quando a assisti pela primeira vez, cantada por Billy Preston, no “Concert for George”. O mesmo já aconteceu ao prestar atenção na letra de “Rising sun”, do álbum póstumo, “Brainwashed”:&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2" face="georgia"&gt;&lt;em&gt;And in the rising sun you can feel your life begin&lt;br /&gt;Universe at play inside you DNA&lt;br /&gt;You’re a billion years old today&lt;br /&gt;Oh the rising sun and the place it’s coming from&lt;br /&gt;Is inside of you, now your payment’s overdue&lt;br /&gt;Oh the rising sun.&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2" face="georgia"&gt;O que me tranquilizou quando soube da morte de George foi saber que, desde o diagnóstico de câncer, ele estava em paz, satisfeito com a vida que havia levado. Apesar de sua conhecida espiritualidade estar exacerbada no último disco, George parece ter trabalhado nele como se depois dele pudesse haver outros. O “beatle tímido”, calado nas entrevistas e com olhar sério e até parecendo amargo às vezes, como na discussão que teve com McCartney frente às câmeras no vídeo “Let it be”, era talvez o mais realista e centrado dos Beatles, discreto, fleumático como inglês que era, e dono de um senso de humor só dele. Voltava em paz para o universo, do qual sempre fizera parte inseparável, e deixara em troca sua guitarra, que continuará para sempre tocando gentilmente.&lt;br /&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14096935-8599818071743161617?l=ferdibrandblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/feeds/8599818071743161617/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14096935&amp;postID=8599818071743161617&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/8599818071743161617'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/8599818071743161617'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/2011/11/still-his-guitar-gently-weeps.html' title='Still his guitar gently weeps'/><author><name>Ferdibrand</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17962609427698828895</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_Do2GneSuSqM/RkUyZrlcAxI/AAAAAAAAAAc/QG6Uh6KFg10/s320/Foto3.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-iLsWwSRKkbc/TtWULXrX8cI/AAAAAAAAAT8/-eiCIGmw-qI/s72-c/george-harrison.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14096935.post-1459752899379547000</id><published>2010-09-24T00:04:00.003-03:00</published><updated>2010-09-24T00:55:44.064-03:00</updated><title type='text'>Onze minutos definitivos</title><content type='html'>&lt;object width="480" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/7vrSq4cievs?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/7vrSq4cievs?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não havia ainda assistido ao filme "11 de Setembro", de 2002, no qual onze cineastas de diversas nacionalidades reúnem, num longa-metragem, onze filmes de onze minutos cada, retratando visões diferentes sobre os atentados sofridos em Nova York um ano antes. A pequena repercussão de meu texto anterior, no entanto, me fez chegar ao trecho filmado pelo britânico Ken Loach, no qual um chileno, em uma carta aos familiares das vítimas nova-iorquinas, diz o que o dia 11 de setembro representa para ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Digo pequena repercussão porque foi mesmo pequena. A contagem de acessos a meu blog teve certo aumento nos últimos dez dias, mas tive apenas um comentário registrado no site e outro, também positivo, que recebi por e-mail. Posso debitar um pouco disso à crônica e lamentável falta de interesse, mas decerto faltou coragem para uns e outros – tanto para concordar quanto para discordar de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, quanto ao filme de Ken Loach: onze minutos definitivos. Lágrimas brotaram-me. O quadro foi muito pior do que eu havia apresentado no texto anterior. As ameaças de invasão que eu imaginava eram, na realidade, bombardeios ao palácio do governo chileno, do qual Allende se recusou a fugir. Torturas. Assassinatos. Treinamento de militares pela CIA. Bloqueio econômico. Nesse 11 de setembro, o de 1973, eu tinha apenas 6 anos e, mesmo que tivesse discernimento, os meios de comunicação brasileiros ainda permaneceriam censurados pelos governos militares até que eu tivesse 18.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto mais eu aprendo sobre a América Latina, mais certeza tenho de que a queda das Torres Gêmeas foi um espetáculo lindo, o mais próximo que a realidade já chegou de um filme de Roland Emmerich. E de que aquela casa caiada de branco, à avenida Pensilvânia, 1600, em Washington, D.C., nada mais é que o sepulcro da liberdade mundial.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14096935-1459752899379547000?l=ferdibrandblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/feeds/1459752899379547000/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14096935&amp;postID=1459752899379547000&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/1459752899379547000'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/1459752899379547000'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/2010/09/onze-minutos-definitivos.html' title='Onze minutos definitivos'/><author><name>Ferdibrand</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17962609427698828895</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_Do2GneSuSqM/RkUyZrlcAxI/AAAAAAAAAAc/QG6Uh6KFg10/s320/Foto3.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14096935.post-4767184286681199790</id><published>2010-09-11T19:26:00.002-03:00</published><updated>2010-09-11T19:40:28.075-03:00</updated><title type='text'>A fábrica da liberdade e os onzes de setembro</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_Do2GneSuSqM/TIwCmaz3cCI/AAAAAAAAARE/Kn0qZojk0OY/s1600/National_Park_Service_9-11_Statue_of_Liberty_and_WTC_fire.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5515786502677164066" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 242px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_Do2GneSuSqM/TIwCmaz3cCI/AAAAAAAAARE/Kn0qZojk0OY/s320/National_Park_Service_9-11_Statue_of_Liberty_and_WTC_fire.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Mais um ano e o 11 de setembro – pelo menos o 11 de setembro que os jornais ainda recordam – completa uma década. Para variar, a data foi cercada de polêmicas, envolvendo a queima de Alcorões e a proibição de instalação de uma mesquita próximo ao local onde ficava o World Trade Center. Mas afinal, os Estados Unidos não são a terra, a fábrica da liberdade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, a liberdade. As discussões políticas e as relações com pessoas ditas “libertárias” e “democráticas” trouxeram-me desencanto com essa palavra. A liberdade cada vez mais me parece um bem finito, como a quantidade de energia, a água e o oxigênio, e que não pode ser fabricado. Para que alguém a obtenha além de certo limite, de outro ela precisa ser tirada. Assim, é permitido ser muçulmano em Nova York; mas rezar para a Meca perto do Ponto Zero, não. É-se livre para entrar nos Estados Unidos; mas quem levar xampu na bolsa corre o sério risco de ser confundido com um terrorista da Al-Qaeda de carteirinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, repito, os Estados Unidos são a terra da liberdade? São a terra do medo, do dinheiro, do desperdício, mas são também a terra dos donos da liberdade, daqueles que estipulam quem tem a liberdade de fazer o quê. Inclusive a liberdade de contar a história. Tanto que 11 de setembro tornou-se, para as Torres Gêmeas, o que as Havaianas passaram a ser para o chinelo de dedo. Poucos lembram o 11 de setembro de 1973, data do golpe de estado, no Chile, comandado por Augusto Pinochet, que culminou com a morte do presidente socialista Salvador Allende e o início de dezessete anos de ditadura. Por que ninguém mais lembra esse 11 de setembro? Será porque o golpe de estado foi ordenado pelo governo dos Estados Unidos, sob pena de invasão norte-americana? Ainda estou na dúvida. O então presidente Gerald Ford, na ocasião, afirmou que os fatos ocorridos no Chile foram “no melhor dos interesses do povo chileno e, certamente, nos nossos melhores interesses”. Obrigado, senhor presidente, por ter nos dado a liberdade de sabê-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso o estardalhaço do 11 de setembro (agora falo do 11 de setembro &lt;em&gt;verdadeiro&lt;/em&gt;, aquele ocorrido em Nova York) nunca me desceu direito. Não fiquei muito tempo nas linhas dos que defendiam a idéia de um atentado perpretado pelo próprio governo norte-americano, mas não tenho dúvidas de que a derrubada do World Trade Center era tudo de que George W. Bush precisava para levar adiante seus planos de governo, incluindo um kit de reeleição totalmente grátis. Quem assistiu ao filme “Fahrenheit 11 de Setembro”, de Michael Moore, viu a cena em que Bush recebeu de um assessor a notícia dos atentados; tal era a naturalidade do presidente que parecia ter ouvido do funcionário: “Senhor, a operação deu certo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não deixo de lamentar as vidas humanas perdidas, mas sempre achei o atentado às Torres Gêmeas, em termos de ousadia, organização e precisão, um ato de gênio. É muito mais difícil acertar um jato comercial contra um edifício específico do que jogar uma bomba atômica sobre uma cidade japonesa. E menos covarde, pois os integrantes da Al-Qaeda que ocuparam os aviões usados nos atentados não puderam retornar à base.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Volto, então, à liberdade de se contar a história. Os muçulmanos que planejaram e realizaram os ataques de 11 de setembro de 2001, liderados por Osama Bin Laden, foram considerados terroristas e caçados mundo afora, justificando a invasão do Afeganistão e do Iraque. Por que, então, as bombas jogadas sobre Hiroshima e Nagasaki em 1945, por ordem do presidente dos EUA Harry Truman, não são consideradas um genocídio, que dirá um atentado? Uma desproporção. Nos ataques em solo norte-americano, morreram 2.993 pessoas, incluindo os 19 ditos terroristas – e a muitos foi dada a chance de fugir. Essa oportunidade não existiu para as 220 mil pessoas que foram evaporadas em segundos em Hiroshima e Nagasaki – às quais se somaram, com o passar dos anos, milhares de vítimas da radiação atômica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o medo de que algo semelhante aconteça em alguma cidade norte-americana que quer proibir o Irã de enriquecer urânio. Somente os Estados Unidos e seus amigos de confiança têm a permissão de efetuar destruições em massa. Qualquer outro, por menor que seja a suspeita, é, como foi visto no Iraque, em 2003, invadido, destruído e expropriado da liberdade de controlar seu bem natural mais valioso – no caso, o petróleo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que pensar, diante de tantos ataques à liberdade, à verdade? Que o ideal seria a inexistência de preconceitos, de medos, de ódios – e que os Estados Unidos deixassem de se considerar as maiores vítimas da história. Se existe exagero e intolerância nas idéias de ambas as culturas, a muçulmana e a judaico-cristã, existe também uma desproporção brutal de forças e de reações. Assim como a liberdade que os governos norte-americanos querem apregoar, a paciência e a ignorância do ser humano são bens limitados.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Foto: &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:National_Park_Service_9-11_Statue_of_Liberty_and_WTC_fire.jpg"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:National_Park_Service_9-11_Statue_of_Liberty_and_WTC_fire.jpg&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14096935-4767184286681199790?l=ferdibrandblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/feeds/4767184286681199790/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14096935&amp;postID=4767184286681199790&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/4767184286681199790'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/4767184286681199790'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/2010/09/fabrica-da-liberdade-e-os-onzes-de.html' title='A fábrica da liberdade e os onzes de setembro'/><author><name>Ferdibrand</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17962609427698828895</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_Do2GneSuSqM/RkUyZrlcAxI/AAAAAAAAAAc/QG6Uh6KFg10/s320/Foto3.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Do2GneSuSqM/TIwCmaz3cCI/AAAAAAAAARE/Kn0qZojk0OY/s72-c/National_Park_Service_9-11_Statue_of_Liberty_and_WTC_fire.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14096935.post-3788025487804288540</id><published>2010-07-02T17:21:00.002-03:00</published><updated>2010-07-02T17:28:56.183-03:00</updated><title type='text'>Deus e o Diabo na terra do gol</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;Nunca entendi direito, em Copa do Mundo, a torcida que o brasileiro faz para os times mais fracos. Comungo a idéia daqueles que gostam de ver o sucesso de seleções sem tradição, como sempre acontece quando uma equipe africana passa para as oitavas de final – mas pela mudança, pela diferença. Não compreendo meus conterrâneos torcendo pela Eslováquia contra a Itália ou pela Suíça contra a Espanha somente para facilitar o caminho para o Brasil mais adiante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem desmerecer uma ou outra seleção, contra quem teria mais valor o Brasil decidir uma Copa? Contra a Suíça ou contra a Espanha? Aqui, no país da vantagem e do jeitinho, quanto mais fácil melhor. Ao chegarmos à África do Sul, desfiamos as dificuldades de jogar contra a Coréia do Norte e a Costa do Marfim como que para ocultar outro fato, bem mais real: não tínhamos condição de passar por uma equipe mais forte, como a Holanda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem bem tinha terminado o jogo contra o famoso time de laranja e, além do técnico Dunga, cuja carta já estava marcada pela TV Globo desde o início da Copa, um Cristo já havia sido escolhido para ser crucificado pelos pecados da Seleção Brasileira, de Dunga e da CBF. Como se o gol contra não bastasse, Felipe Mello ainda recebeu um cartão vermelho. Mas é exagero condená-lo sozinho. Bastou ver o comportamento em campo dos incensados Kaká e Robinho, após o segundo gol holandês, para vermos que não nos acostumamos, ainda, à dificuldade, à derrota.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem sempre é possível jogar bonito, e o atual futebol, enlatado pela tecnologia que tudo vê e pela globalização que tudo compra, padronizou esquemas táticos, equilibrou resultados, e cada vez mais a postura psicológica de uma equipe determina o resultado em campo. É fundamental, claro, a segurança de um Júlio César no gol, a força e a integridade de um capitão como Lúcio, a manha e a categoria de um Robinho no ataque. Entretanto, jogadores, equipe técnica, imprensa, torcida – os tão falados 190 milhões de treinadores da Seleção Brasileira, enfim – deviam perceber que um time de futebol não é composto de deuses nem de diabos, mas de homens. Assim, sem sabermos ganhar nem perder, continuaremos empatando.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14096935-3788025487804288540?l=ferdibrandblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/feeds/3788025487804288540/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14096935&amp;postID=3788025487804288540&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/3788025487804288540'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/3788025487804288540'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/2010/07/deus-e-o-diabo-na-terra-do-gol.html' title='Deus e o Diabo na terra do gol'/><author><name>Ferdibrand</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17962609427698828895</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_Do2GneSuSqM/RkUyZrlcAxI/AAAAAAAAAAc/QG6Uh6KFg10/s320/Foto3.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14096935.post-4896581994994332339</id><published>2010-03-21T01:08:00.002-03:00</published><updated>2010-03-21T01:38:33.597-03:00</updated><title type='text'>Poros desobstruídos</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;É noite em Santa Vitória do Palmar. A Lua, mesmo crescente, permite que se vejam as estrelas, artigo escasso onde moro. Uma frente fria havia entrado na véspera para todos os gaúchos, mas quem conhece aquela tripa de terra de duzentos quilômetros, isolada entre o Atlântico e a Lagoa Mirim, sabe que o vento nos Campos Neutrais é diferente de qualquer outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma brisa noturna a 16 graus centígrados, talvez menos, em pleno verão. De manga curta e bermuda, e o casaco em casa, a sete horas de ônibus, mas faço pouco caso. Aquele suave e delicioso vento quase frio não era tudo, mas era uma das coisas que eu mais queria, após experimentar o ar parado a 43,3 graus sobre Porto Alegre em 3 de fevereiro. Nem Cuiabá, nem o Rio, nem Timbuctu, no Saara. Naquele dia minha cidade havia sido o ponto mais quente da Terra, segundo a página da &lt;a href="http://esporteonline.com/blogdomarcelao/wp-content/uploads/2010/02/accuweather_portoalegre.jpg"&gt;&lt;strong&gt;Accuweather&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eis que as temperaturas mais, digamos, civilizadas me devolveram o direito não só à transpiração, mas também à inspiração. Que neurônios podem criar derretidos pelo calor? Era como se a palavra, que costuma usar a boca, a caneta ou os dedos, precisasse de poros desobstruídos para não sucumbir. E ela começa a surgir, devagar, no toque do vento sulino; no &lt;a href="http://www.google.com.br/imgres?imgurl=http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/8/8c/Andrea_pozzo_Le_Triomphe_de_Saint_Ignace_-_1679_(346045776).jpg&amp;amp;imgrefurl=http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Andrea_pozzo_Le_Triomphe_de_Saint_Ignace_-_1679_(346045776).jpg&amp;amp;h=529&amp;amp;w=869&amp;amp;sz=121&amp;amp;tbnid=XbReKFE8oWvyyM:&amp;amp;tbnh=88&amp;amp;tbnw=145&amp;amp;prev=/images%3Fq%3Dandrea%2Bpozzo&amp;amp;hl=pt-BR&amp;amp;usg=__yAG4NMyyvMvhFO48f0t2Y0Ib_Ls=&amp;amp;ei=YpilS9OlMoOKuAfDs630CQ&amp;amp;sa=X&amp;amp;oi=image_result&amp;amp;resnum=4&amp;amp;ct=image&amp;amp;ved=0CAwQ9QEwAw"&gt;&lt;strong&gt;afresco de Andrea Pozzo&lt;/strong&gt; &lt;/a&gt;que levei em 2 mil peças para montar em Santa Vitória; no silêncio e no cheiro de campo e de tempo de um hotel fazenda em São Lourenço, com seus móveis seculares e suas paredes de 90 centímetros de espessura; no retrato de Dorian Gray, que tive o prazer de conhecer; nas nuvens escuras que, de súbito, se abrem sobre o mar catarinense para, sabe-se lá, frustrar os meteorologistas ou confirmar que valeu a viagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso costumamos juntar às férias o adjetivo merecidas. Para que o frescor do vento, do ar aberto varra o lixo que entope os poros da mente e o &lt;em&gt;dolce far (quasi) niente, &lt;/em&gt;de maneira sutil, abra espaço, em nosso âmago, àquilo que realmente importa e que o mundo nos manda deixar em segundo plano. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt; &lt;br /&gt;É noite em Santa Vitória do Palmar. E o rosto sereno da brisa noturna, enquanto tantos dormiam, fez acordar uma palavra perdida.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14096935-4896581994994332339?l=ferdibrandblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/feeds/4896581994994332339/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14096935&amp;postID=4896581994994332339&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/4896581994994332339'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/4896581994994332339'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/2010/03/poros-desobstruidos.html' title='Poros desobstruídos'/><author><name>Ferdibrand</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17962609427698828895</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_Do2GneSuSqM/RkUyZrlcAxI/AAAAAAAAAAc/QG6Uh6KFg10/s320/Foto3.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14096935.post-4783774500518942715</id><published>2009-12-31T16:09:00.003-02:00</published><updated>2009-12-31T16:17:56.844-02:00</updated><title type='text'>O botão da alegria</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Do2GneSuSqM/SzzpAzzf1oI/AAAAAAAAAJA/mHuq8sE8448/s1600-h/amorim.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5421464251562710658" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 291px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_Do2GneSuSqM/SzzpAzzf1oI/AAAAAAAAAJA/mHuq8sE8448/s400/amorim.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;A charge de Amorim publicada hoje no jornal &lt;a href="http://www.correiodopovo.com.br/Impresso/"&gt;&lt;strong&gt;Correio do Povo&lt;/strong&gt; &lt;/a&gt;resume um pensamento que, se costuma me ocorrer em épocas como esta, em 2009 foi mais forte. Precisamos ficar mais felizes em determinados momentos? Já falei sobre o ano novo &lt;a href="http://ferdibrandblog.blogspot.com/2008/01/ano-novo.html"&gt;&lt;strong&gt;aqui&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;, mas um enfoque ainda ficou a merecer seus parágrafos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conheço gente que possui, parece, um botão liga-desliga de alegria. Sextas-feiras, Natal, Ano Novo, Carnavais (sejam na época em que forem). Muitos vão para não dizer que não estiveram presentes, outros tentam apenas extravasar, exorcizar fantasmas; mas percebe-se em tantos foliões do Sambódromo carioca ou da Sete de Setembro em Salvador, para ficarmos nesses exemplos, uma alegria legítima, cultivada ao longo do ano a despeito de todas as dificuldades e florescida naquele preciso momento, fenômeno esse para mim tão admirável quão inexplicável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, eu não tenho esse botão liga-desliga, o que debito talvez à hereditariedade alemã ou à cultura subtropical de Porto Alegre. Não me alegram a música de Ivete Sangalo ou a voz etílica de Zeca Pagodinho. Prefiro a idéia do Ano Novo plácido, tranquilo, com um violão à beira-mar e meia dúzia de bons amigos esperando os primeiros raios do sol. Antes uma virada que permita pensar que uma preocupada em esquecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu dezembro não foi fácil, é bem verdade. Doenças em família se somaram a uma insana, ilusória e inócua corrida, no ambiente profissional, para “colocar o trabalho em dia”. Assim como a televisão tenta nos convencer de que temos um botão da alegria, as corporações acham que temos também um botão para trabalhar além dos limites. Nem máquinas fazem isso: imagine-se o que aconteceria a uma lavadora de seis quilos carregada com dez quilos de roupas. Nessas horas, vê-se com mais nitidez a quem é dada verdadeira valorização pelo trabalho feito, e uma sensação de cansaço, inutilidade e desapontamento diminuiu muito a alegria desta época.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não pensem, contudo, que choro de barriga cheia. Não desconsidero tantos que passaram por coisa bem pior em 2009. Apenas conto a história que reforçou minha desobrigação de me sentir estupidamente feliz nesta virada de ano – e que teve, de certa forma, um endosso do chargista do Correio do Povo. A vida segue, nem tanto ao céu dos fogos de Copacabana, nem tanto ao mar(asmo) do personagem de Amorim. E, com ela, seguem as tentativas, para quem realmente quiser abraçá-las, de criar motivos de amor, paz, sorrisos e realizações em 2010. Talvez seja esse o verdadeiro botão da alegria de cada um.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14096935-4783774500518942715?l=ferdibrandblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/feeds/4783774500518942715/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14096935&amp;postID=4783774500518942715&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/4783774500518942715'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/4783774500518942715'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/2009/12/o-botao-da-alegria.html' title='O botão da alegria'/><author><name>Ferdibrand</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17962609427698828895</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_Do2GneSuSqM/RkUyZrlcAxI/AAAAAAAAAAc/QG6Uh6KFg10/s320/Foto3.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Do2GneSuSqM/SzzpAzzf1oI/AAAAAAAAAJA/mHuq8sE8448/s72-c/amorim.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14096935.post-4628038227042288557</id><published>2009-10-15T23:26:00.004-03:00</published><updated>2009-10-15T23:41:42.152-03:00</updated><title type='text'>Recinemizar</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_Do2GneSuSqM/StfaMpXytpI/AAAAAAAAAGs/kYfnu6Y5LYY/s1600-h/gattaca1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5393018989598389906" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 381px; CURSOR: hand; HEIGHT: 197px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_Do2GneSuSqM/StfaMpXytpI/AAAAAAAAAGs/kYfnu6Y5LYY/s400/gattaca1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Pelo domo de vidro, vê-se o sonho de Vincent Freeman. Num futuro não muito distante, um voo quase corriqueiro rumo a Titã, lua de Saturno. Não para os olhos que o veem, impedidos de nascença, pelo próprio DNA, de ser algo muito mais do que os olhos de um faxineiro. Pois esses, os olhos de Vincent Freeman, veem mais longe e farão o que for necessário para driblar o próprio código genético e encontrar as estrelas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O domo de vidro, arquitetura de Frank Lloyd Wright, foi emprestado à empresa Gattaca, corporação científica que batizou o filme de estreia do neozelandês Andrew Niccol, em 1997, no qual Ethan Hawke encarnou Vincent Freeman. Milhões de fotogramas dos filmes que já vi, e minha mente se ocupou em lembrar este insistentemente nos últimos dias. Pelo filme, pelas atuações? Pela história, eu sempre fã de distopias? Ou pela ambientação, que valeu uma indicação ao Oscar de Direção de Arte?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, o que me levou ao fotograma foi o mesmo foguete que conduzia os astronautas a Titã. E uma palavra: &lt;em&gt;recinemizar&lt;/em&gt;. Voltar a viver o lado cinema da vida, e não estou falando apenas da sétima arte, de voltar a ir ao cinema após seis meses sem ver o apagar de luzes. Estou falando de acordar e acreditar no que se sonhou. Não importa por que Vincent quer partir, importa apenas que ele quer partir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim como a faxina que Vincent fazia em Gattaca, meus carimbos nos processos são meu ganha-pão, mas não carimbam passaporte para lugar algum. Eles não dizem nada, não têm emoções como palavras ou imagens, não fazem nada por mim. Ou bem menos que algumas horas frente ao monitor na cada vez mais árdua tarefa cerebral de cavar e remexer ideias, sentimentos e informações e empilhá-los de forma razoável em um texto. Sim, os neurônios também têm músculos, e eles cansam, perdem a força.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, para poder exercitá-los novamente, é preciso que o que faz sentido deixe de fazer sentido. É preciso fazer um barco atravessar uma colina em plena floresta amazônica; é preciso testemunhar um crime pela janela de casa e não poder fazer nada devido a uma perna quebrada; é preciso tomar banho na Fontana di Trevi com Anita Ekberg; é preciso cantar alegremente para Brian que veja a vida por seu lado brilhante, mesmo que se esteja pregado a uma cruz. Bem-vindo ao Clube da Luta!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, quando ontem, no primeiro encontro de uma oficina de roteiro, soube que assistiria a “Gattaca”, percebi-me novamente a caminho de Titã. O domo não é a separação entre mim e o sonho, e sim um &lt;em&gt;post-it&lt;/em&gt; que um arquiteto lendário desenhou em vidro unicamente para não me deixar esquecer o sonho. Os planetas estão de novo em conjunção, é hora de recinemizar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em tempo: Vincent Freeman, do sânscrito e do inglês, significa &lt;em&gt;homem livre vencedor&lt;/em&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;* * * *&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Foto: &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.vfxhq.com/1997/gattaca.html"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;http://www.vfxhq.com/1997/gattaca.html&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14096935-4628038227042288557?l=ferdibrandblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/feeds/4628038227042288557/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14096935&amp;postID=4628038227042288557&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/4628038227042288557'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/4628038227042288557'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/2009/10/recinemizar.html' title='Recinemizar'/><author><name>Ferdibrand</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17962609427698828895</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_Do2GneSuSqM/RkUyZrlcAxI/AAAAAAAAAAc/QG6Uh6KFg10/s320/Foto3.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_Do2GneSuSqM/StfaMpXytpI/AAAAAAAAAGs/kYfnu6Y5LYY/s72-c/gattaca1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14096935.post-257769309217652275</id><published>2009-10-03T16:30:00.003-03:00</published><updated>2009-10-03T16:35:29.246-03:00</updated><title type='text'>Aquele abraço!</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;Não posso falar sobre o Rio de Janeiro. Só estive lá por uma semana, em 1985, e, desde então, o que soube foi por parentes e pela televisão. Na cidade que eu não via, Zé Pequeno já estava morto, e me assustava, naquela época, a simples ideia de não se poder abrir o vidro do carro. Se é assim hoje em Porto Alegre, minha visão do Rio atual deve ser inexata. Portanto, não posso falar sobre a sede dos Jogos Olímpicos de 2016.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não posso ter certeza se o Rio é a cidade maravilhosa onde os personagens endinheirados de Manoel Carlos vivem a vida ou se várias cidades descendo os morros sobre a cidade, disputando (e tomando à bala) o poder escolhido pelo voto. Não sei se o Cristo Redentor abre mesmo os braços para a Guanabara e o mundo, se Ele é o da Sapucaí, maltrapilho e censurado, ou se tem os braços erguidos diante do assaltante, como na charge que vi um dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas eu sabia que o Comitê Olímpico Internacional escolheria o Rio de Janeiro para os Jogos de daqui a sete anos. O prestígio político do presidente Lula, a estabilidade econômica do Brasil a despeito da (aham) &lt;em&gt;marolinha&lt;/em&gt; que começou nos Estados Unidos ano passado, o termômetro que foi o Pan-Americano de 2007, a escolha de nosso país para a Copa do Mundo de 2014 e um continente inteiro que ainda não havia sediado uma Olimpíada foram conjunção mais que suficiente. O Brasil é a bola da vez; que alguém diga se essa pedra já não estava cantada antes da abertura do envelope, ontem, com o nome da capital fluminense.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sabia também que um dia sediaríamos o maior evento do esporte mundial. E me sinto orgulhoso, apesar de o Rio de Janeiro não continuar mais tão lindo como as imagens mostradas pela delegação brasileira ao COI em Copenhague – e apesar de eu não me iludir com promessas de transparência. Hoje em dia, lisura, sozinha, não promove um evento do tamanho de uma Olimpíada, ainda mais no Brasil, a terra do jeitinho. O noticiário fala em investimentos de R$ 25 bilhões para os Jogos Olímpicos, mas sabemos que o iceberg será maior. Não só pela propina (que haverá), mas por causa de cinco séculos de desgovernos, remendos e improvisações.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;Trânsito, saúde, segurança, poluição e saneamento básico são desafios que transformaram nossas cidades em ambientes caóticos e necessitam investimentos pesados – não só no Rio e nas sedes da Copa do Mundo. Entretanto, os olhos do mundo estarão voltados para o Brasil em 2014 e 2016, e temos afinal uma oportunidade para que os governos tenham vontade de minimizar esses problemas. Outra razão, portanto, para comemorar. Afora o esporte, pelo natural incentivo que receberá. Patrocinadores, investidores, empreiteiras, redes de televisão, todos quase tão capitalistas quanto o governo Lula, pelo verdadeiro Rio de Dinheiro. E nosso presidente? Ah, para ele já está sendo um abraço. &lt;em&gt;Aquele&lt;/em&gt; abraço.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14096935-257769309217652275?l=ferdibrandblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/feeds/257769309217652275/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14096935&amp;postID=257769309217652275&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/257769309217652275'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/257769309217652275'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/2009/10/aquele-abraco.html' title='Aquele abraço!'/><author><name>Ferdibrand</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17962609427698828895</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_Do2GneSuSqM/RkUyZrlcAxI/AAAAAAAAAAc/QG6Uh6KFg10/s320/Foto3.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14096935.post-4116008304201089908</id><published>2009-08-08T22:40:00.001-03:00</published><updated>2009-08-08T22:43:05.745-03:00</updated><title type='text'>Bobagens, bobagens</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Frédi, um amigo meu, me contava outro dia sobre uma conversa que teve com um colega de trabalho, chamado Mauro Arcélio. Perguntava o colega se, pelas leis da Física, não seria possível captar no ar a palavra dita há tempos por alguém. E Frédi, notório especialista em assuntos gerais, achou que não, que as ondas sonoras que produzimos, de tão fracas, se dissipam muito rápido, além de se misturarem com os outros sons. A hipótese então levantada pelo Mauro Arcélio: se tudo o que dizemos se dissipa, se nada fica, então por que nos preocuparmos em só dizer coisas sérias? Por que deixar de rir e de dizer bobagem se nada vai ser escutado dali a poucos segundos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembrou-me aquela máxima, não leve a vida a sério, pois não se leva nada dela. Este Mauro! Pensei, faz sentido o que ele disse. Pelo menos para nós, mortais incapazes de mudar o mundo, o sério é pegar leve, com bom humor, e expressá-lo livremente. Manter a cara séria e amarrada, isso sim é bobagem. Nascemos longe de Kripton ou de uma Mansão Wayne. Que diferença vai fazer para a ordem do universo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é o caso de cidadãos de outras esferas, inalcançáveis, e que sabem que deveriam levar a sério o que fazem. E se aproveitam de que a voz se dissipa na atmosfera, assim como nossa memória para certas bobagens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A governadora acusada de improbidade administrativa pode deixar que crianças estudem em salas de aula de lata, mas os professores não podem protestar em frente à residência dela. Eles são “torturadores de crianças”, pois os netos da governadora não puderam sair de casa. &lt;em&gt;Crusius credus!&lt;/em&gt; Na televisão, um ex-presidente, apoiando outro ex-presidente, manda o senador que disse a verdade digerir a própria língua, &lt;em&gt;duela a quien duela&lt;/em&gt;. Dias depois, digladiam-se no mesmo local um cangaceiro de terceira categoria e um coronel de merda. Todos vossas excelências, trabalhando para o povo. É fácil alcançar R$ 2,7 bilhões para 81 senadores gastarem num ano, difícil é encontrarmos uma finalidade para o Conselho de Ética.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual o problema, então, de falar bobagem? A pior já fizemos, foi eleger certas pessoas. Vou dizer ao Frédi, se o Mauro Arcélio quiser um dia expressar todas as suas ideias, põe muito blogueiro bom no chinelo.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14096935-4116008304201089908?l=ferdibrandblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/feeds/4116008304201089908/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14096935&amp;postID=4116008304201089908&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/4116008304201089908'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/4116008304201089908'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/2009/08/bobagens-bobagens.html' title='Bobagens, bobagens'/><author><name>Ferdibrand</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17962609427698828895</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_Do2GneSuSqM/RkUyZrlcAxI/AAAAAAAAAAc/QG6Uh6KFg10/s320/Foto3.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14096935.post-2657920440631746133</id><published>2009-06-27T23:43:00.002-03:00</published><updated>2009-06-28T00:06:55.944-03:00</updated><title type='text'>Heróis</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ontem à tarde, minha filha Luísa, 3 anos, empilhava, uma a uma, minhas revistas Set. Alcanço a ela uma revista, ela pega, olha a capa e põe o exemplar na pilha. Passo a ela um número em que uma foto enorme de Angelina Jolie domina a capa. Luísa aponta para o rosto da atriz e pergunta: &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;– Mamãe?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Começo a tentar responder, enquanto ela pega a seguinte, trazendo Christopher Reeve na roupa de Superman, e pergunta:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;– Papai?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Sem querer, e sem saber quem são Angelina Jolie ou Superman, Luísa me lembrou que para nós, filhos, nossos pais costumam (ou deveriam) ser as pessoas mais poderosas, bonitas e fortes do mundo. Os seus primeiros heróis. E ninguém precisou dizer isso a ela, pois ela nasceu sabendo.    &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14096935-2657920440631746133?l=ferdibrandblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/feeds/2657920440631746133/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14096935&amp;postID=2657920440631746133&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/2657920440631746133'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/2657920440631746133'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/2009/06/herois.html' title='Heróis'/><author><name>Ferdibrand</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17962609427698828895</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_Do2GneSuSqM/RkUyZrlcAxI/AAAAAAAAAAc/QG6Uh6KFg10/s320/Foto3.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14096935.post-7937244941867593066</id><published>2009-01-18T15:52:00.002-02:00</published><updated>2009-01-18T15:57:06.131-02:00</updated><title type='text'>Passagens (março): o segundo passo</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;O que fiz em termos de cinema após a apresentação de &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=31kaqJ5rnas"&gt;&lt;strong&gt;meu primeiro curta-metragem&lt;/strong&gt; &lt;/a&gt;não condisse com o entusiasmo daquele momento. Ao longo de dois meses, fui convidado para co-dirigir outro curta, no qual precisaria comandar ensaios com um elenco bem maior, e considerei fazer direção de produção de um terceiro filme, junto a uma equipe profissional. Que desafios! Essas produções, no entanto, não foram adiante, e o entusiasmo &lt;em&gt;kaputt!,&lt;/em&gt; fez água. Meu café, mais que cortado, parecia pequeno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agarrei-me então a uma tábua que eu não esperava. Entrei para um grupo de estudos sobre direção de arte, coordenado por Gilka Vargas e Iara Noemi. Minha ignorância sobre o assunto não era de admirar; mesmo no meio cinematográfico, muita gente ainda não reconhece que o diretor de arte não é meramente o responsável pelo cenário. Não, ele comanda uma grande equipe de técnicos (cenógrafos, figurinistas, maquiadores, entre outros), dando coerência artística e estética a todo esse trabalho. É (ou deveria ser) um dos manda-chuvas do set de filmagem, junto com o diretor de fotografia e o diretor propriamente dito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem penso em trabalhar com direção de arte, mas o conhecimento nessa área mudou minha concepção sobre cinema. Assim como o montador, ao decidir os tempos das tomadas, o diretor de arte, no momento em que define ambientes, relações entre espaços e cada objeto que estará em cena, tornou-se para mim também um dos “donos” do filme. E passei a ir ao cinema cuidando coisas diferentes, como distribuição de espaços, texturas predominantes e objetos com significado especial para a história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto mais sei sobre cinema, maior o abismo entre os enlatados norte-americanos e os filmes ditos “de arte”. Alguns diretores podem ser generosos com o público, como Woody Allen ao explicar a metáfora (genial, diga-se de passagem) da bola de tênis em “Match point”. Mas não obrigatoriamente, e então podemos ver o filme sem entender o que representa, por exemplo, a casa em “Delicatessen” (dos franceses Marc Caro e Jean-Pierre Jeunet) ou o relógio do capitão em “O labirinto do fauno” (do mexicano Guillermo del Toro).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;Mas este meu segundo passo no mundo do cinema também teve efeitos práticos. Confirmou a volatilidade de grupos e projetos no universo cinematográfico. Se pouquíssimos sobraram do grupo de estudos inicial, em março, que parecia reunir sozinho todas as funções básicas de um curta, também havia no final do ano outras pessoas, com sangue novo e boas idéias. Recuperei a vontade de escrever e filmar (alô, Paula! Vamos fazer um filme?). E percebi que, embora esteja me naturalizando nesse país chamado cinema, ainda me sinto um estrangeiro – aviso para que eu dê novos passos e siga caminhando por ele.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14096935-7937244941867593066?l=ferdibrandblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/feeds/7937244941867593066/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14096935&amp;postID=7937244941867593066&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/7937244941867593066'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/7937244941867593066'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/2009/01/passagens-maro-o-segundo-passo.html' title='Passagens (março): o segundo passo'/><author><name>Ferdibrand</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17962609427698828895</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_Do2GneSuSqM/RkUyZrlcAxI/AAAAAAAAAAc/QG6Uh6KFg10/s320/Foto3.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14096935.post-7737004406175689067</id><published>2009-01-02T14:55:00.001-02:00</published><updated>2009-01-02T14:56:58.596-02:00</updated><title type='text'>Passagens</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;Os segundos não mais se continham na coluna do tempo e o ano velho se fez novo. Da mesma forma, as palavras transbordavam após outro longo silêncio, pedindo que o papel as retivesse, antes que eu as perdesse por esquecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De todas as passagens do ano que findou, algumas ainda marcam a memória, que, aceitando gentilmente o convite que lhe fiz, trouxe a matéria para os próximos textos. Peço desculpas pela antigüidade dos temas – é que considerei ainda relevantes na minha história, pontuando os meses de 2008.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;E rogo ao leitor, não me peça por enquanto as regras desse “acordo ortográfico” &lt;em&gt;(sic),&lt;/em&gt; tão necessário à nossa cultura quanto um coquetel de aniversário da ABL. Isso nem me passou pela idéia.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14096935-7737004406175689067?l=ferdibrandblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/feeds/7737004406175689067/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14096935&amp;postID=7737004406175689067&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/7737004406175689067'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/7737004406175689067'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/2009/01/passagens.html' title='Passagens'/><author><name>Ferdibrand</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17962609427698828895</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_Do2GneSuSqM/RkUyZrlcAxI/AAAAAAAAAAc/QG6Uh6KFg10/s320/Foto3.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14096935.post-7306789074822930395</id><published>2008-11-09T15:55:00.003-02:00</published><updated>2008-11-09T16:07:11.056-02:00</updated><title type='text'>Obama e o mundo pós-Bush</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Change – We can believe in.&lt;/em&gt; Esse o slogan que Barack Obama usou em sua campanha, e que estava em cada púlpito do qual ele discursava. Será o primeiro presidente negro dos Estados Unidos capaz de efetuar essa mudança, que o povo norte-americano (o próprio Obama dizia) e o mundo todo (nós bem sabemos) necessitam?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A idéia de um negro ocupando o Salão Oval da Casa Branca, até a campanha presidencial terminada dia 4 nos Estados Unidos, ainda muito vaga, pertencia ao imaginário da televisão e do cinema. Desde um Sammy Davis Jr. criança em 1933, escassa meia dúzia de atores interpretou &lt;a href="http://php.terra.com/english/gallery/news/gallery.php?gallery=15041"&gt;&lt;strong&gt;o papel&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;, sendo os mais conhecidos os presidentes vividos por Morgan Freeman em “Impacto profundo” e Dennys Haysbert na série “24 horas”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E então o precedente, improvável para muitos, foi aberto, o que foi comemorado em todo o mundo. No Quênia, país onde nasceu o pai do presidente eleito, a nação parecia festejar o fim de uma guerra ou a queda de um ditador. Tanta alegria pode parecer exagerada: no primeiro discurso após a eleição – e em suas primeiras atividades no gabinete de transição – Obama prometeu medidas imediatas contra a crise econômica mundial, mas sem deixar de ser um presidente capitalista, da democracia, da liberdade e da oportunidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pá de cal deitada sobre a campanha do republicano John McCain foi justamente essa crise econômica, contra a qual um George W. Bush atrapalhado, negligente com as populações pobres dos Estados Unidos e ainda sem conseguir justificar as perdas em vidas e dinheiro em duas guerras na Ásia pouco soube fazer. O presidente republicano foi, sem querer, o maior cabo eleitoral do candidato democrata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obama recebe um governo desacreditado em termos sociais, econômicos e ambientais, precisando se recuperar de um retrocesso de oito anos. Foi essa situação que fez o eleitorado norte-americano tornar real uma possibilidade tão remota – e a cor da pele do novo presidente, embora não tenha sido lembrada por ele próprio em seu primeiro discurso, justifica a esperança e a comemoração.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;Afinal, a vitória de Obama é a vitória da tolerância sobre o preconceito e do diálogo sobre a imposição, mesmo que o sucesso do novo presidente contra as vicissitudes que sofre a população mundial seja relativo. Nascido no Havaí e tendo vivido na Indonésia, Barack Obama não cresceu imaginando-se o umbigo do planeta e já conviveu com a realidade do Terceiro Mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É razoável esperar dele um posicionamento mais aberto, universal e preocupado com o futuro – com o meio ambiente, com a realidade das outras nações, com o uso da riqueza mais em preservar vidas do que em eliminá-las. Mesmo que muitos outros passos tenham que ser dados, o primeiro Obama parece disposto a dar, e é isso que esperamos também nós, cidadãos de outras nações, do presidente do país mais rico do planeta.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14096935-7306789074822930395?l=ferdibrandblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/feeds/7306789074822930395/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14096935&amp;postID=7306789074822930395&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/7306789074822930395'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/7306789074822930395'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/2008/11/obama-e-o-mundo-ps-bush.html' title='Obama e o mundo pós-Bush'/><author><name>Ferdibrand</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17962609427698828895</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_Do2GneSuSqM/RkUyZrlcAxI/AAAAAAAAAAc/QG6Uh6KFg10/s320/Foto3.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14096935.post-7822229059371213933</id><published>2008-10-31T22:23:00.003-02:00</published><updated>2008-10-31T22:28:42.030-02:00</updated><title type='text'>Quando entrar novembro</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A poesia de Beto Guedes fixou em palavras uma idéia que já tínhamos – a de que a boa nova espera setembro para andar pelos campos. Pudera, setembro nos dá os oito primeiros dias da primavera. Meu ano imaginário da infância localiza nesse mês ainda casacos e blusões grossos de lã, mas, ao mesmo tempo, os primeiros dias de sol forte proporcionando uma cor diferente, mais intensa, no retorno aos passeios de domingo à tarde.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;É estranho, pois, historicamente, setembro é o mês mais chuvoso do ano em Porto Alegre. Mês de chuvas e de ventos – de transição e ainda de espera, bem diferente daquela primavera subitamente acolhedora das histórias infantis. Talvez o setembro mineiro, aquele de Beto Guedes, seja mais ameno e brilhante que o gaúcho. E a culpa pelas lembranças distorcidas quem sabe seja dos tons vivos do filme Kodak que meu pai usava para bater os slides onde reside boa parte de minha memória.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;E eu, que neste inverno recorri tantas vezes aos versos de “Sol de primavera”, acreditando em boas novas assim que o mês oito se fizesse nove, permaneci hibernando. Em nenhum mês tenho mais aniversários de amigos que em setembro – inclusive um bom punhado dos mais queridos que fiz na faculdade, quase um Clube da Esquina. Desejar felicidade e alegria por tantos aniversários também me deixou feliz, mas nada perto do que seria ver cumpridas algumas resoluções do mês.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Nada escrevi, tampouco fui ao cinema ou ao teatro, e uma hora de nado parecia não compensar os quinze minutos a pé até o clube. Poucos amigos encontrei, eles me fazem falta, e também neste inverno vi meu grupo de cinema, que comungava objetivos, sucumbir diante de vontades pessoais. Restou amarrar-se, perder tempo ou pensar só em trabalho, que pareciam estar na programação básica que trazemos do útero.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A acomodação era cômoda; a diversidade não dignificava o homem, cristalizado que estava ao fim de um inverno estranhamente morno e úmido, que lhe serviu para dar forças à influenza três vezes e que, nos dias mais frios, deixou-o confinado em plenas férias (férias?) em um apartamento a 11 graus centígrados. A porta da rua só se abria para atividades que utilizassem tão-somente o cerebelo. As demais nunca constavam da agenda, livro onde não cabem a poesia, o improviso e o inusitado, e que foi criado para listar desculpas para faltarmos a ocasiões interessantes.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Qual a boa nova? Onde o sol de primavera, neste setembro intelectualmente cinzento?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Então, bem mais apropriado que Beto Guedes me pareceu Green Day, cantando o esforço em deixar para trás frustrações e lembranças traumáticas em “Wake me up when september ends”. Mas veio outubro, indiscernível de setembro como é o pampa, dos dois lados da fronteira com o Uruguai. Apenas o vento corria mais forte, agora sim parecendo setembro. As horas, tão curtas para as desobrigações, para a vida pura e simples, para inspirar idéias e exalar palavras, apenas adiando projetos.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Até quando? Setembro findou, &lt;em&gt;c’est printemps&lt;/em&gt;, novembro chega, e o homem hiberna. Hora de acordar.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14096935-7822229059371213933?l=ferdibrandblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/feeds/7822229059371213933/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14096935&amp;postID=7822229059371213933&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/7822229059371213933'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/7822229059371213933'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/2008/10/quando-entrar-novembro.html' title='Quando entrar novembro'/><author><name>Ferdibrand</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17962609427698828895</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_Do2GneSuSqM/RkUyZrlcAxI/AAAAAAAAAAc/QG6Uh6KFg10/s320/Foto3.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14096935.post-5132289164397213769</id><published>2008-10-27T15:53:00.002-02:00</published><updated>2008-10-27T16:00:54.229-02:00</updated><title type='text'>Diálogo pós-eleição</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;– Maria do Rosário, José Fogaça... esta foi a verdadeira eleição Sagrada Família.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;– Ué, Sagrada Família a troco?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;– Não lembra a Sagrada Família da Bíblia? Jesus, Maria e José...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;– Tá certo, tem a Maria e tem o José, mas e o Jesus, cadê?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;– Jesus somos nós, que fazemos milagre todo dia e vamos continuar carregando a cruz!&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14096935-5132289164397213769?l=ferdibrandblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/feeds/5132289164397213769/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14096935&amp;postID=5132289164397213769&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/5132289164397213769'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/5132289164397213769'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/2008/10/dilogo-ps-eleio.html' title='Diálogo pós-eleição'/><author><name>Ferdibrand</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17962609427698828895</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_Do2GneSuSqM/RkUyZrlcAxI/AAAAAAAAAAc/QG6Uh6KFg10/s320/Foto3.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14096935.post-2117434477724606949</id><published>2008-10-04T01:24:00.002-03:00</published><updated>2008-10-04T01:27:18.931-03:00</updated><title type='text'>Voto útil</title><content type='html'>Eu estava seriamente inclinado a votar em Luciana Genro para prefeita de Porto Alegre, mas depois pensei melhor: entre &lt;i&gt;Rosário&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;Rosado&lt;/i&gt;, mil vezes a primeira.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14096935-2117434477724606949?l=ferdibrandblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/feeds/2117434477724606949/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14096935&amp;postID=2117434477724606949&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/2117434477724606949'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/2117434477724606949'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/2008/10/voto-til.html' title='Voto útil'/><author><name>Ferdibrand</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17962609427698828895</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_Do2GneSuSqM/RkUyZrlcAxI/AAAAAAAAAAc/QG6Uh6KFg10/s320/Foto3.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14096935.post-2233441933380740684</id><published>2008-07-27T14:52:00.003-03:00</published><updated>2008-07-27T14:59:43.935-03:00</updated><title type='text'>O cavaleiro e as trevas</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_Do2GneSuSqM/SIy2HUSf0mI/AAAAAAAAAC8/QpujQwf0wqg/s1600-h/photo_44_hires.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5227753504291934818" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_Do2GneSuSqM/SIy2HUSf0mI/AAAAAAAAAC8/QpujQwf0wqg/s400/photo_44_hires.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;Nem o filho galã de Mel Gibson em “O patriota” nem um escudeiro de rosto bonito que vive, ele próprio, o sonho de combater nas justas em “Coração de cavaleiro”. Saído de aventuras de época sob medida para a Sessão da Tarde, o ator australiano Heath Ledger vai ser lembrado por dramas reais, personagens de complexa composição psicológica, uma indicação ao Oscar – por “O segredo de Brokeback Mountain” – e, quem sabe, a criação de um mito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui conferir sexta-feira passada a última atuação de Ledger, que fez dele o nome mais comentado no universo cinematográfico &lt;em&gt;pop&lt;/em&gt; este ano. Ele interpretou o Coringa em “O cavaleiro das trevas”, novo filme da série “Batman” – cujas filmagens terminaram dois meses antes de Ledger ser encontrado morto em seu apartamento em Manhattan, fevereiro último, aos 28 anos, por overdose de medicamentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A promessa de que veríamos um fabuloso desempenho no papel do Coringa – suplantando o de Jack Nicholson há dezenove anos, no primeiro “Batman” de Tim Burton – tornou inevitável a comparação com James Dean, que morreu em 1955, aos 24 anos, antes da estréia de “Assim caminha a humanidade”, que ele estrelou com Elizabeth Taylor e Rock Hudson, e após uma carreira de apenas três filmes em dois anos. Mas mereceria Heath Ledger um lugar no panteão de atores míticos como James Dean e Marilyn Monroe? Ou o mito seria ele próprio também um mito?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mais famoso dos vilões da série “Batman” não tem um papel tão preponderante em “O cavaleiro das trevas”, uma vez que o Homem-Morcego vivido por Christian Bale também divide atenções a outro vilão, o Duas-Caras (interpretado por Aaron Eckhart), e a uma dúvida que o atormenta: se for para combater o crime, vale a pena ser um pária e ainda pôr em risco a vida de outras pessoas? Mas este novo “Batman” faz uma curiosa oposição ao anterior, também dirigido por Christopher Nolan, em 2005. Se “Batman begins” era um filme sobre a gênese do herói, “O cavaleiro das trevas” se concentra na motivação para o crime, para a quebra das regras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto o Duas-Caras faz do crime uma vingança pessoal, o Coringa é a própria personificação da loucura e do caos, voltada contra as instituições. E o personagem criado por Heath Ledger, se não dispensa as piadas cínicas e de duplo sentido, é bem menos risonho que tantos Coringas que possamos ter visto antes. Mais sombrio, mais desiludido, mais imprevisível – e, por isso mesmo, mais assustador; a maquiagem deliberadamente borrada e os cabelos desgrenhados, menos que um palhaço do crime, fazem deste Coringa um monstro demente, que pontua o filme todo com a lógica de sua loucura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Christopher Nolan tirou um pouco o “pé no chão” que manteve em “Batman begins”, criando uma trama bem mais explosiva, complexa e rápida, por vezes de difícil compreensão, e com momentos que passam o limite do acreditável – como o embarque de Batman em um avião em pleno vôo e a tecnologia que permite a Bruce Wayne transformar todos os celulares de Gotham City em aparelhos de sonar. Mas “O cavaleiro das trevas”, devemos lembrar, é uma aventura baseada em quadrinhos, e seu ponto forte de ligação com o mundo real está na psicologia dos personagens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim como Nolan e Bale recriaram Batman, Heath Ledger recriou o Coringa – e recriou-se também como ator. Independentemente de roupa e maquiagem, reconhecemos o ator quando nos esquecemos dele encarnando o papel, e foi impossível encontrar no Coringa de Ledger o filho do patriota ou o cavaleiro da Sessão da Tarde. Não podemos saber a qualidade do trabalho que Ledger nos proporcionaria se estivesse vivo, mas o Coringa mostrou suas cartas, ele também, da mesma forma que Batman, sendo um pária cavalgando nas trevas da loucura. E esse questionamento, em meio ao fim de carreira em plena glória, é suficiente para Heath Ledger se tornar um mito.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;foto:&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;a href="http://www.rottentomatoes.com/m/the_dark_knight/pictures/44.php#highlighted_picture"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;http://www.rottentomatoes.com/m/the_dark_knight/pictures/44.php#highlighted_picture&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14096935-2233441933380740684?l=ferdibrandblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/feeds/2233441933380740684/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14096935&amp;postID=2233441933380740684&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/2233441933380740684'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/2233441933380740684'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/2008/07/o-cavaleiro-e-as-trevas.html' title='O cavaleiro e as trevas'/><author><name>Ferdibrand</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17962609427698828895</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_Do2GneSuSqM/RkUyZrlcAxI/AAAAAAAAAAc/QG6Uh6KFg10/s320/Foto3.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Do2GneSuSqM/SIy2HUSf0mI/AAAAAAAAAC8/QpujQwf0wqg/s72-c/photo_44_hires.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14096935.post-989130441694401715</id><published>2008-07-14T18:45:00.002-03:00</published><updated>2008-07-14T18:51:14.884-03:00</updated><title type='text'>A cara a tapa</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;O Blogger me avisa por e-mail a chegada de um comentário novo, e... oops! Um amigo daqueles que não perdem jogo no Beira-Rio me corrige: o Inter nunca esteve nem estará na Segunda Divisão. É verdade, Tito. Quando escrevi o &lt;a href="http://ferdibrandblog.blogspot.com/2007/12/o-o-o.html"&gt;&lt;strong&gt;texto&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt; carregando essa gafe, na realidade eu me referia a uma repescagem da qual o Inter teve de participar em 1979 porque, naquele ano, apenas os dois primeiros colocados no Campeonato Gaúcho tiveram classificação direta para o Brasileiro. O Inter havia sido o terceiro colocado. Eu já havia tirado essa dúvida, mas tinha me esquecido de corrigir a informação no texto. Mesmo sendo de dezembro passado meu post (e, pelo visto, a volta à Primeira Divisão, para os corintianos, apenas questão de tempo), não vejo por que não fazer a correção. Estou aqui para dar a cara a tapa, mesmo.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14096935-989130441694401715?l=ferdibrandblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/feeds/989130441694401715/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14096935&amp;postID=989130441694401715&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/989130441694401715'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/989130441694401715'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/2008/07/cara-tapa.html' title='A cara a tapa'/><author><name>Ferdibrand</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17962609427698828895</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_Do2GneSuSqM/RkUyZrlcAxI/AAAAAAAAAAc/QG6Uh6KFg10/s320/Foto3.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14096935.post-5114041297582807571</id><published>2008-06-29T15:55:00.002-03:00</published><updated>2008-06-29T15:59:32.300-03:00</updated><title type='text'>O crime da cena</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;Chego do trabalho sexta-feira passada e a Globo está exibindo o último pedaço da Sessão da Tarde, um filme chamado “Viajantes do futuro”. Não que valesse a pena tentar entender, mas já à primeira vista a atração (sic) parecia uma verdadeira viagem na maionese, misturando adolescentes num game em cadeiras sacolejantes e cheias de aparatos, esquiadores munidos de metralhadora, e Pat Morita para dar a impressão de que havia atores de verdade no filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis que presencio a cena do crime: em meio a toda essa salada, um mixer, desses de cozinha, com pás bem mais longas que o normal e comandado por controle remoto, sai voando por uma sala até digitar, num teclado dentro de uma mala, um determinado código. Tudo isso ao som de “A cavalgada das Valquírias”, de Wagner. Se fosse um besteirol como a série “Apertem os cintos”, ainda vá lá. Mas “Apocalypse now” não merecia isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quis saber quem foi o herói que se achou cineasta ao insultar daquela maneira as tomadas do genial Francis Ford Coppola. “Viajantes do futuro”, de 1995, foi o último de oito filmes dirigidos por James Glickenhaus, um magnata do mercado de empresas nos Estados Unidos que pelo visto, na falta do que fazer, resolveu gastar tempo e dinheiro mostrando como não se faz um filme (ele também foi roteirista e produtor executivo de alguns de seus filmes).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;  &lt;br /&gt;Glickenhaus aparece na internet mais por sua coleção de carros de luxo que por sua contribuição ao cinema. “Viajantes do futuro” não mereceu comentário nem no site Rotten Tomatoes, e a média de notas dos usuários do IMDb é 3,7. Naturalmente, não encontrei a cena do mixer, então resolvi ilustrar este texto com o original, bem mais digno do termo sétima arte.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/Gz3Cc7wlfkI&amp;hl=en"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/Gz3Cc7wlfkI&amp;hl=en" type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14096935-5114041297582807571?l=ferdibrandblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/feeds/5114041297582807571/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14096935&amp;postID=5114041297582807571&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/5114041297582807571'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/5114041297582807571'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/2008/06/o-crime-da-cena.html' title='O crime da cena'/><author><name>Ferdibrand</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17962609427698828895</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_Do2GneSuSqM/RkUyZrlcAxI/AAAAAAAAAAc/QG6Uh6KFg10/s320/Foto3.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14096935.post-6586352534350631443</id><published>2008-05-22T22:40:00.003-03:00</published><updated>2008-05-22T22:50:25.510-03:00</updated><title type='text'>No fim do Brasil</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_Do2GneSuSqM/SDYiduuMhmI/AAAAAAAAACM/TLSKnYmXRKw/s1600-h/ano+2007+023.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5203384313626527330" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_Do2GneSuSqM/SDYiduuMhmI/AAAAAAAAACM/TLSKnYmXRKw/s320/ano+2007+023.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;Locais distantes e isolados sempre me fascinaram. Na impossibilidade de conhecer algum desses lugares nas férias deste ano, voltei a Santa Vitória do Palmar, que ainda guarda uma sensação de cidade longe de tudo. Se, indo para o sul, o Rio Grande é o último estado do Brasil, Santa Vitória é a penúltima cidade, pois mais 20km e se chega ao Chuí, extremo sul do país.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Para se ter uma idéia desse isolamento, Santa Vitória fica confinada numa longa faixa de terra (aquela “pontinha” na parte de baixo do mapa gaúcho) entre a lagoa Mirim e o oceano Atlântico. Um gigantesco terreno alagadiço, dividido entre a Estação Ecológica do Taim, arrozais e campo a perder de vista. O tratado de Santo Ildefonso, entre Portugal e Espanha, em 1777, chamou essa região deserta de “Campos Neutrais”, pois, naquela “terra de ninguém”, nem portugueses nem espanhóis poderiam alojar tropas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Ainda hoje, duzentos sonolentos quilômetros de estrada reta, sem nenhuma cidade à vista, são o único caminho para Santa Vitória, cidade de 30 mil habitantes onde poucas coisas acontecem e o prédio mais alto tem três pisos. Junto com Chuí, foi a última cidade do Brasil a ser ligada ao sistema nacional de energia elétrica: há até dez anos, a luz ainda era produzida por um gerador a óleo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;A cada vez que vou a Santa Vitória, gosto de ir à barra do arroio Chuí, na fronteira com o Uruguai, voltar-me para o norte e imaginar-me tendo à minha frente o Brasil inteiro. Mas não existe ali nenhuma placa indicando nosso ponto mais meridional e, neste ano, embestei de procurá-la. Convenhamos, os quatro pontos extremos de um país continental merecem um marco geográfico que os indique. Procurei informações turísticas em Santa Vitória e no Chuí, mas a funcionária que me atendeu nem sabia o que era um marco geográfico, imagine saber se existia um. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Foi uma tia de minha mulher que me deu certeza: havia um marco, e era possível vê-lo na estrada, entre o Chuí e a Barra do Chuí, que eu já havia percorrido várias vezes. De fato, um quilômetro depois da cidade do Chuí, meio escondido pela vegetação, lá estava o marco de pedra, numa curva do arroio, mas como chegar lá? Os brasileiros a quem perguntei não souberam me dizer. Ironicamente, um uruguaio é que me deu a informação correta; ele conhecia melhor que meus compatriotas aquelas ruas ainda em solo brasileiro.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Coerentemente com tamanho descaso com nossa geografia e nosso turismo, as placas indicativas que um dia existiram nas quatro faces do marco haviam desaparecido. Via-se apenas uma placa, mais recente, alusiva a uma cavalgada de norte a sul do país, feita em 2005. E na base do marco, talhados na pedra, os nomes “Brasil”, de um lado, e “Uruguay” do outro. Virei-me de novo para o norte, como de hábito: eis o Brasil! Fotos de um e do outro lado, e, apesar de nenhuma placa que me confirmasse, dei como cumprida a missão.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Mas o Google Earth iria me desmentir. O verdadeiro ponto mais meridional do Brasil não é nem aquele marco nem a Barra do Chuí, mas outra curva do arroio, cerca de 1km antes de desaguar no Atlântico. E bem ali, no meio da água, está o &lt;a href="http://www.panoramio.com/photo/1207565"&gt;&lt;strong&gt;marco&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt; que eu procurava. Outra ironia: em tempos de Internet, teria encontrado o extremo sul do país sem sair de casa, não in loco, após 500km de viagem. Contudo, nada substitui a sensação de estar lá. E a descoberta do verdadeiro marco é, na verdade, um convite para voltar, mais uma vez, ao fim do Brasil.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14096935-6586352534350631443?l=ferdibrandblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/feeds/6586352534350631443/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14096935&amp;postID=6586352534350631443&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/6586352534350631443'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/6586352534350631443'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/2008/05/no-fim-do-brasil.html' title='No fim do Brasil'/><author><name>Ferdibrand</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17962609427698828895</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_Do2GneSuSqM/RkUyZrlcAxI/AAAAAAAAAAc/QG6Uh6KFg10/s320/Foto3.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Do2GneSuSqM/SDYiduuMhmI/AAAAAAAAACM/TLSKnYmXRKw/s72-c/ano+2007+023.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14096935.post-8777571233550527820</id><published>2008-04-04T18:26:00.002-03:00</published><updated>2008-04-04T18:28:14.900-03:00</updated><title type='text'>Cruzes</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Do2GneSuSqM/R_adSdv7DRI/AAAAAAAAABk/WxOy16qH3xQ/s1600-h/ano+2008.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5185504961512541458" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_Do2GneSuSqM/R_adSdv7DRI/AAAAAAAAABk/WxOy16qH3xQ/s400/ano+2008.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14096935-8777571233550527820?l=ferdibrandblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/feeds/8777571233550527820/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14096935&amp;postID=8777571233550527820&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/8777571233550527820'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/8777571233550527820'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/2008/04/cruzes.html' title='Cruzes'/><author><name>Ferdibrand</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17962609427698828895</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_Do2GneSuSqM/RkUyZrlcAxI/AAAAAAAAAAc/QG6Uh6KFg10/s320/Foto3.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Do2GneSuSqM/R_adSdv7DRI/AAAAAAAAABk/WxOy16qH3xQ/s72-c/ano+2008.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14096935.post-1278617099879463550</id><published>2008-03-08T16:43:00.002-03:00</published><updated>2008-03-08T16:53:39.147-03:00</updated><title type='text'>O Mestrezão</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Na terça-feira passada, foi-se um símbolo do ensino da língua portuguesa. O professor Edison de Oliveira, famoso por suas aulas bem-humoradas, faleceu aos 73 anos, de insuficiência cardíaca. Trabalhou na PUC, em cursinhos pré-universitários e tinha o seu próprio curso de Português. Seus livros eram verdadeiros vade-mécuns para as dificuldades mais comuns que temos com a gramática, cheios de ilustrações engraçadas que ajudavam a entender as regras. Lembro bem algumas, como aquela que diferenciava “comer &lt;em&gt;à mesa&lt;/em&gt;” e “comer &lt;em&gt;a mesa&lt;/em&gt;” – o indivíduo devorando a tábua não deixava esquecer que a crase era necessária, sob pena de indigestão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tive o privilégio de ser aluno do professor Edison – quatro meses de aulas no Universitário, em que o Mestrezão, como ele mesmo se intitulou, ajudava a perpetuar o folclore dos cursinhos. “Mestrezão” por causa de sua meia-dúzia de cabelos no peito, que ele fazia questão de mostrar em aula e que o tornavam “irresistível” para as mulheres. Entre trejeitos, caretas e piadas, tudo servia para que ele exercesse seu grande talento – ensinar nossa língua. A começar pelo próprio nome, que ele enfatizava, estava errado, porque registrado sem um acento agudo no “E” de Edison.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele optou por uma maneira anticonvencional de ensinar por achar que o bom humor e o lúdico facilitam a compreensão de uma linguagem cheia de regras e de exceções – e que, diga-se de passagem, é muito mal ensinada em nossas escolas. Irreverente no método, mas ferrenho defensor da língua portuguesa. Lembro muito bem o Edison em programas de TV, subindo numa escada, na rua, para repintar placas em que havia erros de português.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Mestrezão vai fazer falta. No âmbito de Porto Alegre, ele tinha a popularidade que o professor Pasquale Cipro Neto tem no país, como destacou certa vez a revista &lt;/span&gt;&lt;a href="http://veja.abril.com.br/071101/p_104.html"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Veja&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;. No entanto, o site do Universitário não dedicou uma só linha ao Edison, que recebeu o título de Professor Emérito do Rio Grande do Sul. Espero que o trabalho dele não caia no esquecimento, pois, se ainda é necessário um batalhão de Edisons para corrigir as crases erradas nas placas de nossas estradas, é porque precisamos de outro batalhão nas salas de aula, ensinando e ajudando os brasileiros a amar a língua portuguesa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Leia &lt;/span&gt;&lt;a href="http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default.jsp?uf=1&amp;amp;local=1&amp;amp;section=Geral&amp;amp;newsID=a1785615.xml"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;aqui&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; a matéria publicada em Zero Hora. &lt;/span&gt;&lt;a href="http://recantodasletras.uol.com.br/pensamentos/889117"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Aqui&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;, pérolas do Edison, relatadas pelo professor Geraldo Fulgêncio.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14096935-1278617099879463550?l=ferdibrandblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/feeds/1278617099879463550/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14096935&amp;postID=1278617099879463550&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/1278617099879463550'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/1278617099879463550'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/2008/03/o-mestrezo.html' title='O Mestrezão'/><author><name>Ferdibrand</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17962609427698828895</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_Do2GneSuSqM/RkUyZrlcAxI/AAAAAAAAAAc/QG6Uh6KFg10/s320/Foto3.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14096935.post-3086593513939926822</id><published>2008-03-02T16:43:00.002-03:00</published><updated>2008-03-02T16:49:36.321-03:00</updated><title type='text'>Onde os filmes fracos não têm vez</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Dizem que, quando a fome é grande, a comida fica mais gostosa. Essa assertiva não vale para a sétima arte. Na tentativa de compensar o atraso do ano passado, voltei aos cinemas, mas com freqüência tenho sentido uma estranha insatisfação ao sair da sala. Mais estranha ainda porque a falta de tempo me obriga a escolher melhor os filmes, ou seja, nada de dramas ralos, comédias açucaradas ou ações hollywoodianas um-contra-todos. Às vezes me permito alguma fantasia, gênero que admiro, e mesmo assim, nos últimos tempos, o impacto tem sido pequeno. “Eragon” foi um desperdício de talento e dinheiro. “A bússola de ouro” caprichou no figurino e na direção de arte, mas não contagia. Nem a mágica de Harry Potter, que parece esgotada após cinco filmes, tem salvado a pátria. Será uma síndrome de “Senhor dos anéis”, &lt;em&gt;my precious&lt;/em&gt;? Quando fui realmente gostar de uma fantasia – “O labirinto do fauno” –, ela era pano de fundo de um drama mais que real.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de meu gosto pelo cinema alternativo, arrisco às vezes um arrasa-quarteirão – e os heróis dos quadrinhos têm tido minha preferência. Mas, de novo, os resultados deixam a desejar. O roteiro débil do segundo “Quarteto Fantástico” não convenceu – e ainda perdeu a chance de aproveitar o potencial do Surfista Prateado, um personagem fascinante. O Homem-Aranha, por sua vez, está se tornando tedioso, entre novos vilões e o velho amor de Mary Jane, na pele da cada vez mais insossa Kirsten Dunst. Histórias mais profundas, com heróis (ou não) mais humanos e visual mais obscuro, contudo, têm se salvado, caso de “Sin City”, “300” e, claro, o Batman ressuscitado honrosamente por Christopher Nolan oito anos após a gelada protagonizada por Schwarzenegger e dez depois da bat-bunda de Val Kilmer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que aquela sensação de admiração e êxtase ante a obra de arte (ou de pura e verdadeira diversão) tem sido cada vez menos freqüente quando vou ao cinema? Tem sido cada vez mais difícil dar uma nota 8 (ou superior) para um filme. Será que estou ficando velho e pessimista? Ou mais chato, pois não me deixo divertir, enquanto Roger Ebert, o guru dos críticos, parece gostar de quase tudo que vê? Nos últimos anos, poucos filmes me causaram uma grande e verdadeira admiração, fixando-se indelevelmente na memória. “Hotel Ruanda”, “V de vingança”, “Crash”, “Brilho eterno de uma mente sem lembranças”, “Match point”, “Cartas de Iwo Jima”, “A vida secreta das palavras”, “Closer”... e não muitos mais. &lt;em&gt;And so it is&lt;/em&gt;, diria Damien Rice.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na semana passada, contudo, mais duas vezes saí admirado do cinema. De novo, temáticas complexas. “Onde os fracos não têm vez” mereceu os Oscars que recebeu. O título em português é injusto para com o &lt;em&gt;plot&lt;/em&gt; do filme, mas isso é mero detalhe. O que importa é o suspense minimalista criado pelos Coen, sem ajuda de música, noites tempestuosas ou ombros detidos por mãos que surgem do nada; em pleno dia, Josh Brolin, armado, descobre-se no meio do deserto, cercado de camionetes, cadáveres e dólares, e a cena é muito mais tensa que ver uma adolescente indefesa apavorada por um maníaco em uma casa escura. Isso sem contar o olhar fixo e implacável de Javier Bardem, qual uma morte ambulante que, em lugar de foice, carrega um maçarico. A violência que o personagem de Bardem representa e que move o filme, como a violência que sofremos hoje em dia, não se sabe mais de onde vem nem para onde vai. Esse desencanto, nos olhos cansados do policial interpretado por Tommy Lee Jones e que está no encalço do assassino, torna universal um filme que à primeira vista poderia parecer um convencional faroeste moderno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se eu havia gostado do novo trabalho dos irmãos Coen, mais ainda me agradaria “Sangue negro”, um filme mais de ator do que “Onde os fracos não têm vez”, mas nem por isso menos admirável. Contando a história de como um minerador, após cavar sozinho seu primeiro poço, tornou-se um magnata do petróleo na Califórnia, o diretor Paul Thomas Anderson lança um olhar crítico sobre como os Estados Unidos se tornaram o que são. A ambição, a determinação e a falta de escrúpulos são lei na vida do personagem do britânico Daniel Day-Lewis, numa interpretação devastadora que faz valer cada um dos poucos filmes em que ele tem atuado. Day-Lewis também encarnou, à sua maneira, a violência – desta vez, contra aqueles que se interpuserem entre a sociedade norte-americana e seus objetivos de riqueza e domínio, mesmo que sejam instituições como a igreja e a família.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, acho que estou ficando chato em relação a filmes. Chato e hiper-realista. O hábito de vê-los me fez mais exigente em termos de fotografia, direção, interpretação, facilitando a identificação de um filme mediano. E as histórias que os filmes contam? Ainda posso me encantar por uma aventura, uma fantasia, uma comédia, mas um toque de realidade, nua e crua, se mostra necessário. Afinal, sinto-me um humanista, e as mazelas na sociedade, nas relações interpessoais ou no psicológico, uma vez expostas, elas &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;mesmas ou por meio de metáforas, criam possibilidade de que um dia sejam tratadas. Nada existe até que seja conhecido, e o cinema, embora poucas sejam as histórias verdadeiramente originais hoje em dia, é um meio de levar a realidade ao conhecimento de seus próprios protagonistas.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Em tempo: o título deste texto, como o do ganhador do Oscar mês passado, não é o mais adequado, eu sei... só não quis perder a oportunidade de usá-lo.  &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14096935-3086593513939926822?l=ferdibrandblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/feeds/3086593513939926822/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14096935&amp;postID=3086593513939926822&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/3086593513939926822'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/3086593513939926822'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/2008/03/onde-os-filmes-fracos-no-tm-vez.html' title='Onde os filmes fracos não têm vez'/><author><name>Ferdibrand</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17962609427698828895</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_Do2GneSuSqM/RkUyZrlcAxI/AAAAAAAAAAc/QG6Uh6KFg10/s320/Foto3.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14096935.post-5778017012514677284</id><published>2008-01-31T23:57:00.000-02:00</published><updated>2008-02-01T00:05:37.447-02:00</updated><title type='text'>O mar</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Chamai-me Ismael. Sim, pois, de tempos em tempos, quando preciso renovar as energias e a inspiração, tomadas por meses de burburinho e luta contra o relógio, sinto-me o próprio protagonista de “Moby Dick”, compelido a procurar a parte líquida de nosso planeta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Credo, devo parecer presunçoso iniciando o texto assim, eu, que ainda não vi a terra desaparecer do meu campo de visão. Talvez por isso mesmo o mar exerça em mim tanta atração, assim como o tempo, a imagem e a palavra. Não há ano em que eu não busque um caminho que me permita vê-lo, ouvi-lo, senti-lo – e assim mesmo o mar ainda é apenas parte do meu imaginário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mar que concebo difere muito daquele que nos é dado pela vida moderna em um país tropical. Cerveja, esporte, sol a pino, &lt;em&gt;sex appeal&lt;/em&gt;? É claro que o oceano mexe com minha essência, faz pensar em liberdade, em natureza, em amor – este próprio um anagrama para o título do texto. Porém, tanto a imagem que nos vendem de “Rio-quarenta-graus” quanto a realidade que encontramos – engarrafamentos, acidentes, poluição e praias lotadas e hiperurbanizadas – são um insulto ao local onde surgiu a vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este Ismael ainda imagina um mar bucólico, crepuscular, para todas as estações, em frente ao qual os poetas possam encontrar inspiração, e os amantes, deixar navegar o pensamento com as velas da plenitude. Tão belo quanto perigoso, o mar azul e de águas tépidas dos pescadores de Caymmi é o mesmo das falésias britânicas e da bruma fria cantada por Macca em “Mull of Kintyre”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em vez de milhões esperando o ano novo em Copacabana em meio a um caos ocultado, vejo simples grupos de amigos, abraços e cabelos ao vento no aguardo do primeiro amanhecer. Em vez do triste paredão que rouba o pôr-do-sol em Balneário Camboriú, pequenas e acolhedoras casas, com seus avarandados dando passagem à agradável brisa com que o mar nos presenteia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;É assim que eu o imagino. Deixemos longe o barulho de carros, lanchas e &lt;em&gt;jet skis&lt;/em&gt; e, enquanto não for possível a viagem já prometida, para, como Ismael, realmente conhecer o mar, sejamos apenas os namorados, pés tocando a areia, a ouvir, a cada quebrar das ondas, o oceano dizer o seu próprio nome: mar... mar... mar...&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14096935-5778017012514677284?l=ferdibrandblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/feeds/5778017012514677284/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14096935&amp;postID=5778017012514677284&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/5778017012514677284'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/5778017012514677284'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/2008/01/o-mar.html' title='O mar'/><author><name>Ferdibrand</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17962609427698828895</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_Do2GneSuSqM/RkUyZrlcAxI/AAAAAAAAAAc/QG6Uh6KFg10/s320/Foto3.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14096935.post-4464083118534413749</id><published>2008-01-29T17:41:00.000-02:00</published><updated>2008-01-29T17:53:13.090-02:00</updated><title type='text'>Entre o rosa e o branco</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;(Ou: Chega de férias!)&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Chega de textos bregas. Chega, na falta de outras, de palavras excessivamente doces, como aquelas guloseimas feito plástico cor-de-rosa que os shoppings vendem a granel. As palavras não são itens de confeitaria, mas frutos, cujo sabor deveria variar conforme o paladar que os colhe. Quero que elas digam a beleza que tiverem, nada mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já falei sobre o vento, o outono, a chuva... Às vezes eu me sinto um mero adicionador de glicose às intempéries, tão monocórdio como o entediado Bill Murray de “O feitiço do tempo”. Dias iguais, palavras iguais. Que ironia! Tal e qual Ferdibrand, o enviado especial a Punxsutawney, Pennsylvania, era um jornalista oferecendo seu reino por uma palavra que fizesse a diferença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E chega de justificativas. Estou sempre “voltando” para meus cinco ou seis leitores, se os tiver. Ausência de inspiração é uma coisa, falta de disciplina é outra. No ano que acabou, deixei pela metade uma dezena de textos, como aquele sobre o desabamento da obra do metrô em São Paulo. Inútil requentá-lo, o tema já fez até aniversário. Falando em aniversários, em julho de 2007 aconteceu o centenário de Frida Kahlo e nem aproveitei o fato de que uma amiga esteve no México na época das comemorações. Meu blog poderia ter uma correspondente internacional, mas que justificativa há para a falta de determinação na hora certa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, chega de férias para o blogueiro. Não que eu vá escrever todos os dias, mas tenho feito chover pouco neste campo, bem menos do que eu queria. Um por cento de inspiração e noventa e nove de transpiração? Nem tanto, mas, enquanto eu oscilar apenas entre o rosa de palavras adocicadas e o branco de folhas não escritas, a grama do blog vizinho sempre parecerá mais verde.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14096935-4464083118534413749?l=ferdibrandblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/feeds/4464083118534413749/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14096935&amp;postID=4464083118534413749&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/4464083118534413749'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/4464083118534413749'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/2008/01/entre-o-rosa-e-o-branco.html' title='Entre o rosa e o branco'/><author><name>Ferdibrand</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17962609427698828895</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_Do2GneSuSqM/RkUyZrlcAxI/AAAAAAAAAAc/QG6Uh6KFg10/s320/Foto3.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14096935.post-4487928870399025528</id><published>2008-01-14T00:58:00.000-02:00</published><updated>2008-01-14T01:05:03.456-02:00</updated><title type='text'>Ano novo</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Mais um mês de jejum, devido (também) às férias, que me ensejaram alguns parágrafos novos e o que faltava para complementar outros mais antigos. Se seguirmos a receita, que ouvi de alguém, de que uma forma de atrair sorte no novo ano é fazer algo pela primeira vez na vida no dia 31 de dezembro, não perdi a chance em 2007, pois passei minha primeira virada de ano na beira de uma praia. Foi isso, além de um bate-papo com a &lt;a href="http://www.borboletakatia.blogspot.com/"&gt;&lt;strong&gt;Katia Kreutz&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;, que inspirou este texto.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;* * * * * *&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Assim que Papai Noel sai de cena, todo 25 de dezembro, e enquanto nosso país &lt;em&gt;globelezado&lt;/em&gt; não se torna a própria Marquês de Sapucaí, aquecemos tamborins e quadris com a alegria exagerada da virada do ano. Nada contra a festa, a confraternização, os fogos de artifício, mas o ano que acaba e o que chega são tratados de forma desproporcional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A catarse da transição enseja muitas vezes que o “adeus, ano velho” manifeste junto um destrutivo “já vai tarde”. No final de 2005, por exemplo, a loja de moda jovem Gang forrou as ruas em cidades gaúchas e catarinenses com outdoors dizendo, em letras garrafais, “Fuck you 2005”. Além de anti-educativa e grosseira, tanto que chegou a ser retirada pela Justiça em Santa Catarina, a campanha queria demonstrar um sentimento que, acredito, não é verdadeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas vezes, preferiríamos legitimamente que certo ano ou certa época da vida não tivesse existido. Acidentes, mortes em família, fracassos, desamores – todos deixam marcas profundas. O tempo, contudo, costuma cicatrizar as feridas, e a época de infortúnio pode, sim, ser relembrada não somente pelo trauma, mas pelo aprendizado: como enfrentamos aquele período, por que ele aconteceu, o que é possível fazer para que se repita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, que me perdoem aqueles para os quais o ano velho não valeu um só de seus 365 dias; se nem tudo serão alegrias em 2008, tampouco 2007 foi uma tristeza só. Apesar de meus ceticismos, no fundo sou otimista. A felicidade, se representada num gráfico, não é uma linha contínua no tempo, afinal não somos princesas de conto de fadas; antes, ela é uma sucessão de pontos criados pela intersecção entre a linha da vida e os fatos felizes que vivemos – ou a forma como os interpretamos. Quanto mais intersecções, mais contínua essa linha, e mais teremos desse misterioso e aparentemente inatingível sentimento chamado felicidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, feliz 2008!&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14096935-4487928870399025528?l=ferdibrandblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/feeds/4487928870399025528/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14096935&amp;postID=4487928870399025528&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/4487928870399025528'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/4487928870399025528'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/2008/01/ano-novo.html' title='Ano novo'/><author><name>Ferdibrand</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17962609427698828895</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_Do2GneSuSqM/RkUyZrlcAxI/AAAAAAAAAAc/QG6Uh6KFg10/s320/Foto3.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14096935.post-5121522388720983548</id><published>2007-12-05T17:54:00.000-02:00</published><updated>2007-12-05T17:57:56.813-02:00</updated><title type='text'>Ão, ão, ão...</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Futebol não está entre meus temas favoritos, mas não pude deixar de, como dizem os repórteres esportivos do rádio, “repercutir” a queda do Corinthians para a segunda divisão. Em um campeonato morno, cujo campeão já estava escolhido havia meses, o rebaixamento do Timão &lt;em&gt;(sic)&lt;/em&gt; foi a grande notícia – que o digam jornais e emissoras de rádio e TV – e, também, a mais grata surpresa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Unanimidades nunca me agradaram muito, especialmente as propaladas pela mídia. Há muito tempo viro a cara para Flamengo e Corinthians e, à medida que se escancarava a condição desses dois de queridinhos da Globo (Vasco e São Paulo também têm a simpatia da emissora dos Marinho), a aversão aumentava. A gota d’água foi o Campeonato Brasileiro de 2005. Lembram? Cinco dias após o Internacional tirar do eixo Rio-São Paulo a liderança da competição, a revista Veja denunciou o escândalo das arbitragens de Edílson Pereira de Carvalho, onze partidas restaram anuladas, e o tapetão, habilmente puxado, deu o título ao “Timão”.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Se o que se quer é lisura no futebol, que ela valha para todos, inclusive os grandes. Inter, Grêmio, Fluminense e Botafogo já provaram o sabor da segunda divisão. Sabem como é jogar com menos dinheiro, menos partidas televisionadas e maiores distâncias entre estádios. Pela TV Globo, o Corinthians já estava lamentando os 2.400 quilômetros que separam São Paulo e Fortaleza. Será que causaram algum compadecimento os 3.200 quilômetros que América, Inter e Grêmio tiveram de percorrer entre Natal e Porto Alegre?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;É constrangedora a histórica diferença de tratamento entre as equipes. Os clubes fluminenses e paulistas que fazem parte do Clube dos 13 recebem maiores fatias do total de verbas distribuídas. Além disso, para que o público gaúcho pudesse assistir a um jogo do Inter ou do Grêmio pela televisão, era necessário que fosse contra Flamengo, Corinthians ou São Paulo. Manobra pouco inteligente, pois era um convite para trocar de canal ou desligar o aparelho.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Que digam, como sugeriu o presidente do Corinthians, que o Inter se deixou vencer pelo Goiás domingo passado e, assim, mandar o time paulista para a Segundona. Teorias da conspiração à parte, bastava ao time do Parque São Jorge vencer o Grêmio, o que não conseguiu, sacramentando a justiça do rebaixamento. A sensação de vitória contra a hegemonia foi tal que gremistas e colorados se irmanaram na torcida anticorintiana. E, de minha parte, por todos esses motivos, nunca fiquei tão feliz com uma derrota do meu clube, o Internacional. É bom, de vez em quando, ver uma mudança.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14096935-5121522388720983548?l=ferdibrandblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/feeds/5121522388720983548/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14096935&amp;postID=5121522388720983548&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/5121522388720983548'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/5121522388720983548'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/2007/12/o-o-o.html' title='Ão, ão, ão...'/><author><name>Ferdibrand</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17962609427698828895</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_Do2GneSuSqM/RkUyZrlcAxI/AAAAAAAAAAc/QG6Uh6KFg10/s320/Foto3.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14096935.post-1190762296692205033</id><published>2007-11-20T19:55:00.000-02:00</published><updated>2007-11-20T20:11:24.590-02:00</updated><title type='text'>Versos antigos</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Sintonia&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;(escrita em 1987)&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Sou o lugar onde estou&lt;br /&gt;E até isso me querem tirar:&lt;br /&gt;Ligo energia,&lt;br /&gt;Entro em sintonia;&lt;br /&gt;Desligo e saio do ar.&lt;br /&gt;O homem nunca esteve&lt;br /&gt;Nesta terra indomável&lt;br /&gt;Domada por tele-apatia&lt;br /&gt;Que um dia não mais seria;&lt;br /&gt;Seria controlável.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;* * *&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Voa&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;(escrita em 1988)&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Voa:&lt;br /&gt;Vou à toa&lt;br /&gt;Rever ao relento&lt;br /&gt;A quem se quer&lt;br /&gt;E quem sequer&lt;br /&gt;Tem o tempo que sobra,&lt;br /&gt;Sopra só pra ver o vento&lt;br /&gt;Que voa?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;* * *&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Um pouco da alegria&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;(escrita em 1988)&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;É sereno que penso num pouso à luz&lt;br /&gt;E é paciente que espero da sina o fim.&lt;br /&gt;E é de novo que vejo só o mar, só o mar...&lt;br /&gt;Por que é de novo que perco?&lt;br /&gt;Por que o dia acabou&lt;br /&gt;Se é ainda alegre que busco&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Um pouco da alegria?&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14096935-1190762296692205033?l=ferdibrandblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/feeds/1190762296692205033/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14096935&amp;postID=1190762296692205033&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/1190762296692205033'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/1190762296692205033'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/2007/11/versos-antigos.html' title='Versos antigos'/><author><name>Ferdibrand</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17962609427698828895</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_Do2GneSuSqM/RkUyZrlcAxI/AAAAAAAAAAc/QG6Uh6KFg10/s320/Foto3.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14096935.post-4917055669224932550</id><published>2007-11-02T14:46:00.000-02:00</published><updated>2007-11-02T14:57:30.212-02:00</updated><title type='text'>O anjo e o sonho</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Do2GneSuSqM/RytVVazGzBI/AAAAAAAAABc/rSjOrvM72Xw/s1600-h/anjo.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5128286427150732306" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_Do2GneSuSqM/RytVVazGzBI/AAAAAAAAABc/rSjOrvM72Xw/s400/anjo.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Aos olhos pregados no escuro&lt;br /&gt;A cor deste sonho destoa:&lt;br /&gt;Meus passos pedindo futuro&lt;br /&gt;A um anjo calado que voa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Silente ele escapa ao afago&lt;br /&gt;Da mão que eu havia estendido&lt;br /&gt;Deixando em seu rastro um lago&lt;br /&gt;Espelho de amores cuspidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto à tona eu estive&lt;br /&gt;O anjo me fez poderoso&lt;br /&gt;Jurei-lhe: “Por ti é que vivem&lt;br /&gt;Meu dia e também meu repouso”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O anjo calou, todavia,&lt;br /&gt;Por raiva, orgulho ou medo&lt;br /&gt;E o sonho então submergia&lt;br /&gt;Ao peso de inútil segredo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim em seu vôo prossegue&lt;br /&gt;O anjo da alma imprecisa&lt;br /&gt;Os sonhos que hoje ele ergue&lt;br /&gt;Em fuga amanhã ele pisa.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14096935-4917055669224932550?l=ferdibrandblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/feeds/4917055669224932550/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14096935&amp;postID=4917055669224932550&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/4917055669224932550'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/4917055669224932550'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/2007/11/o-anjo-e-o-sonho.html' title='O anjo e o sonho'/><author><name>Ferdibrand</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17962609427698828895</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_Do2GneSuSqM/RkUyZrlcAxI/AAAAAAAAAAc/QG6Uh6KFg10/s320/Foto3.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Do2GneSuSqM/RytVVazGzBI/AAAAAAAAABc/rSjOrvM72Xw/s72-c/anjo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14096935.post-650158917055887862</id><published>2007-10-29T22:59:00.000-02:00</published><updated>2007-10-29T23:02:53.149-02:00</updated><title type='text'>Um coração</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O acaso não nos fez parentes ou amigos. Apenas lados opostos na rotina diária no foro. Mas, nas vezes em que o encontrei, nenhum dia pareceu lhe valer um sorriso, chamando minha atenção e a de quantos com quem falei. Preocupação, seriedade constante, um vago tédio. O que guarda um coração assim? Tristezas, rancores, amores? Uma frustração antiga, uma carreira mal escolhida? A juventude ainda lhe dava tempo para um recomeço se fosse o caso, pensei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não foi, soube esta semana. O coração dele parou de bater, levando junto o que nele estivesse guardado. Morte súbita aos 35 anos. Um rapaz. Triste e chocante notícia, apesar de conhecê-lo só de vista. Meus pais já viveram mais que duas dessas vidas. Eu, nessa idade, nem era pai, nem havia redescoberto o cinema. Há vidas que terminam antes de começar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo desconhecendo a história dele, pergunto: o que fica? De que vale guardar frustrações, economizar sorrisos e acumular preocupações se é para tudo virar pó hoje ou amanhã? O que pensamos não acontecer acontece. E, pergunto de novo, o que fica? Uma lição para os sobreviventes, quem sabe. De que, se é inevitável na vida um pouco de fel, que este não predomine. Se a vida é apenas uma expectativa, o amanhã não passa de possibilidade, e melhor seria se jogássemos o rancor, a amargura, a dúvida às nossas costas, em vez de deixá-los à nossa frente, esperando que caiamos num buraco por nós mesmos cavado. &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14096935-650158917055887862?l=ferdibrandblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/feeds/650158917055887862/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14096935&amp;postID=650158917055887862&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/650158917055887862'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/650158917055887862'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/2007/10/um-corao.html' title='Um coração'/><author><name>Ferdibrand</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17962609427698828895</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_Do2GneSuSqM/RkUyZrlcAxI/AAAAAAAAAAc/QG6Uh6KFg10/s320/Foto3.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14096935.post-4966147631138076811</id><published>2007-10-01T23:12:00.000-03:00</published><updated>2007-10-01T23:18:26.167-03:00</updated><title type='text'>Curtas</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Vejo em &lt;a href="http://br.noticias.yahoo.com/s/01102007/25/politica-aliado-sera-relator-processos-renan.html"&gt;&lt;strong&gt;notícia&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt; no Yahoo! que o governador do Distrito Federal resolveu “demitir” o gerúndio da administração pública da capital. Uso impróprio do verbo à parte, talvez a idéia seja impedir que se diga, repetidamente, que o governo &lt;em&gt;está fazendo&lt;/em&gt; isto ou &lt;em&gt;vai estar fazendo&lt;/em&gt; aquilo. Mas pode significar uma ordem para que, no final das contas, ninguém &lt;em&gt;esteja fazendo&lt;/em&gt; nada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;* * *&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Duas derrotas do Colorado em Gre-Nais, e dê-lhe Deuter para suportar tranqüilo a flauta do velho rival da camisa azul. Depois, cedemos em dois minutos um empate em 2x2 com o Atlético Mineiro – no dia seguinte, a trilha que eu ouvia era Enya. E nem adiantou jogar melhor, domingo passado, se o adversário era o São Paulo, campeão escolhido pela Globo muito antes do fim do primeiro turno. O Inter acabou perdendo de 2x1, de virada, e com a ajuda da arbitragem. E meu estoque de música new age está terminando...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;* * *&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Deu na televisão esta noite: o senador sergipano Almeida Lima, um dos mais fortes aliados de Renan Calheiros, será o relator de dois processos contra o presidente do Senado. Tudo para apressar a absolvição de Renan – e a entrega da pizza, que não pode esfriar. E a escolha do relator foi feita pelo presidente do Conselho de Ética! Ainda bem! Logo, logo, teremos esquecido toda essa história. Aliás, do que eu estava falando, mesmo?&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14096935-4966147631138076811?l=ferdibrandblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/feeds/4966147631138076811/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14096935&amp;postID=4966147631138076811&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/4966147631138076811'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/4966147631138076811'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/2007/10/curtas.html' title='Curtas'/><author><name>Ferdibrand</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17962609427698828895</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_Do2GneSuSqM/RkUyZrlcAxI/AAAAAAAAAAc/QG6Uh6KFg10/s320/Foto3.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14096935.post-7116648563053660934</id><published>2007-09-16T14:49:00.000-03:00</published><updated>2007-09-16T15:01:20.725-03:00</updated><title type='text'>A vitória da democracia (sic)</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Quando, em 1989, eu votei para presidente pela primeira vez, o termo “democracia” ainda fazia algum sentido. Finalmente, após vinte e cinco anos, ter o direito de escolher os governantes. Mas, depois de conquistada a democracia, essa palavra, de tão desrespeitada, tornou-se &lt;em&gt;persona non grata&lt;/em&gt; em meu dicionário. &lt;em&gt;Elle&lt;/em&gt; foi a primeira cria daquele antigo ideal, e isso foi apenas o começo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao mesmo tempo, a vida adulta me amadurecia politicamente, e aos poucos eu descobria significados novos para palavras velhas. Democracia passou a significar intervenção, quando não ocupação, pelos EUA, de países do Terceiro Mundo; ou a defesa de interesses de uma classe ou nação sobre todos os outros. Roubo, corrupção, desfaçatez, fisiologismo, nepotismo – todos camuflados pelo azeitado discurso de políticos eleitos pelo voto popular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha antiga palavra de ordem torturou-me de novo, dita, quarta-feira passada, por um sorridente senador que comemorava a manutenção de seu mandato: “O resultado da votação é uma vitória da democracia”, disse Renan Calheiros, absolvido por 40 de seus colegas das acusações de quebra de decoro parlamentar. Mas qual democracia? Quem do povo votou ou presenciou a votação, se até deputados federais precisaram de liminares na Justiça para poder entrar no plenário do Senado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes mesmo de começar a democrática sessão secreta, entretanto, eu já sentia a indiferença quanto ao resultado. Vi nos jornais, na rua, faixas, passeatas, protestos contra a corrupção, contra Renan Calheiros. Mas o que mudaria se o resultado fosse outro? Sem querer defender o presidente do Senado, a perda do mandato serviria de exemplo aos outros políticos? Saúde, segurança, educação, distribuição de renda, respeito aos direitos da população seriam mais levados em conta? A CPMF acabaria? Duvido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em algumas coisas meu predominante otimismo teima em esbarrar, e a cultura, no Brasil, de um Estado a serviço das oligarquias, de um Estado teta para quem conseguir mamar, é uma delas. Por “vitória da democracia” devemos entender vitória do próprio Renan Calheiros, que, afinal, foi escolhido por todos nós para ser processado acima dos rigores da lei, fosse qual fosse seu crime; vitória dos 40 senadores que nele votaram, pois, segundo notícia publicada pelo &lt;a href="http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20070916/not_imp52715,0.php"&gt;&lt;strong&gt;Estadão&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;, gratidão não deve faltar; vitória de Mônica Veloso, ex-amante do senador, que saltou para a fama e estará nas páginas de Playboy. Talvez, no futuro, tenha descoberto seu talento como atriz de novela ou apresentadora de TV.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esses são os vitoriosos, essa é a democracia que venceu quarta-feira passada. Não a democracia como imaginei, ou como me foi ensinada, e que, se um dia existiu, foi modificada nos gabinetes enquanto era preparado o fim do regime militar. A democracia que vejo hoje em meu país não me serve. &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14096935-7116648563053660934?l=ferdibrandblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/feeds/7116648563053660934/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14096935&amp;postID=7116648563053660934&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/7116648563053660934'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/7116648563053660934'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/2007/09/vitria-da-democracia.html' title='A vitória da democracia (sic)'/><author><name>Ferdibrand</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17962609427698828895</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_Do2GneSuSqM/RkUyZrlcAxI/AAAAAAAAAAc/QG6Uh6KFg10/s320/Foto3.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14096935.post-2452007466634945268</id><published>2007-09-09T19:17:00.000-03:00</published><updated>2007-09-09T19:35:53.399-03:00</updated><title type='text'>A vida secreta das palavras</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Do2GneSuSqM/RuR0xzRaJAI/AAAAAAAAABM/_GzgRQvJ9B8/s1600-h/vida+secreta.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5108336276270621698" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_Do2GneSuSqM/RuR0xzRaJAI/AAAAAAAAABM/_GzgRQvJ9B8/s400/vida+secreta.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Tão raras têm sido minhas idas ao cinema que me vi perdido ontem, ao buscar um entre os 40 títulos na programação. Para quem trazia intocadas na mente as imagens do nada convencional “O livro de cabeceira”, de Peter Greenaway, assistido em junho, a escolha se tornava ainda mais difícil. Decidi então confiar apenas no palpite que uma ficha técnica me assoprava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A origem espanhola do filme, por si só, não queria dizer muito, mas o engajado Tim Robbins, um de meus atores favoritos, não cometeria um deslize logo depois de ter filmado “A guerra dos mundos” de Spielberg. Além disso, foi em frente aos cartazes que descobri o dedo dos irmãos Almodóvar, Agustín e Pedro, na produção executiva. E o título do filme parecia, o tempo todo, mexer com vara curta com um de meus motes favoritos – o silêncio. Assim resolvi conferir “A vida secreta das palavras”, da catalã Isabel Coixet.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A escolha não poderia ter sido mais feliz. Josef (Tim Robbins) se recupera das queimaduras e da perda da visão causadas por um acidente na plataforma petrolífera em que trabalha, e a enfermeira Hanna, vivida por Sarah Polley, é contratada para atendê-lo. Josef é curioso, falador, e Hanna, introspectiva, é quase surda. As luzes oblíquas do filme, adequadas aos mares da Irlanda, onde se passa a história, e os pouquíssimos funcionários que restam na plataforma desativada ressaltam o ar de solidão e o diálogo aparentemente impossível que vivem o petroleiro cego e a enfermeira surda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O maior valor deste drama, a um só tempo delicado e contundente, é mostrar aos poucos como Hanna e Josef se permitem dialogar – e, principalmente, por que o silêncio é escolhido por tantas pessoas, as palavras secretamente ganhando vida e esperando o momento exato de serem ditas. A descoberta gradual dos dois personagens permite também ao público encontrar no filme de Isabel Coixet uma dimensão insuspeitada, incabível neste comentário, mas que explica também o caráter indie da obra da catalã. Lançado nos Estados Unidos em apenas uma sala, rendeu na “terra do cinema” míseros 20 mil dólares, enquanto, no resto do mundo, arrecadava 5 milhões de dólares. Prova de que o bom cinema independente tem vida própria, como as palavras que Josef e Hanna teimavam em ocultar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;em&gt;Foto: &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.rottentomatoes.com/m/secret_life_of_words/gallery.php?page=2&amp;size=hires&amp;amp;nopop=1"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;http://www.rottentomatoes.com/m/secret_life_of_words/gallery.php?page=2&amp;size=hires&amp;amp;nopop=1&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;; Strand Releasing&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14096935-2452007466634945268?l=ferdibrandblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/feeds/2452007466634945268/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14096935&amp;postID=2452007466634945268&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/2452007466634945268'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/2452007466634945268'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/2007/09/vida-secreta-das-palavras.html' title='A vida secreta das palavras'/><author><name>Ferdibrand</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17962609427698828895</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_Do2GneSuSqM/RkUyZrlcAxI/AAAAAAAAAAc/QG6Uh6KFg10/s320/Foto3.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Do2GneSuSqM/RuR0xzRaJAI/AAAAAAAAABM/_GzgRQvJ9B8/s72-c/vida+secreta.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14096935.post-6816770730115150661</id><published>2007-08-28T00:32:00.000-03:00</published><updated>2007-08-28T00:46:32.168-03:00</updated><title type='text'>A primeira viagem</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_Do2GneSuSqM/RtOahjRaI-I/AAAAAAAAAA8/iCtDMtduHe0/s1600-h/ano+2007+294.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5103592703935521762" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_Do2GneSuSqM/RtOahjRaI-I/AAAAAAAAAA8/iCtDMtduHe0/s400/ano+2007+294.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;“Se fazer cinema é loucura, fazer animação é cretinice.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A frase, escrita a giz nas costas de um quadro-negro já vão dezesseis anos, ainda está lá, conservada pela superfície áspera que a recebeu. O tom debochado da frase também é uma ironia, já que serviu de “moral da história” para um filme de animação no qual tomei parte. Nessa empreitada também estavam André Grassi e Leandro Steiw, então colegas de Jornalismo e grandes amigos meus até hoje. Essa foi minha primeira experiência com cinema... uma “brincadeira” em super-8 que custou longas tardes desenhando bonequinhos e cenários sobre papel vegetal e fotografando-os quadro a quadro, mais uns seis meses esperando que os rolos voltassem da França, pois no Brasil nenhum laboratório mais fazia a revelação da bitola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fazer cinema, então, não é uma loucura?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez não a loucura dos que perderam a razão, e sim a razão de ser de alguns tidos como loucos. Cinema é um empreendimento complicado, demorado, de risco – e ainda caro, mesmo com a diminuição de custos pela tecnologia digital. Os telefones celulares acenam de novo com a possibilidade de se fazer cinema com uma câmera na mão e uma idéia na cabeça, mas, quanto mais público quisermos para o filme, maior a estrutura necessária. Filme feito em celular não leva Oscar, Palma de Ouro ou Kikito. Pelo menos por enquanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar disso tudo, o lado aparentemente desarrazoado dessa loucura parece indispensável na carreira de um diretor. Cinema também é criatividade, improviso, maleabilidade. Cineasta tem que ser meio McGyver. Se ele esperar uma grua ou um &lt;em&gt;dolly&lt;/em&gt; à disposição para começar, talvez não comece nunca. Houvesse muita ponderação ou “crises de realidade” e eu não teria escrito, filmado e apresentado publicamente, quinta-feira passada, “Café cortado”, meu primeiro curta-metragem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Digo &lt;em&gt;eu&lt;/em&gt;, mas o mérito é de cada participante dessa experiência de fazer cinema. Se por um lado dispusemos de profissionais na fotografia, na edição e em cena, além de uma boa câmera e bons programas de edição, por outro foi necessário pensar no filme como um fim e não como um meio, improvisar o tempo todo e, acima de tudo, aprender fazendo e errando. Se cinema já é uma pressão, imagine saber que só haverá uma oportunidade para usar a locação. Na hora algumas soluções aparecem, como um extensor de vassoura para servir de haste para o microfone &lt;em&gt;boom&lt;/em&gt; – ou papel vegetal forrando o balcão de vidro para eliminar reflexos. Mas alguns erros são descobertos apenas na edição, quando já é tarde demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quinze meses produzindo um filme de três minutos e meio. O que se ganhou com essa loucura? Fama, dinheiro? Não, vontade de fazer mais. De consertar os erros, de mostrar que se aprendeu alguma coisa e de, a cada produção, romper uma nova barreira. Cinema é um esporte radical. Está para as fotos de férias como o surfe está para a planonda. O desafio que ele faz à nossa liberdade é irresistível.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Posso não conseguir filmar as idéias que tenho para roteiros, posso, ainda, encarar o &lt;em&gt;ação&lt;/em&gt; e o &lt;em&gt;corta&lt;/em&gt; como mero &lt;em&gt;hobby&lt;/em&gt;. Entretanto, não era o que sentia tendo ao meu lado, quinta-feira passada, a equipe do “Café cortado”, o brilho nos olhos de cada um apenas dizendo “nós conseguimos”. Apenas um pequeno passo, mas o primeiro, como o de toda viagem. Uma louca e, para os que amam o cinema, indispensável primeira viagem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;(Na foto: Lúcia Azevedo [diretora de produção], Nádia Prestes [editora], Cláudia Elisabeth Ramos [assistente de direção], Patricia Suri [atriz], Tito Ravaglia [ator], Fernando Telles [desenhista de produção] e Renato Wolff [diretor]. Foto: André Grassi)&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14096935-6816770730115150661?l=ferdibrandblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/feeds/6816770730115150661/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14096935&amp;postID=6816770730115150661&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/6816770730115150661'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/6816770730115150661'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/2007/08/primeira-viagem.html' title='A primeira viagem'/><author><name>Ferdibrand</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17962609427698828895</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_Do2GneSuSqM/RkUyZrlcAxI/AAAAAAAAAAc/QG6Uh6KFg10/s320/Foto3.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_Do2GneSuSqM/RtOahjRaI-I/AAAAAAAAAA8/iCtDMtduHe0/s72-c/ano+2007+294.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14096935.post-3954967673971434824</id><published>2007-08-03T00:57:00.000-03:00</published><updated>2007-08-03T00:59:40.654-03:00</updated><title type='text'>Depois</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Uma porta se fecha. O vento muda de direção, uma amizade se precipita sobre si mesma – e assim, &lt;em&gt;no más&lt;/em&gt;, as pessoas passam. Tão inexplicável quanto a vitória da vida (ou a da morte), e ainda mais imprevisível, é o mecanismo da amizade. Afeição, empatia, amor tantas vezes, trocam-se por milhares de quilômetros, bastando apenas uma linha telefônica e um quebra-cabeça que o imaginário monta com peças lidas, vistas e ouvidas, mas nunca tocadas. Um jogo flexível nas regras e inquebrantável nos princípios, em que os contendores se respeitam em seus tabuleiros de tempo e espaço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outros mecanismos subitamente falham, contudo, mesmo a uma distância de poucos quilômetros ou até de poucas quadras. O tempo que confirma por que o coração ainda sorri ao ver aquele amigo de infância – esse mesmo tempo mostra como aquele outro amigo na verdade era. Tornamo-nos então exigentes e passamos às vezes por intransigentes, insensíveis, mesquinhos. Não foi aquela dívida que desfez uma amizade de 15 anos; foi a falta de lealdade. Nem foi birra gratuita que afastou outra amiga de há tempos; foi a falsidade, o descaso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Dia desses, passei por um afastamento anunciado. Uma excelente parceria para tantos assuntos e visões do mundo, mas recentes estremecimentos mostravam contendores com tabuleiros de tempo assaz diferentes. Então, a amiga de cabelos negros, palavras azuis e dias infelizmente opacos decidiu calar-se. Tornará a falar? Quando? É impossível ficar indiferente. Mas aprendi mais um pouco sobre esse delicado e às vezes imprevisível mecanismo, mesmo depois de vê-lo falhar. Que, como na vida e na morte, estamos sozinhos com nossos valores quando não somos compreendidos. Ninguém no mundo sabe o tamanho exato de uma decepção.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14096935-3954967673971434824?l=ferdibrandblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/feeds/3954967673971434824/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14096935&amp;postID=3954967673971434824&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/3954967673971434824'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/3954967673971434824'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/2007/08/depois.html' title='Depois'/><author><name>Ferdibrand</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17962609427698828895</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_Do2GneSuSqM/RkUyZrlcAxI/AAAAAAAAAAc/QG6Uh6KFg10/s320/Foto3.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14096935.post-811727892859686792</id><published>2007-07-26T00:07:00.000-03:00</published><updated>2007-07-26T00:22:55.130-03:00</updated><title type='text'>200</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Passados nove dias, a tragédia do vôo JJ 3054 em Congonhas ainda domina os noticiários e as conversas. O &lt;em&gt;post&lt;/em&gt; que escrevi logo abaixo, algumas horas após o acidente, quem diria, teve quatro comentários, marca invejável para este modesto &lt;em&gt;blog&lt;/em&gt;. Coincidência ou não, dois deles vieram da Grande São Paulo e outros dois de Porto Alegre. Cada um deles contribuiu para que eu voltasse ao assunto – e mostrando, cada um a seu jeito, a perplexidade causada pelos fatos da terça-feira, 17 de julho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para o estilo sucinto da &lt;a href="http://borboletakatia.blogspot.com/"&gt;&lt;strong&gt;Katia&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;, duas palavras sintetizaram o sentimento: &lt;em&gt;triste&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;preocupante&lt;/em&gt;. A &lt;a href="http://clinicadapalavra.blogspot.com/"&gt;&lt;strong&gt;Maristela&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt; preferiu uma metáfora... quem dera fossem apenas gatos num novelo de lã! E o dinheiro gasto no Pan não é o problema, mas concordo com a &lt;a href="http://relacionista.blogspot.com/"&gt;&lt;strong&gt;Camila&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt; no que toca ao amadurecimento das instituições. Por fim, o &lt;a href="http://seanhsean.blogspot.com/"&gt;&lt;strong&gt;Sean&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt; só confirmou o que eu havia comentado no &lt;em&gt;blog&lt;/em&gt; da &lt;a href="http://marciabenetti.blogspot.com/2007/07/informao-informao.html"&gt;&lt;strong&gt;Márcia Benetti&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;: tivesse eu esperado mais algumas horas para escrever e meu texto já seria bem diferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A emoção do primeiro momento fez ecoar nas palavras uma indignação que vinha desde a queda do jato da Gol, que desencadeou a chamada “crise do setor aéreo”. Não estou culpando governo, TAM, pista do aeroporto ou quem quer que seja pelo desastre. Deus queira que eu nunca seja chamado de especialista em qualquer coisa. Mas o governo federal ficou omisso durante dez meses, jogando a culpa aos céus, e o preço por enquanto foram 200 vidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um amigo meu, que tem curso de pilotagem, está indignado com a cobertura dada pela imprensa: aquelas ranhuras que ajudam a drenagem da pista, o tal de &lt;em&gt;grooving&lt;/em&gt;, não impediriam o acidente. Nem o reverso seria obrigatoriamente a causa. E por que, pergunta-me ele, tanto espalhafato se muito mais gente continua morrendo nas estradas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, o avião não deixou de ser o meio de transporte mais seguro. Mas nunca vi um acidente rodoviário matar, sozinho, 200 pessoas. E também 200 famílias morreram um pouco em fração de segundo. Jornais, TV e Internet exageram na dose, confundem às vezes, manipulam sempre – a Globo, por exemplo, parece empenhada em desacreditar o aeroporto de Congonhas –, mas a comoção nacional e a necessidade de respostas são inegáveis. Houve problema no reverso, houve derrapagem? A velocidade do avião era alta ou baixa? Até ontem, eu achava que o piloto havia tentado arremeter, não sei mais. Isso sem contar a balbúrdia que se tornaram nossos aeroportos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada um tem sua temperatura de sangue, esta é a minha. Na quarta-feira passada, era um choque ver, na rua, bandeiras a meio pau, em luto pelas vítimas do acidente. O tempo vai aparando as arestas, mas ainda estou perplexo com os fatos e irritado com a inatitude, que tem sido, com a corrupção e a desfaçatez, um dos grandes males deste país. Por duro que seja dizer, talvez tenham sido necessárias as 200 mortes de Congonhas para que alguma coisa aconteça.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14096935-811727892859686792?l=ferdibrandblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/feeds/811727892859686792/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14096935&amp;postID=811727892859686792&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/811727892859686792'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/811727892859686792'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/2007/07/200.html' title='200'/><author><name>Ferdibrand</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17962609427698828895</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_Do2GneSuSqM/RkUyZrlcAxI/AAAAAAAAAAc/QG6Uh6KFg10/s320/Foto3.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14096935.post-1089171607964534829</id><published>2007-07-18T12:33:00.000-03:00</published><updated>2007-07-18T12:49:11.045-03:00</updated><title type='text'>Outro</title><content type='html'>&lt;img title="Bombeiros trabalham no local do acidente que ocorreu durante o pouso de um Airbus da TAM causando uma explosão no terminal da companhia no Aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo, na noite desta terça-feira.&amp;#10;" height="321" alt="Bombeiros trabalham no local do acidente que ocorreu durante o pouso de um Airbus da TAM causando uma explosão no terminal da companhia no Aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo, na noite desta terça-feira.&amp;#10;" src="http://d.yimg.com/br.yimg.com/pi/news/070717/ydownload_agestado/i/ca-cc2e35676d9dd57263cd6add63b09af1.pjpeg?x=380&amp;y=321&amp;amp;sig=STMJEzTdmfgD2tUPeEVOFA--" width="380" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Se o envolvimento de pilotos norte-americanos no acidente do Boeing da Gol, em setembro passado, nutria  inclusive teorias da conspiração imperialista, o governo federal não precisa mais ter dúvidas: existe, sim, presidente Lula, um caos no sistema aéreo nacional, e todos têm culpa. Apontar a chuva ou o desenvolvimento do país como responsáveis pelos apagões aéreos é cinismo. Lula queria dia e hora para a solução, e reformar o aeroporto de Congonhas na pressa provou não resolver nada, muito pelo contrário.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;A pista do aeroporto mais movimentado do país, engolida pela capital paulista, foi maquiada com asfalto novo e uma drenagem insuficiente, como a TV Bandeirantes informou poucos momentos após o acidente com o Airbus da TAM, ontem à noite. Como se não bastassem as balas perdidas, agora os moradores das imediações dos aeroportos correm o risco de serem atingidos por aviões perdidos. Quantas mortes serão ainda necessárias para acabar o faz-de-conta?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;(foto: &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.br.noticias.yahoo.com/"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;www.br.noticias.yahoo.com&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;, Agência Estado)&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14096935-1089171607964534829?l=ferdibrandblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/feeds/1089171607964534829/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14096935&amp;postID=1089171607964534829&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/1089171607964534829'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/1089171607964534829'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/2007/07/outro.html' title='Outro'/><author><name>Ferdibrand</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17962609427698828895</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_Do2GneSuSqM/RkUyZrlcAxI/AAAAAAAAAAc/QG6Uh6KFg10/s320/Foto3.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14096935.post-7738536142793846794</id><published>2007-07-09T00:35:00.000-03:00</published><updated>2007-07-09T00:40:02.233-03:00</updated><title type='text'>Mittjahr</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;“Mudaram as estações&lt;br /&gt;Nada mudou&lt;br /&gt;Mas eu sei que alguma coisa aconteceu&lt;br /&gt;Está tudo assim tão diferente...”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;... e foi ao meio-dia da segunda passada. Foi quando o tempo, alcançando a cumeeira de 2007, não viu caminho senão descer de novo, rumo ao ano que vem. Mero símbolo, num ponto mediano entre outros dois, não menos arbitrários, criados para marcar nossa existência e, quem sabe, reanimar algumas esperanças. Sim, segunda-feira, 2 de julho, ao meio-dia, foi o meio do ano. Conceito impreciso, que só o mais preciso dos idiomas, o alemão, para forjá-lo numa só palavra – &lt;em&gt;Mittjahr&lt;/em&gt; – e só os elfos da Terra-Média para tê-lo no calendário, graças a seu pai, Tolkien.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do alto dessa cumeeira, os dois lados dessa montanha de tempo me parecem muito diferentes. De tudo que 2007 propôs, como são os dias agora? Após décadas, meus pais, deixando uma casa que representa metade de suas vidas, em nome de mais conforto e segurança. Tantos amigos aperfeiçoando-se, conhecendo lugares, produzindo ou adquirindo conhecimentos. Outra amiga, que não se diz capaz de mudar uma situação insustentável, mas que, aos poucos, prepara o vôo para a liberdade. Enquanto isso, em outros ares, nuvens regam fora de época um belo jardim de gardênias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Visto de perto, entretanto, o tempo nem parece deixar rastro, eis que mal se percebe quando os vales luxuriantes se tornaram a vegetação rasteira do cume. Viradas na vida parecem acontecer só com os outros. Quantos planos foram realizados – ou as “resoluções do Ano Novo” eram um eufemismo para “vou empurrar com a barriga para o ano que vem”? Alguma atitude foi tomada, algum comportamento deixado de lado? O que sei hoje que já não soubesse em dezembro passado? Nem meu ventre roliço me poupa. Olho para ele e pergunto: o que afinal os egoístas vêem no próprio umbigo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já vivi meios do ano incríveis. Foi num 2 de julho que saí de casa para morar sozinho... Mas alguém fala do &lt;em&gt;Mittjahr&lt;/em&gt; com alegria? Ninguém lembra que o ano já passou da metade sem denunciar um ar de desalento. E, ironicamente, a cada virada, damos um pé na bunda do ano que acabou e lavamos as mãos das resoluções assumidas e não cumpridas. A culpada, talvez, seja nossa natureza insatisfeita, aquela mesma que joga tinta verde na grama do vizinho. Que seria melhor? Voar um pouco mais alto e ter uma visão mais distante e realista ou centrar-nos em nós mesmos, dando asas aos sonhos e assumindo o risco da frustração? Uma interessante questão para os (quase) seis meses que restam a 2007.    &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14096935-7738536142793846794?l=ferdibrandblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/feeds/7738536142793846794/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14096935&amp;postID=7738536142793846794&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/7738536142793846794'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/7738536142793846794'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/2007/07/mittjahr.html' title='Mittjahr'/><author><name>Ferdibrand</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17962609427698828895</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_Do2GneSuSqM/RkUyZrlcAxI/AAAAAAAAAAc/QG6Uh6KFg10/s320/Foto3.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14096935.post-160454353116630933</id><published>2007-06-23T23:28:00.000-03:00</published><updated>2007-06-23T23:31:59.058-03:00</updated><title type='text'>Luísa e eu</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Serenos, os olhos dela repousam enquanto os meus se descobrem de novo embevecidos, como em nosso primeiro encontro – e nem parece que isso se deu já há mais de um ano. Agora, que a idade de Luísa supera e muito o tempo que esperamos por ela, agora, dizia eu, é ela que espera por nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dormindo, ela espera (mesmo sem ter noção disso) que, ao acordar, possa receber alimento, amor, conforto, lazer, estímulo – a atenção de que necessita. Em retribuição, vai nos mostrar alegria, vitalidade, crescimento, curiosidade – e, ao dormir, a mesma serenidade que vejo agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luísa dorme sem desconfiar de todo o esforço que foi necessário para que ela estivesse neste mundo, neste texto. E é por isso que às vezes me pego embevecido: um pequeno protótipo de gente que, antes mesmo de engatinhar, já nos dava mostras de atenção, esperteza e encantamento com o universo que a rodeia e já reconhecia o próprio nome quando era chamada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejo hoje que cada hora que se adiou o descanso ou o sono (a começar pela madrugada em claro que foram suas primeiras horas de vida) foi dada a Luísa, para que pudesse dormir assim, serena, e, de manhã, mostrar um sorriso que nada no mundo pode pagar. Vejo hoje que, embora não seja condição indispensável – eis que o amor paterno existe e é também incondicional –, enxergar-me em pequenos detalhes como o feitio dos dedos de Luísa ou em certas expressões de seu rosto reforça meu apego a ela e o sentimento de perenidade e de perfeição da ordem das coisas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Os dias são diferentes desde que ela chegou – mais curtos uns, mais cansativos outros, mais tensos até. Mas dedico a Luísa estas linhas, pois têm sido dias também de aprendizado e de descoberta, inclusive de que, após seu nascimento, Luísa e eu, filha e pai, passaram a ser.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14096935-160454353116630933?l=ferdibrandblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/feeds/160454353116630933/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14096935&amp;postID=160454353116630933&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/160454353116630933'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/160454353116630933'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/2007/06/lusa-e-eu.html' title='Luísa e eu'/><author><name>Ferdibrand</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17962609427698828895</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_Do2GneSuSqM/RkUyZrlcAxI/AAAAAAAAAAc/QG6Uh6KFg10/s320/Foto3.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14096935.post-6582582063080616693</id><published>2007-06-20T23:09:00.000-03:00</published><updated>2007-06-21T09:05:17.694-03:00</updated><title type='text'>O público duplo</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Do2GneSuSqM/RnnfvP8xXZI/AAAAAAAAAAs/hdld0_AeP5k/s1600-h/scanner.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5078336057665215890" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_Do2GneSuSqM/RnnfvP8xXZI/AAAAAAAAAAs/hdld0_AeP5k/s400/scanner.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A não ser que alguém tenha chegado atrasado, eram duas as pessoas assistindo a “O homem duplo” (&lt;em&gt;A scanner darkly&lt;/em&gt;), hoje à tarde na Casa de Cultura Mario Quintana. Quase sessão privativa, nunca havia visto um público tão pequeno. Muito não se podia esperar de um horário vespertino, em dia de semana, mas ainda assim é frustrante ver o público que resta para um filme inteligente, de qualidade – e, principalmente, que foge do &lt;em&gt;mainstream&lt;/em&gt; cinematográfico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num futuro próximo, em que quase mais nada escapa à monitoração da polícia, Keanu Reeves é um agente que recebe a missão de investigar a si mesmo por causa do vício em uma poderosa droga, que altera a noção de realidade do usuário. Para recontar a surpreendente história escrita por Philip K. Dick (o mesmo autor das histórias de &lt;em&gt;Blade Runner&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Minority Report&lt;/em&gt;), o diretor Richard Linklater aplicou uma animação – denominada rotoscopia digital – sobre as imagens filmadas, criando uma atmosfera psicodélica e em constante e incômodo movimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temas como drogas, criminalidade, auto-identidade, decadência da sociedade, poder das grandes empresas, controle da informação e da vida privada fazem de “O homem duplo” uma história muito mais real e atual do que a tecnologia fictícia do filme poderia sugerir. Mas, em tempos de Shrek e Piratas do Caribe, quem quer ver um filme sério e ainda com um visual perturbador? Revejo nos jornais que o filme de Linklater estreou em Porto Alegre no dia 8, praticamente junto com o lançamento nacional do DVD. Se mesmo a vida dos arrasa-quarteirão tem sido curta, alguma chance de que “O homem duplo” sobreviva a esta quinta-feira?&lt;/span&gt; &lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;(foto: &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.rottentomatoes.com/m/scanner_darkly/gallery.php?page=6&amp;size=hires&amp;amp;nopop=1"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;http://www.rottentomatoes.com/m/scanner_darkly/gallery.php?page=6&amp;size=hires&amp;amp;nopop=1&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14096935-6582582063080616693?l=ferdibrandblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/feeds/6582582063080616693/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14096935&amp;postID=6582582063080616693&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/6582582063080616693'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/6582582063080616693'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/2007/06/o-homem-duplo.html' title='O público duplo'/><author><name>Ferdibrand</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17962609427698828895</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_Do2GneSuSqM/RkUyZrlcAxI/AAAAAAAAAAc/QG6Uh6KFg10/s320/Foto3.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Do2GneSuSqM/RnnfvP8xXZI/AAAAAAAAAAs/hdld0_AeP5k/s72-c/scanner.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14096935.post-7042107788819582585</id><published>2007-06-17T11:26:00.000-03:00</published><updated>2007-06-17T11:41:47.247-03:00</updated><title type='text'>Carta</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Um feliz encontro entre minha mãe e um de seus ex-alunos deu origem a um depoimento que Sean, o ex-aluno e hoje excelente amigo meu, fez público em seu &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;a href="http://seanhsean.blogspot.com/2007/05/acerto-de-contas.html"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;blog.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; Agora reproduzo a carta que a professora Maria Silvina, minha mãe, escreveu em resposta ao depoimento.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Sean,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não poderia te deixar sem resposta, uma vez que trouxeste à tona sentimentos que me acompanham há quatro décadas – a saudade de meus tempos de bibliotecária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como não sou versada em computação, faço do meu filho e teu amigo, Renato, o portador das minhas palavras em seu &lt;em&gt;blog&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desempenhei funções de professora bibliotecária durante vinte anos e o fiz convicta da minha missão – cativar o aluno para a leitura. Tenho consciência da minha dedicação e amor, posto que eu adorava o que fazia, mas nunca parei para pensar em &lt;em&gt;como&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;quanto&lt;/em&gt; germinariam as sementes que eu plantava. Entretanto, tenho recebido, ao longo dos anos, alguns depoimentos que me fazem considerar o valor do meu trabalho e agradecer a Deus a inspiração e a força que Ele me deu. Esta mesma conduta tive com meus filhos, Renato e Rogério, que, nas palavras de uma professora amiga, eram verdadeiros “ratinhos de biblioteca”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sean, como foram significativos o teu abraço e as tuas palavras quando nos encontramos na festa de 1 ano da minha neta! E eu achando que nem te lembravas de mim!!! Tua atitude tocou profundamente o coração desta “taurina chorona”! Mas afirmo-te, com certeza absoluta, que a tua mãe – a incansável Farisa, que conheci como atuante dinâmica no Clube de Mães da nossa escola – foi a primeira e principal responsável por essa postura de reconhecimento e gratidão que hoje demonstras. Sensibilidade como a que possuis, reforça-me a crença de que o mundo ainda não se deteriorou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obrigada, meu querido Sean, pela alegria que me proporcionaste! Obrigada também aos teus amigos pelos comentários elogiosos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que bom que és amigo do meu filho!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parabéns a tua mãe que te criou tão bem! O meu abraço a ela e um beijo para ti da professora amiga que te deseja muito sucesso na vida.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Maria Silvina&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14096935-7042107788819582585?l=ferdibrandblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/feeds/7042107788819582585/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14096935&amp;postID=7042107788819582585&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/7042107788819582585'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/7042107788819582585'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/2007/06/carta.html' title='Carta'/><author><name>Ferdibrand</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17962609427698828895</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_Do2GneSuSqM/RkUyZrlcAxI/AAAAAAAAAAc/QG6Uh6KFg10/s320/Foto3.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14096935.post-2204023837568573931</id><published>2007-06-11T15:34:00.000-03:00</published><updated>2007-06-11T15:40:19.535-03:00</updated><title type='text'>Memória cinematográfica</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;Numa tarde dessas, uma tia de minha mulher comenta que havia visto na TV um filme com Al Pacino – mas qual era mesmo o filme?, pergunta ela, agora não lembro. Radar acionado ao ouvir o nome de um dos meus atores favoritos, bastou ela dizer que Pacino fazia um detetive que ia para o Alasca para eu responder: deve ser “Insônia”.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;Poucas vezes tenho a resposta assim na ponta da língua, mas dessa vez tive sorte no &lt;em&gt;quiz &lt;/em&gt;a que a tia sem querer me submeteu, talvez por causa de uma piada. Quando “Insônia” estava nos cinemas e eu disse no trabalho que o cineasta (Christopher Nolan) era o mesmo de “Amnésia”, meu chefe disse que o filme seguinte do diretor deveria se chamar “Enxaqueca”.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;Infâmias à parte, pequenas circunstâncias como essa abrem na memória lugar para uma informação. Esse mesmo “Insônia” foi um dos filmes que marcaram, em 2001, minha autodescoberta como cinéfilo (um pouco mais dessa história eu conto &lt;a href="http://ferdibrandblog.blogspot.com/2005/08/16-de-agosto.html"&gt;&lt;strong&gt;aqui&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;). Mas já bem antes disso eu percebi que minha memória, traidora quando o assunto é diálogos, piadas ou decoreba, poderia fazer as pazes comigo em frente a uma tela de cinema.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;Era 1995, e eu assistia ao made for Sessão da Tarde “Lancelot – O primeiro cavaleiro”. O herói era Richard Gere, e o rei Arthur, ninguém menos que Sean Connery. Mas onde diabos eu havia visto antes o príncipe Malagant, vilão da história? Essa pergunta me martelou até quase o final do filme, quando de repente, como se Charlton Heston houvesse erguido os braços em frente ao Mar Vermelho, minha memória encontro o caminho para a informação perdida: o vilão era Ben Cross, um obscuro ator inglês de TV que fez o papel principal em “Carruagens de fogo”, filme que adorei. Era ele mesmo, 14 anos mais velho, um pouco mais gordo e um bocado mais sujo, pois as justas não eram mais em uma raia olímpica.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;Daí em diante, comecei a me divertir tentando encontrar, apenas pela fisionomia, aqueles artistas que, como não nasceram para ser Roberto DeNiro, Brad Pitt ou Angelina Jolie, ficavam esquecidos, perdidos no meio do elenco, muitas vezes injustamente. Assim reencontrei na tela velhos amigos, que eu via de vez em quando e nem notava.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;No diretor de prisão em “À espera de um milagre”, reencontrei o mesmo James Cromwell que foi o fazendeiro de “Babe”. “Bom porco”, ele dizia. Na mortal e estonteante Gail de “Sin City”, estava Rosario Dawson, aquela menina morena de “Kids”. E, em “O senhor dos anéis”, o decrépito rei Théoden não me era estranho; pudera, cinco antes, vi Bernard Hill afundar dignamente com o navio em que era capitão – o “Titanic”, nenhum outro. Isso sem contar o meio-elfo Elrond, ao qual faltavam apenas o paletó e os óculos escuros, não é, mister Anderson?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;Tudo cultura inútil? Não, pois passei a olhar de forma diferente para a tela. Além de abrir novos espaços em minha memória, reforço a certeza de que o cinema não é apenas meia dúzia de grandes astros. Mais inútil é saber com quem está Leonardo DiCaprio ou a última extravagância de Tom Cruise. O talento também pode estar naqueles coadjuvantes ou mesmo nos figurantes, que nunca receberam da indústria a oportunidade certa para fazer parte da memória cinematográfica e por isso permanecem esquecidos.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14096935-2204023837568573931?l=ferdibrandblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/feeds/2204023837568573931/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14096935&amp;postID=2204023837568573931&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/2204023837568573931'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/2204023837568573931'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/2007/06/memria-cinematogrfica.html' title='Memória cinematográfica'/><author><name>Ferdibrand</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17962609427698828895</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_Do2GneSuSqM/RkUyZrlcAxI/AAAAAAAAAAc/QG6Uh6KFg10/s320/Foto3.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14096935.post-2394231179817542113</id><published>2007-05-22T22:49:00.000-03:00</published><updated>2007-05-22T22:56:05.954-03:00</updated><title type='text'>Ina(ni)ção</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Aonde foi o blogueiro? Ele, dono de reino algum, resolveu seguir à risca o nome do blog? Saiu de férias de novo? Ou será que a fonte secou esperando abastecimento na remotíssima próxima viagem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada disso, as idéias brotavam, mas não passavam de seus inícios em folhas perdidas aqui e ali e sufocavam, como que se acostumando a uma inércia vinda sabe-se lá de onde. Ao invés de as palavras inspirarem outras palavras, o blog quase se calou, autofágico. &lt;em&gt;Silence like a cancer grows&lt;/em&gt;, já diria Paul Simon.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto isso, fora do papel, a vida continuava, trazendo fatos e sentimentos, ou seja, palavras possíveis. Uma parente querida que nos deixou, a obra do metrô em São Paulo, o 8 de março, o aniversário de Luísa, o Dia das Mães – a realidade pipocando o tempo todo, só para não me deixar esquecer (que o diga minha amiga &lt;a href="http://borboletakatia.blogspot.com/2007/05/pequim.html"&gt;&lt;strong&gt;Katia K.&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;!) que cada minuto desta vida vale ao menos algumas linhas pelas mãos do artista.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14096935-2394231179817542113?l=ferdibrandblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/feeds/2394231179817542113/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14096935&amp;postID=2394231179817542113&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/2394231179817542113'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/2394231179817542113'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/2007/05/inanio.html' title='Ina(ni)ção'/><author><name>Ferdibrand</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17962609427698828895</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_Do2GneSuSqM/RkUyZrlcAxI/AAAAAAAAAAc/QG6Uh6KFg10/s320/Foto3.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14096935.post-6617712161153829998</id><published>2007-04-23T11:17:00.000-03:00</published><updated>2007-05-22T22:54:24.321-03:00</updated><title type='text'>Desterro</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Do2GneSuSqM/RizAgEW2swI/AAAAAAAAAAU/R-tXq3OZrEQ/s1600-h/ano+2007+181.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5056628138788172546" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_Do2GneSuSqM/RizAgEW2swI/AAAAAAAAAAU/R-tXq3OZrEQ/s320/ano+2007+181.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O Oceano Atlântico e o sol se pondo por trás da Serra Geral me pediram a foto acima – e me deram em troca uma pergunta: por que não morar aqui?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como não bastam como pátria nem a cidade natal nem a mochila, a vida ancorada em um só porto por vezes parece desequilibrar o navio. E então vejo nalgum antigo desterro o verde, o mar e o concreto se unirem de tal forma que quase esqueço o local a que pertenço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem dera todos os desterros fossem assim! Como os açorianos que vieram povoar a ilha, deixo o conforto pela surpresa a cada passo; o ar condicionado, a Internet e as poltronas do cinema dão lugar à brisa, à Via-Láctea e às avenidas à beira-mar, amplas o bastante para nos convencermos de que uma muralha de arranha-céus também pode ser bela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo parou para vermos, em quatro dias, como os ares de metrópole convivem com os de balneário do interior ou de uma velha cidade do Brasil Colônia, escondida pelos edifícios em vielas estreitas. Cidade cercada de praias por todos os lados, onde o inevitável desenvolvimento urbano já causa os transtornos das grandes capitais, mas de onde, em poucos minutos, posso derivar para o horizonte líquido ou uma trilha na mata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, essa paisagem compensa as chuvas freqüentes e a vida cultural ainda incipiente. Apenas a vida construída sobre alicerces mais profundos é que não me traz mais vezes à ilha. Os quatro dias, contudo, bastaram para eu reencontrar as energias e voltar disposto à realidade na terra natal. E, na noite antes de meu retorno a Porto Alegre, miro contente, uma vez mais, a paisagem da foto, agora pontilhada pelas luzes dos barcos, como a refletir na baía a luz das estrelas que velam o sono de Florianópolis. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14096935-6617712161153829998?l=ferdibrandblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/feeds/6617712161153829998/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14096935&amp;postID=6617712161153829998&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/6617712161153829998'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/6617712161153829998'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/2007/04/desterro.html' title='Desterro'/><author><name>Ferdibrand</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17962609427698828895</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_Do2GneSuSqM/RkUyZrlcAxI/AAAAAAAAAAc/QG6Uh6KFg10/s320/Foto3.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Do2GneSuSqM/RizAgEW2swI/AAAAAAAAAAU/R-tXq3OZrEQ/s72-c/ano+2007+181.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14096935.post-6755547344255242815</id><published>2007-03-30T22:58:00.000-03:00</published><updated>2007-05-22T22:55:21.070-03:00</updated><title type='text'>A vida começa...</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_Do2GneSuSqM/Rg3Bz60LreI/AAAAAAAAAAM/PqlQlotTNuk/s1600-h/cake_8.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5047903855057808866" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_Do2GneSuSqM/Rg3Bz60LreI/AAAAAAAAAAM/PqlQlotTNuk/s320/cake_8.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Bem, aqui estou de novo. Sempre voltando, sempre recomeçando. Os 43 dias entre o texto que se vê logo abaixo e o anterior puseram no chinelo as duas semanas a que eu havia me referido em fevereiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As férias não foram o único culpado, os últimos três ou quatro meses foram conturbados para a inspiração, que ia e vinha, apenas deixando inertes, misturadas num saco, algumas palavras em busca de uma continuação. Estranho final para um quadragésimo ano agitado, de descobertas e desilusões, de temores e vitórias, de passos e tropeços, de gente que chegou e gente que se foi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espero poder juntar, nos próximos textos, algumas dessas passagens, mesmo que pareçam caducas. Para a vida começar, é necessário reconciliar-me com esses momentos perdidos no baú, exprimi-los (ou será espremê-los?) e encontrar os momentos novos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Sigamos em frente. Como uma amiga mesmo me disse, não é preciso temer.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14096935-6755547344255242815?l=ferdibrandblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/feeds/6755547344255242815/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14096935&amp;postID=6755547344255242815&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/6755547344255242815'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/6755547344255242815'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/2007/03/vida-comea.html' title='A vida começa...'/><author><name>Ferdibrand</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17962609427698828895</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_Do2GneSuSqM/RkUyZrlcAxI/AAAAAAAAAAc/QG6Uh6KFg10/s320/Foto3.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_Do2GneSuSqM/Rg3Bz60LreI/AAAAAAAAAAM/PqlQlotTNuk/s72-c/cake_8.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14096935.post-8593608697249074071</id><published>2007-03-20T23:52:00.000-03:00</published><updated>2007-03-20T23:56:53.779-03:00</updated><title type='text'>Ventos de março</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O ponteiro das horas já venceu bem mais que metade da curva da noite, mas o sono não me vence. Caem gotas de chuva no telhado, tão esparsas quanto têm sido minhas palavras. “Promessas de vida”? As ditas águas de março, nesta terra, pouco mais são do que promessas. Tanto que permitem que eu abra a janela e misture ao escuro do quarto a cor da madrugada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, o ar é diferente. Agora ele se move e alivia o calor dos últimos meses. &lt;em&gt;Higher wind, lower temperature&lt;/em&gt;, pois o trocadilho é impossível em português. Fecho então os olhos para que a mente se concentre apenas na brisa que anuncia minha estação favorita – e as palavras voltam a fluir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como pode tanta gente não gostar do vento? Há quem se ponha nervoso quando venta, há quem diga que até o trânsito fica mais confuso. Por quê? Hora de vento não deveria ser motivo para voltar para casa na pressa, e sim para apreciar na rua, com calma, o belo espetáculo da virada do tempo, de folhas revoltas no chão e cinzentos mutantes no céu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele não é apenas uma fonte inesgotável de energia; o vento é pai de todas as figuras que enxergamos nas nuvens e também do doce acalanto do mar quebrando na praia. Mais do que o sol e a chuva, o vento transcende os sentidos, carregando mágoas e trazendo inspirações sem que ninguém o veja. Uma manifestação tátil do tempo: por isso, segundo Erico Veríssimo, sempre que acontecia algo importante, estava ventando...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, no entanto, o vento sempre foi o primo pobre das intempéries. O sertanejo agradece aos santos pela chuva na roça, e a cidade se transfere para o litoral à cata de dois metros quadrados de sol na beira da praia. O vento costuma ser lembrado pela areia levantada, pelos cabelos em desalinho ou pelos papéis esparramados, como as folhas do trabalho de Winona Ryder em “Colcha de retalhos”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste país em que os dias frios ficaram no passado, ainda se cultiva a idéia do encontro romântico num tapete, lareira acesa, janelas fechadas... por que não uma janela entreaberta e a agradável música da brisa nos cabelos e na pele? Mesmo com temperaturas amenas, enclausuramo-nos em ares viciados e individualistas e fugimos dessa parte da natureza que, felizmente, não corre risco de extinção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uns dias chove, outros dias bate sol, mas o que eu quero lhe dizer é que, para que um desses dois extremos aconteça, há sempre o vento. Ele é para o tempo como uma transição, uma meia-estação, o lusco-fusco, ou a expectativa de uma mudança em nossas vidas. É por isso que tanto me agrada chegar com Luísa à janela e vê-la sorrir cada vez que o vento lhe acaricia o rostinho.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14096935-8593608697249074071?l=ferdibrandblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/feeds/8593608697249074071/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14096935&amp;postID=8593608697249074071&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/8593608697249074071'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/8593608697249074071'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/2007/03/ventos-de-maro.html' title='Ventos de março'/><author><name>Ferdibrand</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17962609427698828895</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_Do2GneSuSqM/RkUyZrlcAxI/AAAAAAAAAAc/QG6Uh6KFg10/s320/Foto3.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14096935.post-117064469345576569</id><published>2007-02-05T01:00:00.000-02:00</published><updated>2007-02-05T01:04:53.470-02:00</updated><title type='text'>Voltando</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Talvez um que outro de meus dois ou três leitores nem tenha reparado, mas fiquei duas semanas fora do ar. Melhor dizendo, fora destes ares de Porto Alegre, pois fui procurar outros, por absolutamente necessário. Há muito que minha migração para o sul deixou de ser anual, colocando em risco a sobrevivência de minha espécie, que, como já disse aqui, não é deste mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não que eu tenha escapado da necessidade do celular ou das páginas da vida (???) exibida por Pedro Bial todas as noites de verão. Ah, a inevitável TV Osmose! Contudo, a estrada, após dois anos, era o caminho para que eu não fosse pavimentado pela rotina de trabalho, compromissos e poluição – e encontrasse lugares onde pudesse caminhar à noite, ouvir um galo cantar ou enxergar as estrelas – sim, elas ainda estão lá no céu!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foram 1.200 quilômetros em 13 dias, nos quais ignorei completamente Internet, MSN e minha paixão pela sétima arte. No entanto, desconheci a palavra despertador, revi o saudoso mar (que enfim apresentei à minha filha), nele mergulhei relendo “Moby Dick”, e meu olhar pôde atravessar a rua pensando: “O Brasil é do lado de lá”. Apenas não tive muita oportunidade para praticar o espanhol que aprendi, pois &lt;em&gt;en la ciudad de Chuy&lt;/em&gt;, nestes tempos de dólar em baixa, muitos dos funcionários das lojas nasceram do outro lado da rua &lt;em&gt;y hablan Portugués muy bien&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, mais valioso que tudo isso foi o reencontro com outra natureza – a minha própria, ou parte dela. E isso já se manifestava em agosto, quando, em meteórica (como de costume) visita a Bagé, prestigiei a festa do 80º aniversário de uma tia. Esperar dois anos para poder sair da cidade e desfrutar de duas horas com a família! O que traz tamanho apego àquelas dezenas de pessoas, algumas das quais mal conhecemos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sejamos hipócritas, é claro que a afinidade varia muito; antipatizar não é crime, diferenças sempre existem, e talvez algumas amizades de ouro estejam ali escondidas, apenas não foram descobertas porque a disponibilidade de tempo e a distância entre as moradias foram grandezas inversamente proporcionais. Buscamos a família também devido a essa carência, que nunca será satisfeita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa visão mais amarga me fez lembrar Zach Braff, quando, no filme “Tempo de voltar”, diz que família é “um grupo de pessoas que sentem falta do mesmo lugar imaginário”. Foi-se a época das longas visitas entre primos, do tempo livre para passear e brincar. E algumas nem eram tão longas; quando somos pequenos, o tempo parece maior, talvez por isso mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, independentemente daqueles vínculos mais fortes, daquelas pessoas, digamos, “favoritas”, ainda vejo algum magnetismo nessa idéia chamada família. Se há espaço para a aparência, há também para a verdade. Já fui chamado de anti-social devido à timidez, mas, se fosse um misantropo, eu não viajaria 380 quilômetros para voltar na manhã seguinte. O tempo não permite mais que uma família se conheça como em outras épocas, mas ali há pessoas que eu verdadeiramente amo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E na minha recente migração ao sul, da qual estou voltando, os melhores momentos eu passei com algumas dessas pessoas. Notando semelhanças, diferenças, manias, contradições, sensibilidades, pude ver peculiaridades que ainda não conhecia e confirmar as razões que há 30 anos eu mal percebia – e que me causavam nós na garganta nas despedidas. Isso é o que vale desses encontros. A certeza de que, dentre tantos lugares imaginários, ainda há portos seguros onde podemos ver alguma identidade, alguma verdade, e que não serão descobertos se passarmos sempre ao largo, deixando de aproveitar as já poucas oportunidades que o tempo nos dá.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14096935-117064469345576569?l=ferdibrandblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/feeds/117064469345576569/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14096935&amp;postID=117064469345576569&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/117064469345576569'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/117064469345576569'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/2007/02/voltando.html' title='Voltando'/><author><name>Ferdibrand</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17962609427698828895</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_Do2GneSuSqM/RkUyZrlcAxI/AAAAAAAAAAc/QG6Uh6KFg10/s320/Foto3.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14096935.post-116699089814886438</id><published>2006-12-24T18:07:00.000-02:00</published><updated>2006-12-24T18:08:18.173-02:00</updated><title type='text'>Os dois Natais</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Nem bem terminou outubro, e o cessar-fogo televisivo pós-Dia da Criança já era um aviso: Santa Claus is coming to town. Os jovens lindos e sarados, bebendo cerveja na praia, começam a conviver nos intervalos comerciais com a neve, os pinheiros e um batalhão de Papais Noéis encasacados a despeito dos 40 graus – um sincretismo cultural que ninguém, neste país do jeitinho, e miscigenado por natureza, ousa desafiar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa cultura que importamos do norte da linha do Equador e abraçamos sem pestanejar tinha em minha infância uma aura mágica, como se a noite de Natal fosse mesmo diferente das outras, independentemente dos presentes. A sala escura para o pisca-pisca das luzes, o intenso cheiro das folhas da árvore (que ainda era um pinheiro de verdade naquela época) e “A harpa e a cristandade” de Luís Bordon, eu os fotografei mentalmente, temperados por uma estranha sensação de mistério e felicidade contemplativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos poucos, essa fotografia deixou de ter importância no meu álbum, e aquela estranha sensação transferiu-se para outros dias, como o Ano Novo. Sem traumas, como a descoberta de que Papai Noel não existia. E sem uma razão específica... o “adeus” que recebi três dias antes do Natal? Não. A descoberta de que ia à missa apenas por razões sociais? Tampouco. A consciência de que o bom velhinho deixou de ser um santo para trabalhar como garoto-propaganda? Esta contribuiu, mas foi mais conseqüência do que causa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez tenha sido apenas a evolução natural de um caráter. O aniversário de Jesus foi deixado meio de lado, ficando apenas o hábito de reunir a família, cear e trocar presentes. Tradição? Imposição social? Inércia? Um pouco de cada, é provável. Ironicamente, a festa que deveria ser a mais espiritual passou a ser o supra-sumo do comercial. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha visão, não tanto materialista, mas questionadora, então se impôs: existe algo que transcende, mas não tenho certeza de que é isso. E, como se estivesse em um deserto, o da falta de convicção religiosa, já fui tentado a não participar mais dessas comemorações em que o aniversariante é raramente lembrado. Parecia hipocrisia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, em nome de outro Natal, que também surgiu justamente de uma postura mais racional, continuei a presentear os mais próximos e desejar feliz Natal – embora o Ano Novo tenha muito mais efusão. Se valores de outras culturas, como a fidelidade do Islamismo e o apego à tradição no Judaísmo, tanto merecem minha admiração, por que não o hábito de celebrar o nascimento do Deus encarnado homem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada um, em outras palavras, tem seu próprio Natal, e é em respeito à convicção dos outros que desejo felicidades. Se o Cristianismo falhou ao deixar que se perdesse o caráter espiritual de suas mais importantes festas, resta a instância pessoal. O presente não é mera obrigação, é a alegria de presentear e ver um sorriso. Afinal, esses são valores que um dia fotografei e ainda têm posição de destaque em meu álbum.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Então, se o pinheiro é alemão, adornado com lâmpadas como reza a tradição norte-americana, e se Papai Noel é um santo nascido na Ásia Menor e desenhado e vestido pela Coca-Cola, é menos importante. O que importa é a convicção de cada um, que as ações com ela se coadunem e que o Natal, represente ele o que representar, seja um dia feliz. Isso é o que devemos desejar. &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14096935-116699089814886438?l=ferdibrandblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/feeds/116699089814886438/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14096935&amp;postID=116699089814886438&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/116699089814886438'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/116699089814886438'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/2006/12/os-dois-natais.html' title='Os dois Natais'/><author><name>Ferdibrand</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17962609427698828895</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_Do2GneSuSqM/RkUyZrlcAxI/AAAAAAAAAAc/QG6Uh6KFg10/s320/Foto3.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14096935.post-116593328169663273</id><published>2006-12-12T12:19:00.000-02:00</published><updated>2006-12-24T18:10:23.903-02:00</updated><title type='text'>Time is over</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;time.&lt;br /&gt;time to.&lt;br /&gt;time to start.&lt;br /&gt;time to start over.&lt;br /&gt;to start over.&lt;br /&gt;start over.&lt;br /&gt;over.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14096935-116593328169663273?l=ferdibrandblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/feeds/116593328169663273/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14096935&amp;postID=116593328169663273&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/116593328169663273'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/116593328169663273'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/2006/12/time-is-over.html' title='Time is over'/><author><name>Ferdibrand</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17962609427698828895</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_Do2GneSuSqM/RkUyZrlcAxI/AAAAAAAAAAc/QG6Uh6KFg10/s320/Foto3.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14096935.post-116067968060611594</id><published>2006-10-12T15:50:00.000-03:00</published><updated>2006-10-12T16:01:20.633-03:00</updated><title type='text'>Há tempos</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5023/1066/1600/russo.0.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5023/1066/400/russo.0.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Meu herói não morreu de overdose. Levado pela Aids, suas cinzas foram espalhadas em um campo de flores...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso foi há dez anos, completados ontem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exagero chamá-lo de herói; Renato Russo não queria ser exemplo, modelo ou líder para ninguém. Ele apenas queria fazer música. Discreto na vida pessoal, ele expunha nas canções seus problemas, suas preocupações. O tempo, o amor, a juventude, a política, a hipocrisia. E a música que Russo fez, à frente da Legião Urbana, causou controvérsia. O jornalista Adroaldo Streck, por exemplo, via em “Minha papoula da Índia/ Minha flor da Tailândia/ És o que tenho de suave” uma apologia das drogas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até para alguns de seus próprios fãs, o verdadeiro talento de Renato Russo ficou nos três ou quatro primeiros discos da Legião. De fato, o estado depressivo do compositor passou a predominar sobre a capacidade criativa, e, após o álbum “V”, ele começou a se tornar repetitivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas é fato que Russo foi um referencial na cultura pop nacional em uma década que, em outros setores, foi considerada perdida. Tanto que, mesmo após sua morte, ele continuou sendo descoberto pelos adolescentes, a geração para a qual ele geralmente falava – e a discografia da Legião Urbana continuou no catálogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exagero chamá-lo de herói. Contudo, todos nós buscamos, especialmente na época da afirmação do caráter, alguém que ajude a expressar nossos sentimentos, alguém que nos ajude a encontrar nossa própria identidade. Para mim, em tempos de colégio e de faculdade, a Legião era a música das festas, a descoberta de amigos pela comunhão de idéias, um show inesquecível que a banda fez para 17 mil pessoas no Gigantinho...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por trás da denúncia das canções bate-estaca da primeira fase da Legião, estava um artista para quem “é preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã”. Apesar de ver a esperança dispersa, ainda acreditava que “o que vem é perfeição”. Prevendo a vida curta que teria, a pressa de viver e de dizer é que fez com que o tempo de Renato Russo não tivesse sido um tempo perdido.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Foto:  &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.virgula.com.br/musica/fotos/f6625.jpg"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;http://www.virgula.com.br/musica/fotos/f6625.jpg&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14096935-116067968060611594?l=ferdibrandblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/feeds/116067968060611594/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14096935&amp;postID=116067968060611594&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/116067968060611594'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/116067968060611594'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/2006/10/h-tempos.html' title='Há tempos'/><author><name>Ferdibrand</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17962609427698828895</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_Do2GneSuSqM/RkUyZrlcAxI/AAAAAAAAAAc/QG6Uh6KFg10/s320/Foto3.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14096935.post-116043894782152655</id><published>2006-10-09T21:04:00.000-03:00</published><updated>2006-10-09T21:09:07.836-03:00</updated><title type='text'>Palavra contida</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Talvez nem saiba a sorte desmedida&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Que eu vi trazeres pela tua mão&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Talvez nem sinta o doce olor da vida&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Que eu vi soprares rumo ao coração.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O teu olhar parece que não vejo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Gritando o que nem pede um sussurrar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Palavra, o teu som é um ensejo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Que o sonho teima, não quer enxergar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A tez do sentimento se arrepia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ao toque aconchegante desta voz.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Por que, então, um'alma silencia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;E impede que eu e eu se tornem nós?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Perguntas tantas o teu peito trouxe&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Que a tímida resposta se contém&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Por trás deste silêncio a alma é doce&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Amargo é parecer o amor desdém.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14096935-116043894782152655?l=ferdibrandblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/feeds/116043894782152655/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14096935&amp;postID=116043894782152655&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/116043894782152655'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/116043894782152655'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/2006/10/palavra-contida.html' title='Palavra contida'/><author><name>Ferdibrand</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17962609427698828895</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_Do2GneSuSqM/RkUyZrlcAxI/AAAAAAAAAAc/QG6Uh6KFg10/s320/Foto3.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14096935.post-115992236859431289</id><published>2006-10-03T21:35:00.000-03:00</published><updated>2006-10-03T21:39:28.620-03:00</updated><title type='text'>Reflexões sobre uma eleição</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;I&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Ao final de tudo, não votei no candidato “Anula Lá”, do qual fiz propaganda algumas vezes. Não que eu tivesse encontrado candidatos a quem eu confiaria a guarda de minha casa, como disse o presidente do TSE, Marco Aurélio Mello, na televisão. O fato é que, apesar da argumentação ultrapassada, lembrando um romântico Lula pré-1989, mas sem metade da habilidade, Heloísa Helena me parece mais autêntica. E, para o governo do Estado, não havia chance de comparação entre Olívio Dutra e um hipotético segundo turno entre Yeda Crusius e Germano Rigotto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também é fato que estamos nas mãos da legislação, que ignora na contagem final os votos brancos e nulos – ou seja, não permite a abstenção como forma de protesto. Somos obrigados a votar, não no candidato melhor, mas no menos pior. Afinal, discordo de Cristovam Buarque quando disse que o brasileiro não é corrupto por natureza. É sim, senador, essa é a cultura em que vivemos: todos, podendo, querem tirar sua casquinha. E, ironicamente, esse é um dos motivos pelos quais não anulei meu voto. Mas que deu uma vontade grande, isso deu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;II&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouvi um pedaço da primeira entrevista que Olívio Dutra concedeu como candidato a governador no segundo turno. Votei nele por simpatia, pelo histórico de honestidade e por falta de melhores nomes, mas o discurso de Olívio está cada vez mais cansativo e vazio. Entendo perfeitamente e concordo com ele quando diz que &lt;em&gt;o Estado é um espaço de construção da cidadania&lt;/em&gt; ou cita o &lt;em&gt;protagonismo do povo&lt;/em&gt; como orientador de sua política. Mas que significado têm essas palavras para o cidadão comum, o operário, o trabalhador informal?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse discurso, que já vem dos tempos da eleição à Prefeitura de Porto Alegre (1988), é tão vago quanto o de tantos desconhecidos candidatos a deputado federal que traziam como principal proposta a &lt;em&gt;mudança no Congresso&lt;/em&gt;. Olívio tem tido sorte, ainda mais numa campanha sem ímpeto como a deste ano, ao transformar palavras imprecisas, como &lt;em&gt;dialogar com as pessoas de bem&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;resgatar a democracia&lt;/em&gt;, em votos. Mas haja sorte! &lt;em&gt;Unir as forças do campo democrático&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;espraiar&lt;/em&gt; o número de votos e vencer Yeda no segundo turno não será nada fácil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;III&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;José Roberto Arruda, deputado “pianista” envolvido no caso da violação do painel eletrônico da Câmara e que havia renunciado ao mandato, elegeu-se governador do Distrito Federal no primeiro turno. Fernando Collor de Mello, quem diria, foi eleito senador das Alagoas pelo PRTB. Outros nomes? Antonio Palocci, Paulo Maluf... E eu que pensava que tinha a memória fraca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;IV&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada eleição é decidida por determinadas atitudes do eleitorado, que podem confirmar ou desmentir tendências. Um fenômeno o desencanto com Lula que captei aqui e ali: alguns eleitores realmente achavam que ele seria um “salvador da pátria”. Bem, o partido do vice de Lula, em 2002, já desmentia essa tese. Confiar em Lula, desapontar-se e, como punição, votar em Geraldo Alckmin é prova da volatilidade da consciência política do brasileiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas nada se comentou mais, em Porto Alegre, do que a migração de votos de Germano Rigotto para Yeda Crusius. Levando em conta a pesquisa do jornal Correio do Povo publicada no dia 29 de setembro, Rigotto perdeu, nos três dias até a eleição, exatos 296.131 votos, ou seja, quase 100 mil votos por dia. Se o eleitorado do governador Rigotto queria impedir um segundo turno entre ele e Olívio, conseguiu.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14096935-115992236859431289?l=ferdibrandblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/feeds/115992236859431289/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14096935&amp;postID=115992236859431289&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/115992236859431289'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/115992236859431289'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/2006/10/reflexes-sobre-uma-eleio.html' title='Reflexões sobre uma eleição'/><author><name>Ferdibrand</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17962609427698828895</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_Do2GneSuSqM/RkUyZrlcAxI/AAAAAAAAAAc/QG6Uh6KFg10/s320/Foto3.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14096935.post-115957211212112022</id><published>2006-09-29T20:08:00.000-03:00</published><updated>2006-09-29T20:44:10.500-03:00</updated><title type='text'>Debate-papo</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5023/1066/1600/86752.2.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5023/1066/320/86752.2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Estava na cara que o presidente não participaria do debate de ontem à noite na TV Globo. Por que Lula iria se expor, faltando três dias para a eleição, com as pesquisas sorrindo e os candidatos de oposição mostrando as garras? Por que Lula teria a necessidade de confessar, frente a Geraldo Alckmin, Cristovam Buarque e Heloísa Helena, que não sabia de nada da corrupção que acontece dentro do seu governo?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Lula tem mais sorte que juízo. Os R$ 95,00 do Bolsa Família falam muito mais alto que os R$ 1,7 milhão do dossiê dos Vedoin ou mesmo os R$ 70 milhões da máfia dos sanguessugas. Esses R$ 95,00 é que deverão fazer do torneiro mecânico presidente até 2010 - e em primeiro turno. Garantidos esses reais no fim do mês, qual o problema se o presidente desconhece maracutaias ou ignora a importância de enfrentar na TV seus oponentes? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O presidente esvaziou, desqualificou o debate, transformado que foi em uma conversa de bar, um bate-papo amigável, os outros candidatos concordando entre si a maior parte do tempo. Só faltou a cervejinha. Apenas Heloísa Helena fincou o pé com mais força, ao atacar, além de Lula, os oito anos do governo FHC, respingando em Alckmin. De resto, parafraseando Cristovam Buarque, foi um debate doce, só que sem revolução nenhuma. Eymael é que gostaria de estar lá - porque, mais uma vez, Lula deixou a cadeira vazia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;(Foto: &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.agorams.com.br/imagens/fotos/86752.jpg"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;http://www.agorams.com.br/imagens/fotos/86752.jpg&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14096935-115957211212112022?l=ferdibrandblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/feeds/115957211212112022/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14096935&amp;postID=115957211212112022&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/115957211212112022'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/115957211212112022'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/2006/09/debate-papo.html' title='Debate-papo'/><author><name>Ferdibrand</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17962609427698828895</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_Do2GneSuSqM/RkUyZrlcAxI/AAAAAAAAAAc/QG6Uh6KFg10/s320/Foto3.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14096935.post-115906887046955554</id><published>2006-09-24T00:28:00.000-03:00</published><updated>2006-09-26T22:15:58.290-03:00</updated><title type='text'>Saudades, saudades</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Pego o jornal e lá está na capa a tradicional foto dos premiados se acotovelando no palco do Palácio dos Festivais, em Gramado. Outro dia, é um novo ciclo de filmes exóticos - sejam eles russos, iranianos ou brasileiros. Mais um pouco e já estão falando de novo no Oscar. Parece que é tudo só para me lembrar de que há dois intermináveis meses eu não entro em uma sala de cinema. Em outros tempos, era bem mais fácil conferir a programação e decidir o filme a que eu assistiria dali a meia hora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas nem preciso ir muito longe: em fevereiro último, quatorze vezes meus artistas favoritos me viram no cinema, em meio ao público. Agora, que a rotina é outra, se mal consigo ver os filmes pipoca, que se dirá dos que estimulam as células cinzentas a funcionar e o espectador a ficar em casa? Saber que tantos filmes são exibidos para o meu lugar vazio no cinema me enche de uma melancolia, de saudades que aos poucos vou tentando matar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que saudades? Dos artistas do cinema, dos diretores, da obra de arte chamada filme. Foi para matar saudade de Kevin Spacey que fui ver o pipoquésimo “Superman returns”. Sou conservador demais, dirão alguns, mas nada se compara ao Lex Luthor de Gene Hackman, menos louco e (deliciosamente) mais irritante. E, claro, Brandon Routh, com a difícil tarefa de suceder a Christopher Reeve, prova que quem nasceu para Superman nunca conseguirá ser Clark Kent.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Matei saudades encontrando Elijah Wood na locadora, olhos esbugalhados atrás de fundos de garrafa e um campo de girassóis à volta. “Uma vida iluminada” – o que dizer, então, do filme, um tocante e bem-humorado road movie? Bárbaro o choque cultural mostrando que não apenas os judeus seguem em busca de seu passado e suas origens; os países surgidos do fim da União Soviética também vivem, à cata de algum futuro, uma crise de identidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na locadora também cruzei com Ben Kingsley, que há tempos não encontrava. Quase irreconhecível atrás da maquiagem de Fagin, ele honrou o “Oliver Twist” de Roman Polanski, um belo e cuidado filme, mas que não me contagiou. Kingsley continua provando sua capacidade para encarnar qualquer personagem – em qualquer ponto do gradiente entre Gandhi e o ultraviolento Don Logan de “Sexy beast”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saudades, saudades. Ainda há muitas das quais tenho que me livrar. Natalie Portman havia sido um grato encontro em “V de vingança”, mas convenhamos: a voz de Hugo Weaving, apenas, não conta. Saudades, saudades. E pensar que há alguns meses eu me perguntava apenas por Winona Ryder. É por culpa minha, mas onde estão a camaleônica Cate Blanchett, o doce e tristonho olhar de Claire Danes, a versatilidade de Edward Norton, as mulheres, os homens e os gays de Almodóvar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até a semana passada, a trilogia dos mutantes de Charles Xavier ainda estava inconclusa para este pretenso cinéfilo, que se apraz tanto com o alternativo quanto com o arrasa-quarteirão. E, afinal, M. Night Shyamalan é um gênio ou um embuste? Como o &lt;a href="http://seanhsean.blogspot.com/2006/09/risveis-horrores-aceitar-o-universo-de.html"&gt;&lt;strong&gt;Sean Hagen&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt; optou pela segunda alternativa, eu, que gosto do trabalho do cineasta indiano, lamentei ainda mais o fato de ter deixado “A dama na água” sair de cartaz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois que os olhos de Luísa se abriram, literalmente uma nova vida surgiu diante de mim, e meus amigos de celulóide não poderão mais me ver sempre que quero. Essa arte chamada de sétima (e que seria primeira se de mim dependesse) está me ensinando outra, a arte da paciência. E espero ter a mesma paciência que vocês têm tido com minha ausência, meus saudosos amigos.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14096935-115906887046955554?l=ferdibrandblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/feeds/115906887046955554/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14096935&amp;postID=115906887046955554&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/115906887046955554'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/115906887046955554'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/2006/09/saudades-saudades.html' title='Saudades, saudades'/><author><name>Ferdibrand</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17962609427698828895</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_Do2GneSuSqM/RkUyZrlcAxI/AAAAAAAAAAc/QG6Uh6KFg10/s320/Foto3.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14096935.post-115841747594927324</id><published>2006-09-16T11:05:00.000-03:00</published><updated>2006-09-16T11:42:35.833-03:00</updated><title type='text'>Auto-retratos</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5023/1066/1600/Frida_Kahlo_without_hope.png"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5023/1066/320/Frida_Kahlo_without_hope.png" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Dois olhos me olham da tela&lt;br /&gt;E fixos adentram o peito;&lt;br /&gt;Perguntam: agora o que é feito&lt;br /&gt;Dos sonhos – os meus e os dela?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os olhos me auto-retratam&lt;br /&gt;Da moça que jaz impaciente;&lt;br /&gt;As dores que aguçam a mente&lt;br /&gt;São gêmeas das dores que matam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, qual retrato de Frida&lt;br /&gt;O artista já sem esperança&lt;br /&gt;Da dor vencedora descansa&lt;br /&gt;Vencido, vomita a vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a arte (o artista é quem nota)&lt;br /&gt;Na vida é única fresta:&lt;br /&gt;A tela, este corpo que resta,&lt;br /&gt;A tinta, este sangue que brota.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Tela: Frida Kahlo, "&lt;em&gt;Sin esperanza&lt;/em&gt;". &lt;a href="http://i24.photobucket.com/albums/c21/agentlain/Frida_Kahlo_without_hope.gif"&gt;http://i24.photobucket.com/albums/c21/agentlain/Frida_Kahlo_without_hope.gif&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14096935-115841747594927324?l=ferdibrandblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/feeds/115841747594927324/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14096935&amp;postID=115841747594927324&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/115841747594927324'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/115841747594927324'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/2006/09/auto-retratos.html' title='Auto-retratos'/><author><name>Ferdibrand</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17962609427698828895</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_Do2GneSuSqM/RkUyZrlcAxI/AAAAAAAAAAc/QG6Uh6KFg10/s320/Foto3.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14096935.post-115811185256994615</id><published>2006-09-12T22:37:00.000-03:00</published><updated>2006-09-12T22:45:05.670-03:00</updated><title type='text'>Situação crônica</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Às vezes, ele está mais calmo. Outras vezes, dói no ouvido. Esta semana tem doído tanto que não houve como não falar na pseudocrônica que Pedro Bial tem feito na viagem do Jornal Nacional pelo interior do Brasil. E imaginá-la por escrito, como está eternizada no site da Globo, chega a ser constrangedor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segunda-feira, em &lt;a href="http://jornalnacional.globo.com/Jornalismo/JN/0,,AA1268420-3579-537973-32898,00.html"&gt;&lt;em&gt;Belém do Pará&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;, o âncora do BBB ia bem até dizer que a caravana JN estava tomada “pela febre da estrada”. Percebem-se os efeitos. Depois, o filósofo Benedito Nunes, entrevistado do dia, comentava sua distância dos grandes centros: “A margem sempre me dá um distanciamento. Eu sempre fui um marginal”. E a pérola bialesca, navegando pela margem errada: “Não há marginal mais doce e íntegro”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://jornalnacional.globo.com/Jornalismo/JN/0,,AA1269761-3579-538496-32898,00.html"&gt;&lt;em&gt;Na terça&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;, insisti outra vez em acompanhar a caravana, mais por inércia que por crédito às histórias que Bial tem a contar. O ônibus foi substituído por um barco, que margeia a Ilha de Marajó rumo ao rio Amazonas. E o sol torrando as células cinzentas: “No mapa o labirinto de braços de rios até parece fazer sentido. A olho nu, horizonte exagerado”. Bial começa a ver coisas: “Às margens, o povo em rebuliço acena para nós”. Eu pensei ter visto seis ou sete crianças acenando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Achei válido, realmente interessante, o Jornal Nacional querer mostrar um pouco das paisagens, da cultura e das vozes do nosso país. Mas uma empreitada desse tamanho, para cobrir 8,5 milhões de quilômetros quadrados em apenas dois ou três minutos a cada dia, ao longo de dois meses, merecia mais informação, mais objetividade e menos enfeites com as palavras. O espectador perde seu tempo; Bial, oportunidades diárias de ficar calado; e a Globo, a chance de compor uma série jornalística memorável.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14096935-115811185256994615?l=ferdibrandblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/feeds/115811185256994615/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14096935&amp;postID=115811185256994615&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/115811185256994615'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/115811185256994615'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/2006/09/situao-crnica.html' title='Situação crônica'/><author><name>Ferdibrand</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17962609427698828895</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_Do2GneSuSqM/RkUyZrlcAxI/AAAAAAAAAAc/QG6Uh6KFg10/s320/Foto3.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14096935.post-115791074769594259</id><published>2006-09-10T14:51:00.000-03:00</published><updated>2006-09-10T14:52:27.710-03:00</updated><title type='text'>Pulsar</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Procuro o pulsar de uma veia escondida&lt;br /&gt;Saber-te lembrada nalgum mundo estranho&lt;br /&gt;Alegra, mas vejo que, feito as ondas,&lt;br /&gt;Amigo, os dias não são todo dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aléias em flores, rasgadas com zelo&lt;br /&gt;Amor pede tempo e ainda à espera&lt;br /&gt;Dar vida às imagens, prazer indizível&lt;br /&gt;Lá fora a turba anseia e se esquece&lt;br /&gt;O sol do inverno, o aroma do campo&lt;br /&gt;Inveja e ciúme, distância e desprezo&lt;br /&gt;Saudade estampada nos braços abertos&lt;br /&gt;Silêncio que grita oculta tristeza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Transforma-se a vida, um nada após outro&lt;br /&gt;E encontro o pulsar espontâneo dos dias.&lt;br /&gt;Se muito o artista pergunta à lembrança&lt;br /&gt;Responde a memória na folha em branco.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14096935-115791074769594259?l=ferdibrandblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/feeds/115791074769594259/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14096935&amp;postID=115791074769594259&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/115791074769594259'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/115791074769594259'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/2006/09/pulsar.html' title='Pulsar'/><author><name>Ferdibrand</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17962609427698828895</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_Do2GneSuSqM/RkUyZrlcAxI/AAAAAAAAAAc/QG6Uh6KFg10/s320/Foto3.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14096935.post-115766320997889821</id><published>2006-09-07T18:05:00.000-03:00</published><updated>2006-09-07T18:06:49.996-03:00</updated><title type='text'>Sete de Setembro</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Há alguns dias, encontrei, entre as páginas de um livro antigo, uma bandeira do Brasil. Ela era igual àquelas que recebíamos na escola e, ingenuamente, acenávamos na Semana da Pátria, sem termos noção do que aquele retângulo de papel verde-amarelo realmente representava. Para mim, eram manhãs ensolaradas de inverno, desfiles por obrigação, “Já podeis da Pátria filhos” e a vaga idéia de que vivíamos no melhor dos países.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, por mais forte que fosse a tão criticada imagem ufanista que os governos militares quisessem dar ao Brasil – sim, quando aprendi a ler e escrever o presidente era Médici –, uma sutil maré contrária acabou se mostrando mais poderosa que este país que vai pra frente. Afinal, eram oito anos de ditadura militar contra 472 de subserviência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não admira que patriotismo sempre tenha me parecido uma idéia confusa. Desfilar e cantar o hino contra a vontade mostrava tanto fundamento quanto associar o &lt;em&gt;salesman&lt;/em&gt; Papai Noel a um Cristo despojado, nascido numa manjedoura. Tudo porque, entre um Sete de Setembro e outro, temos 364 dias de complexo de inferioridade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que sejamos uma terra de degredados, de cidadãos de segunda classe, de um rei que abandonou apavorado sua pátria. O problema é ainda nos sentirmos assim após tanto tempo. Afinal, os ingleses de segunda classe também cruzavam o Atlântico, rumo aos futuros Estados Unidos. Alguém um dia disse, e desde então, acreditamos, que o importado é sempre melhor. Nós, gaúchos, particularmente, chegamos ao ponto de nos acharmos melhores que o resto do país, salvos que fomos pela herança italiana e germânica. Racistas, nós? E brasileiro é raça?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é à toa que achamos ridículos ingleses e norte-americanos quando vestem roupas &lt;em&gt;à la&lt;/em&gt; The Union Jack ou Stars and Stripes. O que se diz de alguém que ousa trajar verde e amarelo? “Parece uma bandeira do Brasil!” E qual é o problema? Ou quer me enganar que não ouvi um tom pejorativo na pergunta?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tamanho de nosso patriotismo equivale ao das conquistas da Seleção. A Copa do Mundo é o único evento que vale a pintura dos meios-fios em verde e amarelo, e a certeza do hexa foi transformada, em apenas 90 minutos contra a França, na certeza de que nunca chegaríamos lá com aquele time.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contribuem para essa visão nossa formação, nossa história, nossos governantes, mas também cada brasileiro, todos os dias. Temos um país rico, exuberante, com um povo inteligente, criativo – mas que não se ama. Não é o caso de louvar um ufanismo que existia para nos alienarmos e fecharmos os olhos para os desmandos de duas décadas de generais. É o caso de olharmos para nós mesmos e acreditarmos que podemos querer e ter o melhor para a nação. Se o ufanismo aliena, o baixo amor-próprio do brasileiro também, pois, fora o futebol, a Marquês de Sapucaí e a beleza feminina, não temos identidade, não procuramos nada do que nos orgulhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A solução? Isso passa pela educação, pela cultura, por décadas e décadas de melhor sorte nos governos. Séculos, talvez. A começar pela exigência dos pequenos direitos do cotidiano. Se não exigirmos, não nos será dado. Aos poucos, quem sabe, a idéia do direito de cada um possa alastrar-se e infiltrar-se na mente da nação que, lá fora, há de mostrar quem realmente podemos ser. Cidadãos que têm orgulho de seu país, seus símbolos e que podem legitimamente, no Sete de Setembro, comemorar sua independência das outras nações.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14096935-115766320997889821?l=ferdibrandblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/feeds/115766320997889821/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14096935&amp;postID=115766320997889821&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/115766320997889821'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/115766320997889821'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/2006/09/sete-de-setembro.html' title='Sete de Setembro'/><author><name>Ferdibrand</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17962609427698828895</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_Do2GneSuSqM/RkUyZrlcAxI/AAAAAAAAAAc/QG6Uh6KFg10/s320/Foto3.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14096935.post-115494843522813700</id><published>2006-08-07T07:57:00.000-03:00</published><updated>2006-08-07T08:00:35.243-03:00</updated><title type='text'>Longe</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Mirando ao longe os campos que passam&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Meus dedos agarram as curvas da estrada&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Arados que deixam sementes de asfalto&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;E ligam da realidade dois nadas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Desisto do tempo parado no tempo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Sereno não faço da ruga o disfarce&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;E busco nalgum olvidado futuro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Um dia que o dia esqueceu de lembrar-se.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Perdido num ponto entre o sonho e a noite&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Pretendo acordar na suave aragem&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Carícia invisível que tece cabelos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ao anjo que faz companhia à paisagem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Bailando alegre um sorriso viaja&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Certeza de paz no olhar que inebria&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Se é longe que as asas afagam a pele&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;É longe que quero sonhar noite e dia.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14096935-115494843522813700?l=ferdibrandblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/feeds/115494843522813700/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14096935&amp;postID=115494843522813700&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/115494843522813700'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/115494843522813700'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/2006/08/longe.html' title='Longe'/><author><name>Ferdibrand</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17962609427698828895</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_Do2GneSuSqM/RkUyZrlcAxI/AAAAAAAAAAc/QG6Uh6KFg10/s320/Foto3.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14096935.post-115489591850216502</id><published>2006-08-06T17:18:00.000-03:00</published><updated>2006-08-06T17:25:18.516-03:00</updated><title type='text'>Instinto paternal</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Leio na revista Época a respeito de uma pesquisa, feita na Inglaterra, com 8.400 homens que acabaram de ser pais. Destes, 3,6% apresentavam tristeza, irritabilidade e ansiedade, sinais do que poderia ser chamado de depressão pós-parto masculina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viro-me então para o lado. Ali, deitada, Luísa me olha atentamente enquanto leio, os braços agitando-se, como que buscando um mundo que, para ela, tem apenas três meses de existência. Custo a desviar de novo o olhar, pois existe algo além de curiosidade mútua ou do laço de sangue que nos une. Em algum recôndito do DNA, esse misterioso software da vida, a evolução caprichosamente reservou aos dois, pai e filha, uma estranha e irresistível afeição, pronta para aflorar no momento em que Luísa nascesse. Tão inexplicável quanto a idéia de depressão pós-parto masculina, eu tinha instinto paternal e não sabia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não que a chegada de minha filha não tenha trazido momentos de insegurança, cansaço, nervosismo ou “o que é que eu faço agora?”. No entanto, vejo, aqui e ali, que, se cada vez mais o homem toma parte da criação dos filhos, chegando a ser presença freqüente na hora do parto, em muitos casos ele ainda resiste à quebra dos tabus, recusando-se inclusive a segurar um bebê. Felizmente, a barriga que abrigou Luísa por oito meses me mostrou que eu não estava no segundo grupo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei de homens que ridicularizam o efeito produzido pela chegada de um bebê a um ambiente onde há mulheres. Posso não ficar tão eufórico – eu nem acho que “todos os bebês são lindos”, como há quem diga. Luísa, entretanto, me ajudou a compreender o que acontece nessas ocasiões. Se ela me propiciou uma indescritível sensação de realização, alegria e orgulho quando pude levá-la ao vidro do berçário, o que se dirá da mulher, que tem na geração de um filho talvez seu maior desígnio, marcado em nível cromossômico?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;“Existe amor maior?”, já me perguntou uma amiga. Não sei, pois, se cada amor é diferente, como sempre considerei, o amor da mãe e o do pai também não podem ser comparáveis. Eu mesmo não sabia o que sentiria no momento em que visse Luísa, e o amor por minha filha, que eu mal conseguia imaginar, ainda estou descobrindo dia após dia. Um misterioso e encantador recado que Luísa tem me dado sempre que ela se pára a me fitar os olhos, com suas janelas da alma brilhantes e azul-acinzentadas.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14096935-115489591850216502?l=ferdibrandblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/feeds/115489591850216502/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14096935&amp;postID=115489591850216502&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/115489591850216502'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/115489591850216502'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/2006/08/instinto-paternal.html' title='Instinto paternal'/><author><name>Ferdibrand</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17962609427698828895</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_Do2GneSuSqM/RkUyZrlcAxI/AAAAAAAAAAc/QG6Uh6KFg10/s320/Foto3.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14096935.post-115420364792490139</id><published>2006-07-29T17:02:00.000-03:00</published><updated>2006-07-29T17:42:52.543-03:00</updated><title type='text'>O poeta e o cata-vento</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5023/1066/1600/quintana.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5023/1066/320/quintana.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Num dia distante no tempo&lt;br /&gt;A arte de um homem nascia&lt;br /&gt;E o pássaro da poesia&lt;br /&gt;Mostraria&lt;br /&gt;As asas do seu pensamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adulto, agora lamento&lt;br /&gt;Que quando o poeta vivia&lt;br /&gt;Menino eu não percebia&lt;br /&gt;Que um dia&lt;br /&gt;O verso virasse alimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Captando do nada o momento&lt;br /&gt;E vendo o que mais ninguém via&lt;br /&gt;Fazendo do ar alegria –&lt;br /&gt;Quem diria?&lt;br /&gt;O poeta é também cata-vento.&lt;/span&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;em&gt;(foto: &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.bmsr.com.br/diario/detalhe.asp?cod=181"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;em&gt;http://www.bmsr.com.br/diario/detalhe.asp?cod=181&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;em&gt;)&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14096935-115420364792490139?l=ferdibrandblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/feeds/115420364792490139/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14096935&amp;postID=115420364792490139&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/115420364792490139'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/115420364792490139'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/2006/07/o-poeta-e-o-cata-vento.html' title='O poeta e o cata-vento'/><author><name>Ferdibrand</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17962609427698828895</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_Do2GneSuSqM/RkUyZrlcAxI/AAAAAAAAAAc/QG6Uh6KFg10/s320/Foto3.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14096935.post-115322091018200700</id><published>2006-07-18T08:07:00.000-03:00</published><updated>2006-07-18T08:12:12.970-03:00</updated><title type='text'>Não sou deste mundo</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Olho para um rosto sereno e silencioso, mas ele não me é indiferente. Algo nele me perturba, como se no fundo me questionasse quem, afinal, eu sou - e afasta o meu olhar. Quando tiver a coragem de olhar, como fazia Oscar Wilde, diretamente para as pupilas, perceberei por que aquele rosto me perturba. Estarei olhando para alguém como eu, que não faço parte deste mundo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Quantos rostos impassíveis não ocultam de fato um coração que sangra? Quantas felicidades exuberantes na verdade dizem, por Deus, estou só, olhem para mim? Diria mais, quantas felicidades há?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Vejo no mundo que me deram um tamanho desequilíbrio que eu, terráqueo, não me sinto em casa. Os olhos sérios e já esgotados dos transeuntes. As esquinas frias, duras e cinzentas. O choramingar da mulher frente às moedas na caixa de sapatos. O menino que bate na mãe. A cultura falsificada que entope as ruas e os nascedouros de uma arte legítima. Os sonhos, as histórias e a sabedoria que a criança deixou de adquirir porque o governo garante aprovação na escola. Dinheiro, vantagem, poder, corrupção, mediocridade. O mundo padronizado pelas grandes corporações. O amor obrigado. Amor? Não, obrigado.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Esse jeito mediano e igual de pensar e agir me horroriza - pela liberdade que se deixa perder e pelo fato de eu não ser aceito se não pensar mediano também. As palavras têm sentidos miúdos e as almas são pequenas, já diria Fernando Pessoa... Que espaço haverá ainda para o olhar romântico, a cultura espontânea e verdadeira, a liberdade de expressão, o trabalho no lugar da preguiça, a justiça no lugar da vantagem, a filosofia em vez do fast-food, a poesia em vez da azia?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Então olho novamente para aquele rosto silencioso que não me era indiferente. Uma luz distinta e inexplicável naquele olhar me diz que ele chegou a ficar perturbado, também, em minha presença. Afinal, uma identidade que se deixou perceber.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Aqui e ali encontro pupilas assim, leais mas questionadoras, ambiciosas mas generosas, doces mas com um saboroso tempero picante. No fundo, somos todos nós almas sedentas de justiça, de liberdade, de paixão - mas diminuídas por este mundo mediano que não nos pergunta a cota necessária para a sobrevivência. É quando encontro esses olhos que vejo que nós, terráqueos de outro mundo, não estamos sós.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14096935-115322091018200700?l=ferdibrandblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/feeds/115322091018200700/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14096935&amp;postID=115322091018200700&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/115322091018200700'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/115322091018200700'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/2006/07/no-sou-deste-mundo.html' title='Não sou deste mundo'/><author><name>Ferdibrand</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17962609427698828895</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_Do2GneSuSqM/RkUyZrlcAxI/AAAAAAAAAAc/QG6Uh6KFg10/s320/Foto3.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14096935.post-115272664360899580</id><published>2006-07-12T14:49:00.000-03:00</published><updated>2006-07-12T14:50:43.630-03:00</updated><title type='text'>Tide</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Just like the gray clouds blue sky will bring,&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Just like a new one follows the old tide,&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Don't leave the kingdom without a king;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Time ought to help you to find your own side.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14096935-115272664360899580?l=ferdibrandblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/feeds/115272664360899580/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14096935&amp;postID=115272664360899580&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/115272664360899580'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/115272664360899580'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/2006/07/tide.html' title='Tide'/><author><name>Ferdibrand</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17962609427698828895</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_Do2GneSuSqM/RkUyZrlcAxI/AAAAAAAAAAc/QG6Uh6KFg10/s320/Foto3.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14096935.post-115258611579204761</id><published>2006-07-10T23:42:00.000-03:00</published><updated>2006-07-10T23:48:36.123-03:00</updated><title type='text'>Faltou a poção mágica</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Estamos em 2006... todo o mundo foi conquistado pelos romanos. Todo? Sim! Desta vez, nem os irredutíveis gauleses, comandados pelos guerreiros Henrix e Zidanix, conseguiram deter a Squadra Azzurra, tetracampeã mundial de futebol. E, pela primeira vez, tive que concordar com Galvão Bueno, que me inspirou a abertura deste texto. Por Tutatis!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já ouvi dizer que o problema de Galvão Bueno é não ser narrador, e sim torcedor enquanto narra. Não acho. Se fosse torcedor, ele não teria tanta dificuldade para apontar o que todo mundo viu: desde o início da Copa do Mundo recém-terminada, a Seleção Brasileira não mostrou condições de chegar às finais, quanto mais de se dizer “a maior favorita” para vencer a competição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se houve alguma justiça na Copa da Alemanha, foi a desclassificação do Brasil. Pois, de resto, como escreveu Hiltor Mombach no Correio do Povo, em futebol não há justiça, há resultados. Lugares-comuns à parte, a Itália sagrou-se tetracampeã, mas, nas oitavas-de-final, classificou-se contra a Austrália com um pênalti, aos 47 do segundo tempo, que não existiu. E, na final, derrotou nas penalidades uma França muito superior com a bola rolando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Copa da Alemanha também foi a Copa que desclassificou uma seleção – a Suíça – sem que tomasse um gol. E a Copa em que o melhor jogador – Zidane – decidiu, no dia da aposentadoria, desferir contra o peito do zagueiro italiano Materazzi uma cabeçada que mais parecia um golpe de menir do gaulês Obelix. Que oportunidade perdida para o &lt;em&gt;grand finale&lt;/em&gt; de uma carreira!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Itália, por outro lado, desencantou e deixou a política “o importante é não levar gols” de Copas anteriores. Houve algumas boas surpresas – gostei de ver Portugal, República Tcheca, Austrália, Gana e Costa do Marfim. Mas a Inglaterra que nos deu o futebol não mostrou ao que veio; a Holanda abriu a caixa de ferramentas contra a equipe de Felipão e também levou o seu; a “Fúria” espanhola chegou com muito cartaz e pouca obra; Argentina e Alemanha, apesar da boa regularidade, ficaram pelo caminho... e o Brasil foi o campeão do salto alto, com destaque para Roberto Carlos ajeitando a meia. Como correr para a pequena área e jogar a bola para escanteio sem quebrar o salto 15? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Nenhum grande astro, nenhuma seleção que realmente contagiasse, nenhuma unanimidade. Na Copa de 2006, os campeões foram a organização germânica, a beleza dos estádios e os cartões vermelhos. E a certeza de que a geração Fenômeno acabou. Novos talentos já mostraram ao que vieram, e uma grande renovação, de nomes e de técnica, será necessária se nossa Seleção quiser ser hexa em 2010, na África do Sul. Afinal, está mais que provado que Galvão Bueno nenhum garante o título para o Brasil, por mais que ele repita que Ronaldo Nazário é um craque. Não só os gauleses irredutíveis, mas também a Seleção Brasileira desta vez deixou em casa aquela famosa poção mágica que a torna invencível.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14096935-115258611579204761?l=ferdibrandblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/feeds/115258611579204761/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14096935&amp;postID=115258611579204761&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/115258611579204761'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/115258611579204761'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/2006/07/faltou-poo-mgica.html' title='Faltou a poção mágica'/><author><name>Ferdibrand</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17962609427698828895</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_Do2GneSuSqM/RkUyZrlcAxI/AAAAAAAAAAc/QG6Uh6KFg10/s320/Foto3.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14096935.post-115221818737599501</id><published>2006-07-06T17:34:00.000-03:00</published><updated>2006-07-06T17:36:27.400-03:00</updated><title type='text'>Provérbio</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Lágrima mole num coração de pedra dura&lt;br /&gt;Bate, bate, bate, mas a dor perdura.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14096935-115221818737599501?l=ferdibrandblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/feeds/115221818737599501/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14096935&amp;postID=115221818737599501&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/115221818737599501'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/115221818737599501'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/2006/07/provrbio.html' title='Provérbio'/><author><name>Ferdibrand</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17962609427698828895</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_Do2GneSuSqM/RkUyZrlcAxI/AAAAAAAAAAc/QG6Uh6KFg10/s320/Foto3.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14096935.post-115136486023843281</id><published>2006-06-26T20:16:00.000-03:00</published><updated>2006-06-26T21:52:31.613-03:00</updated><title type='text'>Fênix</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Abro aos poucos minhas pálpebras insones&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Acordadas por um sonho afogueado&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;– É o mesmo pesadelo que consome&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O antigo coração amargurado?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Atravesso então um fino véu de fogo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Que em meu peito uma dúvida incita:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Será morte? Será vida? Um malogro?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ou o ardor da alegria inaudita?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;E as asas que vislumbro nessas chamas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Num instante são surpresa, são descanso;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Na carícia que em meu torso se derrama&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Traz o pássaro da dor o seu remanso. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;E ao ver-te, tão terrível quanto belo,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Digo: Fênix, se concedes teu abraço,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Faz de um toque incandescente meu castelo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;E alegre a cada morte eu renasço.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14096935-115136486023843281?l=ferdibrandblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/feeds/115136486023843281/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14096935&amp;postID=115136486023843281&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/115136486023843281'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/115136486023843281'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/2006/06/fnix.html' title='Fênix'/><author><name>Ferdibrand</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17962609427698828895</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_Do2GneSuSqM/RkUyZrlcAxI/AAAAAAAAAAc/QG6Uh6KFg10/s320/Foto3.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14096935.post-115094435669568125</id><published>2006-06-21T23:40:00.000-03:00</published><updated>2006-06-21T23:45:56.713-03:00</updated><title type='text'>Ói nóis aqui traveiz</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Sim, as horas tornaram-se dias, os dias tornaram-se semanas, o outono deu lugar ao inverno – e deixei quase abandonado este meu “cantinho”, como já foi chamado uma vez (alô, Angela!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao longo do último mês, as férias acabaram, os resfriados não, tive trabalhos para revisar... sem contar o pequeno milagre que passou a habitar nossa casa, e para quem toda atenção é pouca. Tudo isso foi me privando do delicioso ruído da inspiração fluindo dos dedos para o teclado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cenas do cotidiano, Oscar Wilde, Ronaldo Nazário, Dan Brown, Frida Kahlo e outros se debatendo contra as paredes de minha imaginação, esperando que alguma boa alma abrisse uma janela. Mas que salada. Não precisei de um ano escrevendo em um blog para perceber que minhas idéias são seres aeróbicos; se fechados muito tempo, podem morrer sufocados. A memória é o oxigênio do pensamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a mais grata surpresa dessas semanas de ausência forçada foram os apelos, aqui e ali, para que novas palavras brotassem. Um deles veio de um amigo de longa data, o grande &lt;a href="http://seanhsean.blogspot.com/"&gt;Xôn&lt;/a&gt;. Respondo que, de fato, nunca meu cantinho se propôs a ser um diário, mas, apesar de ser lobo de família, não preciso esperar as luas cheias para me manifestar. E ainda descobri, em minha prima emprestada, uma leitora diária do meu blog.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Honras como essas são uma chuva a regar em hora providencial o jardim. Encontrei, no escuro, a tranca que fechava o postigo e pus a respirar as fontes da inspiração. Eu nem sabia, mas meu reino também tem seus súditos. Que se faça sua vontade.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14096935-115094435669568125?l=ferdibrandblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/feeds/115094435669568125/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14096935&amp;postID=115094435669568125&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/115094435669568125'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/115094435669568125'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/2006/06/i-nis-aqui-traveiz.html' title='Ói nóis aqui traveiz'/><author><name>Ferdibrand</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17962609427698828895</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_Do2GneSuSqM/RkUyZrlcAxI/AAAAAAAAAAc/QG6Uh6KFg10/s320/Foto3.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14096935.post-114895145068713494</id><published>2006-05-29T22:06:00.000-03:00</published><updated>2006-05-29T22:11:49.416-03:00</updated><title type='text'>Não penses que não</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Os pés delicados do inseto pousaram&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Deixaram meu sonho e um ar colorido&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Num vôo que só a lembrança imagina&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Os dias quais chuva que bate à janela.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Buzinas e vozes na teia de cinza&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Concretam no asfalto o afeto e a resposta&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Escravos que são dos ponteiros do mundo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Saudade que inspira mas não se abate.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Candura, não penses que nunca me lembro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Do doce perfume das linhas traçadas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Apenas não quero que o tempo se faça&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Minúsculo ponto ao sul de algures.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(Coda)&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;See no strings,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;I see wings&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;When you fly -&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;butterfly.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14096935-114895145068713494?l=ferdibrandblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/feeds/114895145068713494/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14096935&amp;postID=114895145068713494&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/114895145068713494'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/114895145068713494'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/2006/05/no-penses-que-no.html' title='Não penses que não'/><author><name>Ferdibrand</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17962609427698828895</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_Do2GneSuSqM/RkUyZrlcAxI/AAAAAAAAAAc/QG6Uh6KFg10/s320/Foto3.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14096935.post-114798415714759609</id><published>2006-05-18T17:20:00.000-03:00</published><updated>2006-05-18T17:43:12.900-03:00</updated><title type='text'>When he's sixty-four</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Não sou muito ligado em fofocas, principalmente as do meio artístico, mas uma, divulgada ontem, me interessou por mexer com meu imaginário. Quando, na adolescência, fui apresentado aos Beatles, uma divertida e irônica canção do álbum “Sgt. Peppers” projetava um futuro até então remoto:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Will you still need me,&lt;br /&gt;Will you still feed me,&lt;br /&gt;When I’m sixty-four?&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Uma entrada a dois na terceira idade, com cartões no Dia dos Namorados, viagens no verão e uma vida pacata, incluindo tricotar suéteres e arrancar as ervas no jardim, era pintada por Paul McCartney em "When I'm sixty-four”. "Quem poderia pedir mais?", espeta a &lt;a href="http://the-beatles.lyrics-songs.com/lyrics/213/"&gt;letra da música&lt;/a&gt;. E eu sempre me perguntava: como seria quando Paul chegasse a essa idade? Ontem, exato um mês e um dia antes de o ex-beatle completar 64 anos, ele decidiu se separar de Heather Mills, com quem estava casado desde 2002.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oficialmente, o casal se separou devido a “intrusões da imprensa” na vida particular. Entretanto, mais irônica que a canção – “Se eu só voltar às quinze para as quatro/ Você trancaria a porta?” – é a &lt;a href="http://musica.uol.com.br/ultnot/efe/2006/05/17/ult1819u603.jhtm"&gt;informação&lt;/a&gt; de que diferenças no estilo de vida teriam contribuído para a separação: Heather insistia em seu trabalho em campanhas de caridade, enquanto McCartney procurava justamente a vida caseira cantada (e questionada) em “When I’m sixty-four”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A vida imita a arte? Ou esta é que já previa uma realidade que a vida acabaria provando quase 40 anos depois?&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14096935-114798415714759609?l=ferdibrandblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/feeds/114798415714759609/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14096935&amp;postID=114798415714759609&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/114798415714759609'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/114798415714759609'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/2006/05/when-hes-sixty-four.html' title='When he&apos;s sixty-four'/><author><name>Ferdibrand</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17962609427698828895</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_Do2GneSuSqM/RkUyZrlcAxI/AAAAAAAAAAc/QG6Uh6KFg10/s320/Foto3.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14096935.post-114736932992660162</id><published>2006-05-11T14:29:00.000-03:00</published><updated>2006-05-11T14:43:42.263-03:00</updated><title type='text'>Um pequeno milagre</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5023/1066/1600/ano%202006%20046.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5023/1066/320/ano%202006%20046.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Atada por esparadrapos a uma mesa, em posição de crucificada, está uma mulher. É a minha mulher. Ela está acordada, mas não sente nada ao lhe abrirem o ventre. A cena, brutal, parece de filme de terror, mas, na realidade, acontecia em função de um pequeno milagre. Eu estava lá. E eu me sinto privilegiado porque pude ver esse milagre; porque nem todos conseguem resistir, &lt;em&gt;in loco&lt;/em&gt;, até o fim. Presenciar o multiplicar da vida é chocante. Um momento tão especial que me vinham faltando as palavras para descrevê-lo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Algumas horas mais tarde, esse pequeno milagre abriria seus olhos brilhantes e acinzentados, provavelmente sem poder enxergar ainda direito, e sem saber que era o centro das atenções. A esse pequeno milagre, decidimos chamar Luísa – um nome bonito, nome de uma grande amiga, nome que significa “guerreira”. Minha filha. Há tão pouco chegou, e essa diminuta guerreira já havia conquistado o reino de nossos pensamentos. Frustrações, alegrias, inseguranças, contentamentos, irritações, sonhos... sentimentos tão variados sei que teremos por sua causa; mas o 26 de abril, dia desse pequeno milagre, foi um dos mais felizes de minha vida.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14096935-114736932992660162?l=ferdibrandblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/feeds/114736932992660162/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14096935&amp;postID=114736932992660162&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/114736932992660162'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/114736932992660162'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/2006/05/um-pequeno-milagre.html' title='Um pequeno milagre'/><author><name>Ferdibrand</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17962609427698828895</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_Do2GneSuSqM/RkUyZrlcAxI/AAAAAAAAAAc/QG6Uh6KFg10/s320/Foto3.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14096935.post-114719680099908169</id><published>2006-05-09T14:42:00.000-03:00</published><updated>2006-05-09T14:46:41.020-03:00</updated><title type='text'>Outonal nº 2</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Andando por uma rua cinzenta de maio, percebi que o mesmo céu encoberto que apressava a noite deixava no peito uma estranha sensação, ao mesmo tempo calma e agoniada. Era outono, terra em que, ao sul do Trópico de Capricórnio, os dias se tornam cada vez mais curtos – e os espíritos mais introspectivos encontram, ao olhar à janela, o seu espelho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No calendário da Revolução Francesa, os meses do inverno tinham som pesado e compasso longo (nivoso, pluvioso, ventoso). Mas esse som comprido e fechado, no português, não está no nome do inverno, e sim no do outono. &lt;em&gt;Ou-tonnn-no&lt;/em&gt;. Som cavo, retumbante, de porta que bate, de casa vazia; de tempo fechado, de coração contrito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deu-se ao outono uma idéia triste, de morte, decadência: o outono da vida. O outono sempre foi o oposto da primavera; o primo pobre da estação das flores e dos amores. Não importa em qual estação se tenha nascido, sempre será perguntado quantas primaveras alguém completou. Como se tivesse nascido na primavera – ou como se o nascimento fosse, em qualquer mês, a primavera da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejo o outono com outros olhos. Outono, a época da frutificação, sempre foi, para mim, vida e alegria. Nasci no terceiro dia de um outono. Mesma estação do ano em que nasceram minha mãe, meu irmão e minha filha. Mesma estação, neste hemisfério, em que se comemora a Páscoa – o dia do renascimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chocolates à parte, lembro a Páscoa sempre como uma tarde de domingo ensolarada, nem fria, nem quente, na casa de meus avós. Não é à toa: em Porto Alegre, março e abril costumam ser meses de pouca chuva e dias bonitos, reforçados por um Sol oblíquo que deixa as cores mais vivazes. E os dias curtos valorizam ainda mais essas poucas horas de luzes e cores.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;Quando as nuvens encobrem o céu, como naquela cinzenta rua de maio, é inevitável que as poucas horas de sol (em muitos dias nenhuma) deixem no coração um traço de melancolia. Mas aí também o outono frutifica: nessa hora os espíritos introspectivos sentem-se mais à vontade para se expressar – e a melancolia se faz poesia.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14096935-114719680099908169?l=ferdibrandblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/feeds/114719680099908169/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14096935&amp;postID=114719680099908169&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/114719680099908169'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/114719680099908169'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/2006/05/outonal-n-2.html' title='Outonal nº 2'/><author><name>Ferdibrand</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17962609427698828895</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_Do2GneSuSqM/RkUyZrlcAxI/AAAAAAAAAAc/QG6Uh6KFg10/s320/Foto3.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14096935.post-114693920588388424</id><published>2006-05-06T15:08:00.000-03:00</published><updated>2006-05-06T15:15:34.920-03:00</updated><title type='text'>Fiquei bamboocha</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O novo sempre vem, já cantava Belchior, mas... será que só porque é novo é melhor? Pelo menos é uma idéia da qual não podemos escapar, desde que o fogo foi descoberto e a roda inventada: tudo que é novo ou desconhecido chama a atenção. O princípio da curiosidade humana! O “x” da questão é por quanto tempo essa atenção será mantida. E a tolerância que nós, consumidores, temos apresentado a esses produtos ditos “novos” acaba criando uma roda-viva, pois quanto mais rápido descartamos um produto novo, mais rápido o mercado cria produtos novos &lt;em&gt;novos&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem todo produto precisa ter a durabilidade da garrafa da Coca-Cola ou do logotipo da Nestlé ou da Ford. Nem todos precisam atravessar os séculos. Mas já há algum tempo essas mesmas antigas empresas vêm criando não imitações de outras marcas, nem produtos diferentes, nem tampouco embalagens novas para o mesmo produto, mas produtos em que o “novo” baseia-se no antigo para que o público creia em seu “novo” valor. Em outras palavras, auto-imitações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem se fale em programas de televisão ou modelos de automóveis (alguém aí sabe identificá-los?). O ramo da alimentação parece ser o campeão. A finada Cherry Coke foi um sinal do que estava por vir. Tempos depois, elefantes coloridos desfilavam na propaganda da “Fanta sabores” – como se laranja e uva não fossem também sabores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daí em diante, virou moda as empresas imitarem (e mal) a si mesmas: Bis Lacta sabor laranja, Sonho de Valsa branco, Prestígio sabor chocolate (!!!!)... Qualquer dia a Lacta me vem com um Galak preto. Não, eu não duvido de nada. Tanto que a Coca-Cola conseguiu inventar a Fanta sabor laranja vermelha. Alguém ficou bamboocha, ou eu ou alguém lá da fábrica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essas imitações, aposto, não sobreviverão muito tempo, porque inferiores aos produtos originais. O “novo” sempre chama a atenção do consumidor, ansioso para experimentar algo diferente. Mas as verdadeiras boas idéias são minoria, e isso vale também no mundo das marcas e dos produtos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por sinal, tomar Fanta e ficar bamboocha... ainda não faço idéia do que isso significa. Mas deve haver qualquer coisa nessa fórmula, temos que investigar. &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14096935-114693920588388424?l=ferdibrandblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/feeds/114693920588388424/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14096935&amp;postID=114693920588388424&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/114693920588388424'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/114693920588388424'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/2006/05/fiquei-bamboocha.html' title='Fiquei bamboocha'/><author><name>Ferdibrand</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17962609427698828895</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_Do2GneSuSqM/RkUyZrlcAxI/AAAAAAAAAAc/QG6Uh6KFg10/s320/Foto3.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14096935.post-114677131798581814</id><published>2006-05-04T16:33:00.000-03:00</published><updated>2006-05-06T12:21:21.416-03:00</updated><title type='text'>Os olhos de Winona</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5023/1066/1600/winona_ryder.0.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5023/1066/200/winona_ryder.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Por onde andará Winona Ryder?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pergunta me veio por um fato absolutamente prosaico. Em um ônibus, entre tantas pessoas a se espremerem no corredor, reparo em uma adolescente: não é só o mesmo jeito espivetado, agitado; ela é realmente parecida com Winona – em especial pela característica mais marcante naquela talentosa e bela atriz: os olhos. Será que a moça faz idéia disso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez não. A virada de milênio não foi nada boa para Winona, e todos os seus grandes sucessos ficaram na época da infância daquela mocinha. Época essa em que eu recém começava a me tornar cinéfilo e não me considerava ainda fã de artistas de cinema. Entre as atrizes, mais tarde, acabei me tornando fã de algumas: Claire Danes, Cate Blanchett, Scarlett Johansson... a primeira de todas, entretanto, foi Winona Ryder, porque aqueles belos olhos, escuros, grandes e expressivos, pareciam atuar junto com ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhos curiosos das adolescentes que ela interpretou em “Os fantasmas se divertem” e “Edward Mãos de Tesoura”; olhos determinados de &lt;em&gt;go-getter&lt;/em&gt;, mas ainda com alguma inocência, das jovens de “Adoráveis mulheres” e “As bruxas de Salem”; olhos doces da moça que está ampliando seus horizontes em “Colcha de retalhos”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, por algum motivo, depois de trabalhar com Tim Burton, Francis Ford Coppola e Martin Scorsese e de receber duas indicações ao Oscar, os olhos de Winona têm brilhado menos, assim como sua estrela. Envolveu-se em escândalos, foi presa por roubo, foi indicada à Framboesa de Ouro... na última vez que a vi, em 2002, em “Simone”, ela interpretava, ironicamente, uma atriz que abandona as filmagens – e era coadjuvante de uma atriz virtual. Olhos furiosos, mas sempre belos e expressivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O trabalho mais recente de Winona se chama “A scanner darkly”, uma animação de ficção científica que deve estrear no Brasil em agosto. Richard Linklater na direção e Keanu Reeves como protagonista prometem. Quem sabe esteja aí uma oportunidade para Winona Ryder brilhar de novo nas telas – e aquela mocinha descobrir como seus olhos se parecem com os de Winona.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;(foto: &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.kaputz.com" target="_top"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;www.kaputz.com&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14096935-114677131798581814?l=ferdibrandblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/feeds/114677131798581814/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14096935&amp;postID=114677131798581814&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/114677131798581814'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/114677131798581814'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/2006/05/os-olhos-de-winona.html' title='Os olhos de Winona'/><author><name>Ferdibrand</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17962609427698828895</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_Do2GneSuSqM/RkUyZrlcAxI/AAAAAAAAAAc/QG6Uh6KFg10/s320/Foto3.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14096935.post-114670490829466933</id><published>2006-05-03T22:06:00.000-03:00</published><updated>2006-05-03T22:37:15.100-03:00</updated><title type='text'>Operação mãos limpas</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5023/1066/1600/197225.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5023/1066/400/197225.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Por esta o Lula não esperava. Duas semanas depois de o Brasil atingir a “auto-suficiência” na produção de petróleo, tão martelada em publicidade da Petrobras, o governo de Evo Morales decide nacionalizar o setor petrolífero e de gás na Bolívia, o que quer dizer: todas as empresas estrangeiras que exploram petróleo e gás natural naquele país terão 180 dias para se submeter ao decreto – ou deixar o solo boliviano. E a maior dessas empresas é justamente a Petrobras, que responde por 15% do PIB da Bolívia. De tão grande, nossa maior estatal assumiu ares de multinacional privada, pois, é claro, não lhe agradaram as medidas do presidente Evo Morales, provando que a pimenta na boca dos outros arde menos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O governo brasileiro já deixou bem claro que, se a auto-suficiência pode economizar dólares com importação de petróleo, isso não vai fazer diferença nenhuma no nosso bolso: os preços são regidos pelo mercado global e não podem ser reduzidos só por causa da auto-suficiência. Então, que valor efetivo ela tem? Apenas o dos dólares antes gastos na importação, que ficam em Brasília mesmo, à disposição para mordomias ou projetos de lei em ano eleitoral. Em que pese o fato de que essas verbas não saiam do Brasil, esta é uma auto-suficiência tão de fachada quando aquele evento comemorado todo dia 7 de setembro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto o exército boliviano ocupava as instalações da Petrobras no país vizinho, o presidente da estatal, José Carlos Gabrielli, reagia, considerando “unilateral” e “inamistosa” a atitude de Evo Morales. Uma iniciativa nacionalista séria, um golpe de marketing ou um lance populista, como vem dizendo a imprensa internacional? De qualquer forma, uma interessante oportunidade para acompanharmos a diplomacia do governo brasileiro diante de uma saia-justa. Se ele defender unicamente os interesses da Petrobras, põe em jogo os ideais de soberania que sempre foram bandeira do PT. E mais de 50% do gás natural que o Brasil consome vem da Bolívia – seu fornecimento poderia ser comprometido se houvesse um atrito econômico entre os dois países.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso foi convocada uma reunião de emergência entre Lula, Evo Morales e os presidentes da Argentina, Nestor Kirchner, e da Venezuela, Hugo Chávez. Prudentemente, o governo brasileiro divulgou ontem uma nota defendendo o direito soberano da Bolívia de nacionalizar as riquezas do seu subsolo. Pelo menos isso, senhor presidente. Senão, o gesto das mãos sujas de petróleo, repetindo o de Getúlio Vargas em 1952, quando a Petrobras havia sido recém-criada, cairia no vazio.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;em&gt;(foto: Último Segundo/Agência Brasil)&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14096935-114670490829466933?l=ferdibrandblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/feeds/114670490829466933/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14096935&amp;postID=114670490829466933&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/114670490829466933'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/114670490829466933'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/2006/05/operao-mos-limpas.html' title='Operação mãos limpas'/><author><name>Ferdibrand</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17962609427698828895</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_Do2GneSuSqM/RkUyZrlcAxI/AAAAAAAAAAc/QG6Uh6KFg10/s320/Foto3.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14096935.post-114519305279771605</id><published>2006-04-16T10:04:00.000-03:00</published><updated>2006-04-16T10:11:53.873-03:00</updated><title type='text'>Outonal</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;I&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Um sol preguiçoso me deu boa-noite mais cedo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;E as primeiras gotas avisam do choro das nuvens&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Abrindo um tapete de náilon por sobre a cidade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;As folhas farfalham sozinhas nalgum calendário&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ouvindo o reflexo das luzes no preto do asfalto&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;E eu fecho a janela e me engano ao som da milonga.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;II&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Parobé, praça por quê?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;E o chalé ninguém mais vê.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A luz antiga agora ilumina&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A tenda, a cola, o negócio da China&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;E velhos tristonhos sem o que fazer.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14096935-114519305279771605?l=ferdibrandblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/feeds/114519305279771605/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14096935&amp;postID=114519305279771605&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/114519305279771605'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/114519305279771605'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/2006/04/outonal.html' title='Outonal'/><author><name>Ferdibrand</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17962609427698828895</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_Do2GneSuSqM/RkUyZrlcAxI/AAAAAAAAAAc/QG6Uh6KFg10/s320/Foto3.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14096935.post-114510150259237157</id><published>2006-04-15T08:43:00.000-03:00</published><updated>2006-04-16T10:19:29.876-03:00</updated><title type='text'>En passant</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Algumas coisas, nesses últimos meses, mereciam comentários, mas ficaram para trás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poderia ter falado daquela loja que, no fim do ano, forrou Porto Alegre e Florianópolis com outdoors onde se lia “Fuck you 2005”. Será que o balanço daquela empresa, no ano passado, foi tão ruim assim? Puderam gastar dinheiro com uma campanha tão educativa! Desde que seja importado, até palavrão é chique. Demorou um pouco, mas a loja, que diz em seu slogan nos entender, precisou de uma decisão do Ministério Público de Santa Catarina para compreender que havia passado dos limites e retirar os outdoors.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poderia ter falado da moda dos mistérios na Internet: na contramão da sinceridade irrestrita dos blogs, muita gente descobriu que a melhor forma de chamar a atenção é não abrir o jogo. Daí tantas pessoas se identificando apenas com pseudônimos, perfis misteriosos... fotos, nem pensar. Decididamente, a “terceira via” da comunicação pessoal pela rede de computadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poderia ter falado que não consigo compreender o que a revista Set vê de tão bom no “King Kong” de Peter Jackson. Apesar da perfeição na reconstituição da Nova Iorque dos anos 30 e do respeito ao filme original, nada explica as três horas de filme, quase a metade entre dinossauros e insetos gigantescos. Os heróis escapando ilesos de um estouro de dinossauros, então, foi demais para minha paciência. Certo estava o espectador que, assistindo ao trailer, eu ouvi dizendo, para riso geral da platéia: “Que mico!”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poderia ter falado sobre tantas coisas... mas, nestes tempos de agenda longa e memória curta, o relógio é, geralmente, mais veloz que a palavra. Como já disse a uma amiga, estou precisando de concentração e, principalmente, determinação. Para que os fatos não continuem merecendo apenas um parágrafo assim, &lt;em&gt;en passant&lt;/em&gt;.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14096935-114510150259237157?l=ferdibrandblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/feeds/114510150259237157/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14096935&amp;postID=114510150259237157&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/114510150259237157'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/114510150259237157'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/2006/04/en-passant.html' title='En passant'/><author><name>Ferdibrand</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17962609427698828895</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_Do2GneSuSqM/RkUyZrlcAxI/AAAAAAAAAAc/QG6Uh6KFg10/s320/Foto3.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14096935.post-114393979176555648</id><published>2006-04-01T22:01:00.000-03:00</published><updated>2006-04-01T22:03:11.793-03:00</updated><title type='text'>Improviso</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;No meio da confusão, a lucidez.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;No meio da bruma, o vôo livre.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Desfiz o preparo, vesti-me improviso;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;E o caminho certo era também o mais leve.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14096935-114393979176555648?l=ferdibrandblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/feeds/114393979176555648/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14096935&amp;postID=114393979176555648&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/114393979176555648'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/114393979176555648'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/2006/04/improviso.html' title='Improviso'/><author><name>Ferdibrand</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17962609427698828895</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_Do2GneSuSqM/RkUyZrlcAxI/AAAAAAAAAAc/QG6Uh6KFg10/s320/Foto3.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14096935.post-114385396790636670</id><published>2006-03-31T22:11:00.000-03:00</published><updated>2006-03-31T22:12:47.936-03:00</updated><title type='text'>Semeatura</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Plantei sementes de pedra&lt;br /&gt;No meu canteiro de obras&lt;br /&gt;E belos botões floresceram&lt;br /&gt;De um, de dois, de três quartos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A quem pagar pela vista&lt;br /&gt;Um pouco de verde ofereço&lt;br /&gt;Enquanto não for semeado&lt;br /&gt;Com arquitetura mais bela.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14096935-114385396790636670?l=ferdibrandblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/feeds/114385396790636670/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14096935&amp;postID=114385396790636670&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/114385396790636670'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/114385396790636670'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/2006/03/semeatura.html' title='Semeatura'/><author><name>Ferdibrand</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17962609427698828895</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_Do2GneSuSqM/RkUyZrlcAxI/AAAAAAAAAAc/QG6Uh6KFg10/s320/Foto3.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14096935.post-114357441977180854</id><published>2006-03-28T16:27:00.000-03:00</published><updated>2006-03-28T16:35:11.560-03:00</updated><title type='text'>O centrão da pizza</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A que ponto chegamos. Um deputado estadual do PFL gaúcho aparece em propaganda na TV pregando um Estado “mais igualitário, mais liberal”. Ora, ele deu o caráter de sinônimo a duas condições político-econômicas incompatíveis. Afinal, o “Estado liberal” só é igualitário em dar mais condições àqueles que já as possuem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Repetindo: a que ponto chegamos. Um dos partidos mais comprometidos com o capitalismo industrial e financeiro apresentando-se como via alternativa a mais quatro anos de descrédito na política, desta vez propiciados pela desilusão na estrela amarela do PT.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem, pediram demissão (apenas) o ministro da Fazenda e o presidente da Caixa Econômica Federal, pelo envolvimento na quebra do sigilo bancário de um caseiro. Em que mãos estamos? O governo e os bancos já giram com nosso dinheiro, obtendo lucros absurdos; agora deram para girar com nossas informações particulares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É bem verdade que o escândalo atingiu tamanha proporção que não restou alternativa aos envolvidos na quebra do sigilo senão a demissão. Mas quero ver se eles serão realmente responsabilizados pelo que fizeram. Se o presidente da CEF pegar os seis anos de prisão imputáveis ao crime que confessou, eu sou o sultão da Gongólia. Afinal, apesar da fama que a pizza tem como parte do cardápio paulistano, as melhores casas do ramo parecem ficar em Brasília.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema é que, se não faltam boas opções de pizzarias no mercado, o mesmo não acontece com os partidos políticos. Em vinte anos como eleitor, já vi uma ciranda de governos no Palácio Piratini, outra no Planalto – e pouco mudou. Enquanto o Partido dos Trabalhadores mantinha (alguma) coerência em dezesseis anos no governo municipal, eu via Lula, de operário a presidente, podando a barba e o discurso para que a corrente ideológica dominante o aceitasse no poder. Nesse tempo, a ditadura militar foi apenas substituída pela civil. Em termos de dignidade e cidadania, pouco se conquistou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No final, em quem confiar? No PSol? Na hipotética “terceira via”, de existência ainda não comprovada? Não parece haver direita e esquerda; estas pertencem ao campo teórico. A prática é a do centrão todos-corporativamente-juntos, aparentando algumas diferenças para efeito de perfumaria, como nos partidos políticos norte-americanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas coisas melhoraram, sem dúvida. Há trinta e cinco anos, este texto mereceria os porões do governo Médici. Entretanto, a desilusão persiste. Como a jornada de 14 de julho de 1789, em Paris, que, ao final, resultou apenas na troca de uma elite por outra. Por isso o velho é apresentado como novo (de novo) na TV. E muita gente ainda acredita. &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14096935-114357441977180854?l=ferdibrandblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/feeds/114357441977180854/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14096935&amp;postID=114357441977180854&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/114357441977180854'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/114357441977180854'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/2006/03/o-centro-da-pizza.html' title='O centrão da pizza'/><author><name>Ferdibrand</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17962609427698828895</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_Do2GneSuSqM/RkUyZrlcAxI/AAAAAAAAAAc/QG6Uh6KFg10/s320/Foto3.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14096935.post-114339747084478073</id><published>2006-03-26T15:20:00.000-03:00</published><updated>2006-03-26T15:24:30.870-03:00</updated><title type='text'>Três ponto nove</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Nem parecia. Um dia absolutamente normal para a época – com chuva, mas quente, como se o verão ainda quisesse resistir ao outono que já começou. Um dia obscuro no calendário, esse tal de 23 de março, perdido entre o Carnaval e a Páscoa, sem nada de especial, não fosse meu aniversário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sempre me sinto esquisito nesse dia. É como se fosse mais propriedade minha que dos outros. Se Tiradentes, Nossa Senhora, pais, mães, crianças, todos têm um dia, por que não posso ter o meu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fico a pensar: 25 de dezembro é o aniversário de Jesus Cristo; 1º de janeiro, o aniversário do tempo – pelo menos em nossa cultura. Mas ambos são convenções, criadas em nome de uma incerteza. O aniversário de uma pessoa, não. É um aniversário de verdade. Foi nesse exato dia que se nasceu, e nessa exata data se completam tantas voltas da Terra em torno do Sol. Uma marca a mais, definitiva, em um trajeto cuja distância total é ignorada. É ou não para mexer com a cabeça da gente?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conheço quem não comemora aniversário; outros vão mais longe, nem sequer admitem que a “data fatídica” venha a público. E essas idades, naturalmente, acabam sendo as mais comentadas. De minha parte, até agora isso não me incomodou. Mas, pensando bem, a idéia assusta: um ano para os 40. Porque, se toda mudança de década é em certa medida atemorizante, esse 4 olhando para mim, aproximando-se, ao mesmo tempo parece afastar aquela idéia de juventude propalada na mídia. O 3 ainda vá lá. Agora, o 4?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foi só bater na trave dos 40 para ouvir falar nos famigerados &lt;em&gt;enta&lt;/em&gt;. Fosse na língua de Shakespeare, seria melhor, pois os &lt;em&gt;ty&lt;/em&gt; teriam começado mais cedo, aos 20. E agora? Rendo-me às fórmulas de auto-ajuda, aos eufemismos? “Não é idade, é experiência”, “A vida começa aos 40”... Isso eu saberei daqui a um ano. O que eu sei, agora, é que o melhor de chegar a certa idade é perceber que não se é, por dentro, tão velho como imaginávamos quando crianças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meus pais, agora, têm a mesma idade de meus avós quando eu estava no primário. E, de alguma forma, eles &lt;em&gt;são&lt;/em&gt; mais jovens. Na cultura ocidental, a morte ainda é um tabu e o jovem é cultuado – o que também tem seu lado positivo, pois os novos tempos têm incentivado hábitos diferentes, como viagens, exercícios físicos, roupas mais joviais, e tudo isso se reflete na idade aparente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo, depois de um certo tempo, parece andar mais rápido, mas também é cada vez menos absoluto. Na reta final para os &lt;em&gt;enta&lt;/em&gt;, prefiro ter uma idade para cada momento. Nas horas tristes, posso ter 70 e, nas alegres, voltar aos 17. Mas isso já é outra história...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Em tempo: à procura de um referencial importante, descobri que 23 de março é Dia do Meteorologista, aniversário de Florianópolis e data nacional do Paquistão. Por aqui, meu dia ainda é uma data perdida no calendário...)&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14096935-114339747084478073?l=ferdibrandblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/feeds/114339747084478073/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14096935&amp;postID=114339747084478073&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/114339747084478073'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/114339747084478073'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/2006/03/trs-ponto-nove.html' title='Três ponto nove'/><author><name>Ferdibrand</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17962609427698828895</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_Do2GneSuSqM/RkUyZrlcAxI/AAAAAAAAAAc/QG6Uh6KFg10/s320/Foto3.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14096935.post-114242207842060780</id><published>2006-03-15T08:21:00.000-03:00</published><updated>2006-03-15T08:27:58.446-03:00</updated><title type='text'>Habitas</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Por que habitas o meu pensamento?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Por que não posso expulsar-te&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Se não hesitaste em fazer-me o mesmo?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;É doce lembrar o caminho trilhado&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Quando se é o caminhante –&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Eu era apenas a areia pisada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Diva do amor impossível&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;– pois nunca irás conhecê-lo –&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A paz não existe em nossa fronteira.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ergui um pendão com a cor da pureza&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;E aquela ferida de novo sangraste&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;No fio de uma alma irresponsável.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Por que habitas o meu pensamento?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Por que vieste acordar minha noite&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Se nem te lembravas de quem nunca esquece?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Afasta-te agora, apaga tua luz&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;E deixa uma noite que eu mire no céu&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Se um sonho ainda vaga por entre as estrelas. &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14096935-114242207842060780?l=ferdibrandblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/feeds/114242207842060780/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14096935&amp;postID=114242207842060780&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/114242207842060780'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/114242207842060780'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/2006/03/habitas.html' title='Habitas'/><author><name>Ferdibrand</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17962609427698828895</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_Do2GneSuSqM/RkUyZrlcAxI/AAAAAAAAAAc/QG6Uh6KFg10/s320/Foto3.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14096935.post-114228585998849126</id><published>2006-03-13T18:36:00.000-03:00</published><updated>2006-03-13T18:37:40.026-03:00</updated><title type='text'>Meu dia de fúria</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ontem, em um supermercado, o frasco de Toddy com 400g estava em promoção por R$ 2,89. Fui conferir se havia em sachês, que costumam oferecer 500g pelo mesmo preço de 400g. Para minha surpresa, os sachês custavam R$ 2,98. Ora, isso não fazia sentido. Se a embalagem do sachê dizia “500g pelo preço de 400g”, quer dizer que ela deve custar o mesmo preço que se paga por 400g, não é mesmo? Que explicação se dá para esses R$ 0,09 de diferença? Coloquei cinco sachês no carrinho e, após pagar as compras, procurei a gerência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um funcionário do supermercado me disse que, além de o preço da promoção depender de “negociação” do supermercado com o fornecedor, sachê e frasco são “produtos diferentes”, por isso o preço maior. Ora, não é o mesmo produto que está no frasco e no sachê? E mesmo que aceitemos a justificativa do funcionário, que referencial de preço a frase promocional do sachê vai utilizar, se o supermercado não oferecia sachês com apenas 400g?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que acontecia naquele momento era óbvio: o consumidor perdia a “promoção” do sachê para que se criasse a ilusória “promoção” do frasco. Em outras palavras, alguns produtos ficam mais caros para que paguem os que estão mais baratos. O comerciante, assim, sempre ganha, e eu não preciso dizer quem sai perdendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava em um supermercado que praticamente monopoliza o setor em Porto Alegre. Quem é daqui sabe de que família a serviço da comunidade estou falando. Não acredito que essa rede tenha qualquer dificuldade na hora dessas, digamos, negociações. Não é à toa que não precisei de mais de um minuto para convencer o funcionário a me devolver os R$ 0,45 a que eu tinha direito. E ainda levei, de lambuja, mais um sachê de graça para casa — para que o funcionário pudesse se ver livre de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode parecer ridículo brigar por tão poucos centavos, mas não é isso que está em jogo. Não são os centavos o problema, mas a dignidade. Se parasse para reclamar de tudo que vejo, eu enlouqueceria. Mas de vez em quando é necessário ter um surto de indignação e fazer como Michael Douglas no filme “Um dia de fúria”. Somos tratados como se estúpidos fôssemos porque permitimos. Se mais pessoas se preocupassem com esses pequenos assaltos do dia-a-dia, os comerciantes também não explorariam tanto o consumidor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vez precisei ficar mais de meia hora pendurado em um 0800 para convencer a gerente do melhor banco do mundo a estornar R$ 0,10 debitados, sem explicação, da minha conta. De quantos o banco não tirou essa quantia “por engano”? Convenhamos, são só dez centavos, mas são meus, não do banco. A mesma coisa diz respeito à compra no supermercado. O vendedor conta com um consumidor passivo e letárgico, e não com uma reação ridícula e mesquinha como a que eu tive. Por isso as coisas seguem como estão. Entretanto, mais que se livrar de mim, o funcionário do supermercado provou uma coisa: no fundo, no fundo, que nem Michael Douglas, eu tinha razão.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14096935-114228585998849126?l=ferdibrandblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/feeds/114228585998849126/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14096935&amp;postID=114228585998849126&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/114228585998849126'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/114228585998849126'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/2006/03/meu-dia-de-fria.html' title='Meu dia de fúria'/><author><name>Ferdibrand</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17962609427698828895</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_Do2GneSuSqM/RkUyZrlcAxI/AAAAAAAAAAc/QG6Uh6KFg10/s320/Foto3.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14096935.post-114207944422849830</id><published>2006-03-11T09:13:00.000-03:00</published><updated>2006-03-11T09:22:58.246-03:00</updated><title type='text'>(Fal)cidade</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Não existe referência&lt;br /&gt;Nas placas desta cidade:&lt;br /&gt;A Estrada da Aparência&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5023/1066/1600/Roadsign_to_hell.0.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Contorna o bairro da Verdade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5023/1066/1600/Roadsign_to_hell.1.jpg"&gt;&lt;img style="CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5023/1066/200/Roadsign_to_hell.0.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;(&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.ximnet.com.my"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;www.ximnet.com.my&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14096935-114207944422849830?l=ferdibrandblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/feeds/114207944422849830/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14096935&amp;postID=114207944422849830&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/114207944422849830'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/114207944422849830'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/2006/03/falcidade.html' title='(Fal)cidade'/><author><name>Ferdibrand</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17962609427698828895</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_Do2GneSuSqM/RkUyZrlcAxI/AAAAAAAAAAc/QG6Uh6KFg10/s320/Foto3.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14096935.post-114184571217520298</id><published>2006-03-08T16:18:00.000-03:00</published><updated>2006-03-08T16:21:52.200-03:00</updated><title type='text'>No espelho</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Na úmida névoa de um dia cinzento&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Meus passos avistam um vulto achegar-se&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;E os dedos que quase tangiam a pele&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Quedaram apartados num toque de vidro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Oprime meu peito ausente palavra&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Que acorra e descreva a dor da alegria&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Desfeita ao ver tão de perto e somente&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Tocar a imagem do que não seremos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;É um sonho que vejo, tão belo e tão triste&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O vulto evanesce num vôo distante&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;E o súbito ardor que aquecia minh'alma&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Condensa em forma de lágrima a névoa.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14096935-114184571217520298?l=ferdibrandblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/feeds/114184571217520298/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14096935&amp;postID=114184571217520298&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/114184571217520298'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/114184571217520298'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/2006/03/no-espelho.html' title='No espelho'/><author><name>Ferdibrand</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17962609427698828895</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_Do2GneSuSqM/RkUyZrlcAxI/AAAAAAAAAAc/QG6Uh6KFg10/s320/Foto3.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14096935.post-114129842175276938</id><published>2006-03-02T08:17:00.000-03:00</published><updated>2006-03-02T08:20:21.770-03:00</updated><title type='text'>A poetisa</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;"Po-e-mas-no-ô-ni-bus" - recita&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A menina sentada a meu lado&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Mirando um cartaz na janela.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Um poema de amor ele dita&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;À menina de olhar azulado;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Que novo universo desvela?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Gravei na memória essa cena;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Versos, metáforas, rimas,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Amor, ó palavra imprecisa...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Que dirá o coração da pequena?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;No fundo a esperança que anima&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;É ouvi-la dizer: serei poetisa.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14096935-114129842175276938?l=ferdibrandblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/feeds/114129842175276938/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14096935&amp;postID=114129842175276938&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/114129842175276938'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/114129842175276938'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/2006/03/poetisa.html' title='A poetisa'/><author><name>Ferdibrand</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17962609427698828895</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_Do2GneSuSqM/RkUyZrlcAxI/AAAAAAAAAAc/QG6Uh6KFg10/s320/Foto3.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14096935.post-114113399350551320</id><published>2006-02-28T10:38:00.000-03:00</published><updated>2006-02-28T10:48:58.676-03:00</updated><title type='text'>Um golpe de sorte?</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5023/1066/1600/match%20point.1.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5023/1066/400/match%20point.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Impossível não se perguntar se o fato de ter sido filmado na Inglaterra não contribuiu para que “Ponto final” (“Match point”) tenha ficado tão bom. Segundo o próprio diretor, a escolha de Londres e não de Manhattan para as filmagens foi menos artística do que financeira; no entanto, é inegável que a mudança de ares fez bem ao mais recente trabalho de Woody Allen. O cineasta, que raramente filma longe de Nova York, atravessou o oceano para contar uma história sobre amor, carência, traição, sorte e ilusão – ou melhor, sobre até que ponto alguém pode iludir aos outros e a si mesmo para manter uma determinada condição de vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em “Ponto final”, Chris Wilton (Jonathan Rhys Meyers) é um jogador de tênis que decide trocar a carreira de competições por ensinar o esporte em clube da classe alta londrina. É lá que ele muda de vida novamente, pois conhece Tom Hewett (Matthew Goode) e sua irmã, Chloe (Emily Mortimer). O namoro e posterior casamento com Chloe acabam rendendo a Chris um emprego na empresa do sogro milionário, bem como uma paixão por Nola Rice (Scarlett Johansson), noiva de Tom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa partida de duplas que é o quadrilátero amoroso em que Chris se envolve, o jogo de tênis é apenas uma metáfora habilmente empregada por Woody Allen para discutir a importância de certos acasos em nossa vida – que podem ser (ou não) golpes de sorte. O cineasta joga também – e prega algumas deliciosas peças no espectador, prova de que, em seu 36º filme, Allen ainda não esgotou sua capacidade criativa, como poderia demonstrar a década em que ele ficou sem emplacar um filme digno de suas obras-primas dos anos 70 e 80.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além da mudança de ares (e de sotaque, visto que o elenco, com exceção de Scarlett Johansson, é britânico), “Ponto final” passa ao largo das auto-análises verborrágicas que caracterizaram tantos filmes de Allen, mas mantém a tradicional qualidade da narrativa. Apoiado ainda em um elenco impecável, “Ponto final” deu a Woody Allen sua 14ª indicação para o Oscar de Roteiro Original (a última havia sido em 1998, por “Desconstruindo Harry”), além de quatro indicações para o Globo de Ouro – incluindo Melhor Filme (Drama), Melhor Diretor e Melhor Roteiro. Mero acaso? Provavelmente não.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;foto: &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.rottentomatoes.com"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;www.rottentomatoes.com&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14096935-114113399350551320?l=ferdibrandblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/feeds/114113399350551320/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14096935&amp;postID=114113399350551320&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/114113399350551320'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/114113399350551320'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/2006/02/um-golpe-de-sorte.html' title='Um golpe de sorte?'/><author><name>Ferdibrand</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17962609427698828895</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_Do2GneSuSqM/RkUyZrlcAxI/AAAAAAAAAAc/QG6Uh6KFg10/s320/Foto3.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14096935.post-114039699774656278</id><published>2006-02-19T21:51:00.000-03:00</published><updated>2006-02-19T21:56:37.766-03:00</updated><title type='text'>Cuidar do tempo</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Já ouvi dizer, certa vez, que a única coisa verdadeira é o passado. Frase pesada, ela tocou-me – não por eu concordar com ela, mas porque convidava a uma reflexão. A primeira idéia, mais óbvia, era: o que se poderia dizer, então, do momento presente? Uma inglória luta do tempo, que, segundo após segundo, torna-se inexoravelmente passado? Ou, se de nada mais valem o presente e o futuro, por que nos preocuparmos em fazer deles um passado digno?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O próprio soar da frase parece arrastar-se, como se fosse dita por um velho carrancudo, de barba hirsuta e montando guarda a um baú de segredos. O tempo encerrado em si mesmo, não apresentando alternativa futura. Nada mais estranho à nossa época, voltada a um presente e um futuro cheios de possibilidades e conquistas. O passado que fique no passado, pois o que está por vir é sempre melhor. Pelo menos é o que os comerciais de TV não cansam em nos dizer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí reside o perigo de se olhar para o futuro sem cuidar o passado. Estamos criando, pela televisão, pela publicidade, pelos modismos, um mundo despreocupado com o que fazemos, pois o que não deu certo ficou para trás – como se o futuro fosse capaz de se arranjar sozinho. Esse mundo, em uma palavra: irresponsável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um mundo de protoempresários nas salas de aula, mestres na arte da sedução no pátio da escola e pequeninos tiranos dentro de casa, pois desconectados do mundo real, a começar pelo contato com pai e mãe. Um mundo em que quem não for um realizado executivo será um esportista sarado e cheio de amigos felizes ou um destacado advogado, defendendo alguma empresa da maldita indústria da reclamatória trabalhista. Um mundo em que a filosofia, as relações humanas e a preservação do ambiente são menos importantes que a cor da estação, as formas legais de burlar a lei e quem vai para o paredão do Big Brother.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A velocidade da transformação em nosso mundo também aumenta a velocidade de desconexão com o passado. Se, conforme o IBGE, metade da população brasileira tem menos de 25 anos e 85% vive nas cidades, quantos de nós conhecem o tempo em que as famílias ficavam conversando nas varandas à noite enquanto as crianças brincavam na rua? Ou o tempo em que o filho do vizinho entrava em casa pulando o muro, o tempo em que se podiam contar as estrelas no céu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é à toa que o passado parece desinteressar. Ele não foi vivido para que se saiba o quanto ele era bom em determinados aspectos. Se dizer que a única coisa verdadeira é o passado nos desconecta com a realidade, menos não acontece se negarmos o passado, pois deixamos de ver o quanto este mundo poderia ser melhor se não nos importássemos apenas com o presente e o futuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não neguemos a tecnologia, os novos estilos de vida, a eterna dinâmica da cultura, das línguas, das artes. Mas não deixemos de lado as coisas simples, o romantismo, a história, a música, o pensamento, o pôr-do-sol, o sorriso, o contar as estrelas. Fazemos parte do tempo, passado, presente e futuro; descuidar dele seria descuidar também de nós mesmos.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14096935-114039699774656278?l=ferdibrandblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/feeds/114039699774656278/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14096935&amp;postID=114039699774656278&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/114039699774656278'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/114039699774656278'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/2006/02/cuidar-do-tempo.html' title='Cuidar do tempo'/><author><name>Ferdibrand</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17962609427698828895</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_Do2GneSuSqM/RkUyZrlcAxI/AAAAAAAAAAc/QG6Uh6KFg10/s320/Foto3.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14096935.post-113992529028207990</id><published>2006-02-14T11:52:00.000-02:00</published><updated>2006-02-14T11:54:50.316-02:00</updated><title type='text'>O sentimento dos sentimentos</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Algo se inquieta na fina e imperceptível linha que une o espírito, o cérebro e a mão. Essa linha começa a vibrar e, quando o tanger do espírito é compreendido pelo cérebro, às vezes a mão consegue traduzir o que ouviu – e vertem as palavras. Um inseto que se debate na teia da aranha? Pássaros que se agitam prenunciando a tempestade? O mar que recua avisando da onda que chega? Ora, quem dera esse grito fosse sempre escutado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque é sempre maior a inquietude não percebida. Esta, a força-matriz da expressão – e muitas vezes também seu combustível – não encontrou quem a traduzisse, e o papel ficou em branco. Aprendo então que os sentimentos também têm sentimentos. Eles têm vergonha, medo, raiva, por vezes recusam-se a falar, aumentando em si mesma a inquietude. Por isso o autor calou-se tanto tempo. O náufrago deitou à água garrafas vazias e as poucas mensagens que mordiscaram a linha ou chegaram atrasadas, ou não se fizeram entender. Um monólito estava enterrado, enviando sinais fortíssimos, e eis que, uma vez desenterrado, nós, exploradores do espaço, quedamos ensurdecidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, algo faz sentido no que agora escuto, e a própria luz que apaguei se acende para mais um ou dois parágrafos. O que faltou foi determinação. A linha toca melodias diferentes conforme o compositor. Minha música ainda é tímida, parece sem vigor, sem emoção. É o sentimento dos meus sentimentos. Basta minha inquietude olhar para os lados mais firme, mais determinada, e verá que a poesia continua repousando ao lado; o milagre das palavras ainda está ali mesmo, esperando para acontecer.  &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14096935-113992529028207990?l=ferdibrandblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/feeds/113992529028207990/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14096935&amp;postID=113992529028207990&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/113992529028207990'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/113992529028207990'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/2006/02/o-sentimento-dos-sentimentos.html' title='O sentimento dos sentimentos'/><author><name>Ferdibrand</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17962609427698828895</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_Do2GneSuSqM/RkUyZrlcAxI/AAAAAAAAAAc/QG6Uh6KFg10/s320/Foto3.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14096935.post-113968086772629397</id><published>2006-02-11T15:57:00.000-02:00</published><updated>2006-02-11T16:01:07.800-02:00</updated><title type='text'>O monólito</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Catando inspiração para um texto de retorno, eu a encontro não em palavras, mas em notas musicais. Trilha sonora de “2001 – Uma odisséia no espaço”, “Requiem”, de Ligeti – um coro que serve de fundo para as aparições do monólito. E eu achando que se passariam eras até meus próximos escritos! Menos, menos. A realidade é que estava precisando de uma arejada. Já se passaram quatro anos inteiros daquele para o qual Arthur C. Clarke projetou uma viagem tripulada a Júpiter, mas muita coisa continua igual aqui no microuniverso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Curioso que uma obra musical chamada “Requiem” tenha servido para os encontros entre o homem e aquela pedra misteriosa, que, no filme de Stanley Kubrick, parece estar presente nas grandes transformações na vida do homem – inclusive em um “renascimento”. Um contra-senso? Nem tanto: concebido antes de o homem ser o que é, o monólito parece ao mesmo ser de uma tecnologia que nunca alcançaremos. Ele absorve toda a luz que recebe, emite ondas eletromagnéticas e um som ensurdecedor e foi moldado nas exatas proporções 1x4x9. Uma das grandes idéias da história do cinema, pois, com a (diríamos hoje) modéstia dos efeitos especiais de “2001”, Kubrick pôs na tela um universo misterioso e criou um dos mais importantes filmes de ficção científica de todos os tempos, ainda instigante, após quase quarenta anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que era o monólito? Provavelmente obra de seres inteligentes, mas o mistério que cerca sua existência, seu aparecimento e seu papel ao longo da “Odisséia no espaço” apenas confirma o que o próprio Kubrick afirmou: se alguém pudesse realmente explicar “2001”, ele, Kubrick, teria falhado. Afinal, não é um filme para explicar ou ser explicado, e sim para questionar nossas origens e nosso futuro.     &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14096935-113968086772629397?l=ferdibrandblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/feeds/113968086772629397/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14096935&amp;postID=113968086772629397&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/113968086772629397'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/113968086772629397'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/2006/02/o-monlito.html' title='O monólito'/><author><name>Ferdibrand</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17962609427698828895</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_Do2GneSuSqM/RkUyZrlcAxI/AAAAAAAAAAc/QG6Uh6KFg10/s320/Foto3.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14096935.post-113879169161977234</id><published>2006-02-01T08:54:00.000-02:00</published><updated>2006-02-01T09:01:39.870-02:00</updated><title type='text'>Premonitória</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Certas cenas de filmes que ficaram esquecidas tornam-se cômicas, ou no mínimo curiosas, após certo tempo. É o caso de uma que vi em "Impacto profundo", que em janeiro a televisão reprisou pela enésima vez. Quando um Elijah Wood ainda adolescente propõe casamento a sua namorada, interpretada por Leelee Sobieski, a câmera enquadra a mão de Elijah se abrindo para mostrar dois anéis. Tomada praticamente idêntica à que Peter Jackson filmaria três anos depois, em "O senhor dos anéis" - só que, claro, com um anel apenas. Premonição de um, cópia de outro ou coincidência?&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14096935-113879169161977234?l=ferdibrandblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/feeds/113879169161977234/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14096935&amp;postID=113879169161977234&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/113879169161977234'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/113879169161977234'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/2006/02/premonitria.html' title='Premonitória'/><author><name>Ferdibrand</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17962609427698828895</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_Do2GneSuSqM/RkUyZrlcAxI/AAAAAAAAAAc/QG6Uh6KFg10/s320/Foto3.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14096935.post-113870623369065911</id><published>2006-01-31T09:13:00.000-02:00</published><updated>2006-01-31T09:17:13.703-02:00</updated><title type='text'>Os anjos</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ó doces anjos das palavras,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Em vosso seio acalentai&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Um'alma grata e a descoberta&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;De um universo intocado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Quando calei encantamento&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Deliciei-me a ouvir a voz&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Onde deixei a cor do verso&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Sentidos novos percebi.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ó anjos, tendes tal presença&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Que encontrais em cada estrofe&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A refletir-se vossa imagem&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Reensinando a ver a vida:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Fazer da chuva algodão-doce&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;De uma saudade um barco à vela&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Do gosto acre a limonada&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Da folha ao vento a borboleta.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14096935-113870623369065911?l=ferdibrandblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/feeds/113870623369065911/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14096935&amp;postID=113870623369065911&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/113870623369065911'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/113870623369065911'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/2006/01/os-anjos.html' title='Os anjos'/><author><name>Ferdibrand</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17962609427698828895</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_Do2GneSuSqM/RkUyZrlcAxI/AAAAAAAAAAc/QG6Uh6KFg10/s320/Foto3.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14096935.post-113866496098028514</id><published>2006-01-30T21:47:00.000-02:00</published><updated>2006-01-30T21:49:20.993-02:00</updated><title type='text'>Seis, sete, oito</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Uma luz não se apaga:&lt;br /&gt;Eis que digo o indizível&lt;br /&gt;E o silêncio persiste.&lt;br /&gt;Vê? O tempo é o mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O calor que me entorpece&lt;br /&gt;Não aquece o lado esquerdo.&lt;br /&gt;Só uma tênue coberta&lt;br /&gt;De falsos risos e abraços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cansado, procuro sossego&lt;br /&gt;No instante do dia que chega&lt;br /&gt;Entretanto, acordo assustado:&lt;br /&gt;O sonho é desfeito aqui mesmo.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14096935-113866496098028514?l=ferdibrandblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/feeds/113866496098028514/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14096935&amp;postID=113866496098028514&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/113866496098028514'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/113866496098028514'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/2006/01/seis-sete-oito.html' title='Seis, sete, oito'/><author><name>Ferdibrand</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17962609427698828895</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_Do2GneSuSqM/RkUyZrlcAxI/AAAAAAAAAAc/QG6Uh6KFg10/s320/Foto3.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14096935.post-113835761318719662</id><published>2006-01-27T08:23:00.000-02:00</published><updated>2006-01-27T08:26:53.236-02:00</updated><title type='text'>Meu refúgio</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Em meu calmo refúgio&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Escapo ao burburinho&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Encontro meus amigos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;E nos rimos entre histórias e piadas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Em meu doce refúgio&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Escrevo, leio, canto&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Recebo a namorada&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Fascinado pelos sonhos que traçamos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Em meu belo refúgio&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Eu vejo da janela&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Um lindo campo verde&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O azul do céu e ao lado escrito "Windows".&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14096935-113835761318719662?l=ferdibrandblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/feeds/113835761318719662/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14096935&amp;postID=113835761318719662&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/113835761318719662'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/113835761318719662'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/2006/01/meu-refgio.html' title='Meu refúgio'/><author><name>Ferdibrand</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17962609427698828895</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_Do2GneSuSqM/RkUyZrlcAxI/AAAAAAAAAAc/QG6Uh6KFg10/s320/Foto3.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14096935.post-113801239082538527</id><published>2006-01-23T08:27:00.000-02:00</published><updated>2006-01-23T08:33:11.756-02:00</updated><title type='text'>O Mar da Tranqüilidade</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Mar de águas serenas, tranqüilas, te vejo espelhado&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Na criança pequena que dorme e nem lembra os sonhos que teve&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Na adolescente que volta pensando no amor encontrado&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Nos velhos amigos e na confiança que o tempo não leva&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;No homem matuto contente com pouco que teve de Deus&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;No idoso em família que diz: vale a vida vivida entre os seus.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Mar de águas claras e calmas,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Por que deixamos turvar o teu límpido rosto?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Satélite do homem,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Tão próximo ao toque!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Nosso espírito inquieto&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Pousou em tua face&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ferindo a beleza tua&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;E em vã tormenta escondendo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A tranqüilidade da Lua.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14096935-113801239082538527?l=ferdibrandblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/feeds/113801239082538527/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14096935&amp;postID=113801239082538527&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/113801239082538527'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/113801239082538527'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/2006/01/o-mar-da-tranqilidade.html' title='O Mar da Tranqüilidade'/><author><name>Ferdibrand</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17962609427698828895</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_Do2GneSuSqM/RkUyZrlcAxI/AAAAAAAAAAc/QG6Uh6KFg10/s320/Foto3.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14096935.post-113769736108993635</id><published>2006-01-19T16:58:00.000-02:00</published><updated>2006-01-20T09:37:58.340-02:00</updated><title type='text'>Amar as palavras</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Janeiro passa da metade quando me dou conta: no dia 9, completaram-se seis meses que estou aqui, escrevendo. Nesse tempo, mais de quarenta vezes tive motivos para clicar o botão “publicar postagem” do &lt;em&gt;site&lt;/em&gt;. E pensar que demorei dois meses apenas para criar coragem e despir o rei. Difícil é dar a primeira pedalada, não andar de bicicleta. Sem saber onde poderia parar, às vezes parava frente a um verso ou uma frase, e: modéstia à parte, gostei disto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Volta e meia perambulam entre minhas palavras amigos que me ajudaram a estar aqui. Muito usei de lugares-comuns, certas concessões precisei pedir ao leitor e a outros autores. Afinal, escrever segue sendo um duelo entre o novo e o que já foi dito. Posso dizer o mesmo de outra forma sem copiar? E se o justo sentimento já expresso por outrem se repetir, ele não será novo – para mim, pelo menos? "Mas quais são as palavras que nunca são ditas?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ainda desconhecido protótipo de cronista e poeta terá de lutar muito se quiser um editor. Por enquanto, neste microuniverso, além de geralmente ignorado, ele já foi elogiado, contestado anonimamente, de certa forma censurado, serviu de inspiração... e, mais importante, um punhado de vezes teve confirmadas as palavras da amiga que o incentivaram a buscar na poesia uma forma de expressão (alô, Karen!). &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Continuar aqui é, a cada dia, uma esperança de encontrar nas palavras uma fonte de liberdade, de autoconhecimento, da emoção que corre nas veias, mas que normalmente não se deixa sangrar por puro medo. Amar as palavras é amar sua origem, seu chão, o que eu modestamente tenho tentado. Acordar sozinho para as “grandes verdades” já é um exercício difícil, Katinha; quando se consegue pôr isso em palavras e ajudar alguém, já se chegou a algum lugar. Portanto, let it bleed.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14096935-113769736108993635?l=ferdibrandblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/feeds/113769736108993635/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14096935&amp;postID=113769736108993635&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/113769736108993635'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/113769736108993635'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/2006/01/amar-as-palavras.html' title='Amar as palavras'/><author><name>Ferdibrand</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17962609427698828895</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_Do2GneSuSqM/RkUyZrlcAxI/AAAAAAAAAAc/QG6Uh6KFg10/s320/Foto3.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14096935.post-113761364884453276</id><published>2006-01-18T17:34:00.001-02:00</published><updated>2006-01-18T17:59:25.050-02:00</updated><title type='text'>POA 40 Graus</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Piazada da vila tomando banho em lago de parque, calçada de edifício e carro de inconseqüente – esses são os que se dão melhor. Porque, de resto, os verões porto-alegrenses (e gaúchos, no geral) têm cozinhado o cidadão e abalado a fama de clima frio que o Rio Grande do Sul tem. Não lembro, na infância ou na adolescência, de que alguém falasse em sensação térmica de 43 graus. Isso era coisa para o Rio de Janeiro. Refúgios? Ar condicionado e vários banhos gelados (gelados?) por dia – para quem pode ter esses privilégios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São Pedro pareceu esquecer, na primeira metade de janeiro, o estado que o escolheu como padroeiro. Mas dizem que a culpa não é do santo, e sim do buraco na camada de ozônio. De qualquer forma, basta ver, em qualquer época do ano, nos mapas climáticos da televisão, as cores, cada uma representando uma condição do tempo. A divisa entre Rio Grande do Sul e Santa Catarina é, freqüentemente, também limite entre duas cores diferentes. Se faz sol cá, chove lá, e vice-versa. Existe qualquer coisa de errado com o rio Uruguai. Merece uma investigação, quem sabe uma CPI, faz bem a Brasília em ano de eleição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto isso, excesso de energia e falta d’água. Tomara que este ano não seja como 2005, com seca até março. Eu lembro a alegria que foi quando caiu a primeira chuva de verdade após três meses. Plantações e gado literalmente pedindo água, solo rachado como nos desertos de filme, água saindo da torneira com cheiro de terra – tudo isso já estava acontecendo de novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, depois de dez dias cozinhando em fogo alto, o porto-alegrense mereceu um fogo brando e até alguma chuva. Tanto que quase desisti de falar sobre o assunto, ainda mais que Juremir Machado da Silva teve a mesma idéia e escreveu antes. Mas a referência ao filme de Nelson Pereira dos Santos e à música de Fernanda Abreu estava em todas as bocas, caindo de madura.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14096935-113761364884453276?l=ferdibrandblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/feeds/113761364884453276/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14096935&amp;postID=113761364884453276&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/113761364884453276'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/113761364884453276'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/2006/01/poa-40-graus_18.html' title='POA 40 Graus'/><author><name>Ferdibrand</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17962609427698828895</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_Do2GneSuSqM/RkUyZrlcAxI/AAAAAAAAAAc/QG6Uh6KFg10/s320/Foto3.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14096935.post-113753342927248688</id><published>2006-01-17T19:29:00.000-02:00</published><updated>2006-01-23T18:41:59.516-02:00</updated><title type='text'>Nosso encontro</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Certo dia vi ao longe pequena borboleta&lt;br /&gt;Branca, marrom,&lt;br /&gt;Manchas verdes feito olhos;&lt;br /&gt;Encantaram-me a graça e a beleza.&lt;br /&gt;De repente achegou-se, num vôo alegre;&lt;br /&gt;Estiquei o braço e ela pousou em minha mão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Então, flutuando carinhosa,&lt;br /&gt;Esvoaçou à volta, beijou-me o rosto&lt;br /&gt;Afastou-se, virou-se, foi descansar&lt;br /&gt;Pousada num ramo de árvore.&lt;br /&gt;No dia seguinte ela foi embora&lt;br /&gt;Será que a verei de novo?&lt;br /&gt;Triste eu me perguntava&lt;br /&gt;Enquanto alegre pensava&lt;br /&gt;Nesse nosso encontro.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14096935-113753342927248688?l=ferdibrandblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/feeds/113753342927248688/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14096935&amp;postID=113753342927248688&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/113753342927248688'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/113753342927248688'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/2006/01/nosso-encontro.html' title='Nosso encontro'/><author><name>Ferdibrand</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17962609427698828895</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_Do2GneSuSqM/RkUyZrlcAxI/AAAAAAAAAAc/QG6Uh6KFg10/s320/Foto3.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14096935.post-113744095559897782</id><published>2006-01-16T17:48:00.000-02:00</published><updated>2006-01-16T17:49:15.626-02:00</updated><title type='text'>Rescaldo</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Afinal, o que resta?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queimaste minh’alma, e pouco ficou.&lt;br /&gt;Surpresas, enlevos, promessas,&lt;br /&gt;Engodos, ausências, mentiras&lt;br /&gt;Tuas curvas, teu cheiro, tuas mãos.&lt;br /&gt;Estou me sentindo vivo.&lt;br /&gt;Mas nunca aprendi a dizer&lt;br /&gt;Deste a vida e mais tarde&lt;br /&gt;Ensinaste alguém a chorar.&lt;br /&gt;O tamanho do meu amor&lt;br /&gt;Brasas ardendo ainda&lt;br /&gt;Fotos que nunca existiram&lt;br /&gt;Bichinho feito em pelúcia&lt;br /&gt;Caixa cheia de cartas&lt;br /&gt;E outra caixa de cinzas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui, dentro do peito.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14096935-113744095559897782?l=ferdibrandblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/feeds/113744095559897782/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14096935&amp;postID=113744095559897782&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/113744095559897782'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/113744095559897782'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/2006/01/rescaldo.html' title='Rescaldo'/><author><name>Ferdibrand</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17962609427698828895</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_Do2GneSuSqM/RkUyZrlcAxI/AAAAAAAAAAc/QG6Uh6KFg10/s320/Foto3.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14096935.post-113683214567799463</id><published>2006-01-09T16:40:00.000-02:00</published><updated>2006-01-09T16:42:25.693-02:00</updated><title type='text'>Quimera</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O brilho nos teus olhos era&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A lágrima escondida era&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Saudade antes do tempo era&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O amor imaginado apenas era.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ah, quem dera.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14096935-113683214567799463?l=ferdibrandblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/feeds/113683214567799463/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14096935&amp;postID=113683214567799463&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/113683214567799463'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/113683214567799463'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/2006/01/quimera.html' title='Quimera'/><author><name>Ferdibrand</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17962609427698828895</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_Do2GneSuSqM/RkUyZrlcAxI/AAAAAAAAAAc/QG6Uh6KFg10/s320/Foto3.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14096935.post-113663700241539301</id><published>2006-01-07T10:22:00.000-02:00</published><updated>2006-01-07T10:30:02.436-02:00</updated><title type='text'>Versão brasileira</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;John Nash apareceu na televisão há alguns dias e fez confirmar um fato que, muitas vezes justifica uma comunidade no Orkut chamada “Eu odeio filme dublado!”. Para quem não lembra, John Nash é aquele professor de matemática interpretado por Russell Crowe em “Uma mente brilhante”. O curioso é que, até então, eu tinha motivos mais fortes que a dublagem para preferir o cinema à TV, como a proporção da tela, a qualidade de imagem, os comerciais, o escurinho do cinema, os dropes de anis, etc., etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trocadilhos à parte, qual o papel de Russell Crowe nesta história? É que foi tão marcante sua atuação como John Nash que, se ele merecia o Oscar de Melhor Ator, era por “Uma mente brilhante”, e não por “Gladiador”, que ele recebeu no ano anterior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tão marcante que, na televisão, parecia haver desaparecido o Russell Crowe que eu vira no cinema. Os trejeitos, o olhar perdido, o comportamento estranho estavam lá. Mas por que John Nash não conseguia mais mostrar aquele ar de “pessoa estranha” que Crowe conseguiu criar? Lógico: porque a voz convencional da dublagem eliminou a interpretação “vocal” do ator neozelandês. Os dubladores são atores também, mas convenhamos: não era mais Russell Crowe no papel de John Nash, mas outro ator, brasileiro, fazendo uma interpretação própria das falas do personagem e “usando” o corpo de Russell Crowe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como será, então, quando a Globo ou o SBT, em outro fim de ano, apresentar “Ray”? O ator que dublará Jamie Foxx terá condições de estudar o personagem para imitar a voz e os trejeitos e ainda “traduzir para o português” o jeito de falar de Ray Charles? Os atores que fazem dublagem terão o mesmo tempo para desenvolver os personagens a serem dublados que têm os atores de uma nova produção? Não posso responder, mas, com a quantidade de filmes novos que vão para as locadoras semanalmente – além dos enlatados diretamente para a televisão –, acredito que não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há exceções memoráveis, como o Dr. Smith da série “Perdidos no espaço”, dos anos 60. Borges de Barros, o ator que dubla o Dr. Smith, chegou a ser elogiado pelo próprio Jonathan Harris, o dono do papel, pela forma com que conseguiu reproduzir em português a afetação, os sustos e a malícia do “vilão” da nave Júpiter 2. Mas isso foi há quase quarenta anos. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Quantas vozes inapropriadas ou mesmo desagradáveis encontramos hoje nos filmes dublados? Sem querer entrar em questões trabalhistas, é possível, pela forma com que algumas dessas vozes se repetem, que ou os dubladores se submetam a uma carga que impede um estudo maior dos personagens ou não estejam à altura dos desempenhos dos filmes originais. Massificação e padronização da cultura cinematográfica, massificação e padronização também de todas as etapas de sua produção... Mas que ingratidão. Nós, mentes brilhantes, deveríamos agradecer às redes de televisão por nos proporcionarem tão belo espetáculo, e ainda gratuito. &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14096935-113663700241539301?l=ferdibrandblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/feeds/113663700241539301/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14096935&amp;postID=113663700241539301&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/113663700241539301'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14096935/posts/default/113663700241539301'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ferdibrandblog.blogspot.com/2006/01/verso-brasileira_07.html' title='Versão brasileira'/><author><name>Ferdibrand</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17962609427698828895</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_Do2GneSuSqM/RkUyZrlcAxI/AAAAAAAAAAc/QG6Uh6KFg10/s320/Foto3.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
